Sabe-se muito pouco sobre o poeta francês Rutebeuf (1230?-1285?). O próprio nome por que é conhecido será, porventura, uma alcunha. O excerto de "Do estado do Mundo" foi traduzido por D. Mourão- Ferreira.
O cantor Léo Ferré dedicou-lhe a canção "Pauvre Rutebeuf" que se pode ouvir no poste seguinte. Agora, a versão portuguesa dos versos do poeta medieval:
Perdeu-se o costume
de pensar nos outros
Assim vai o mundo
cada vez mais torto.
Hoje é toda a gente
ave de rapina:
nem gente se sente
alguém que não pilha.
Já a Caridade
é uma coisa morta.
Só por grande acaso
lhe achareis a porta.
Muito actual, o que 800 anos volvidos não dá boa imagem de nós.
ResponderEliminarBem verdade! É por isso que eu não tenho grandes ilusões no progresso do ser humano...
ResponderEliminar(Em tempo: só hoje consegui re-comentar, Miss Tolstoi. O meu computador-base desde que aderi à MEO, parece ter entrado em coma assistido - nem sequer consigo abrir os comentários...)