domingo, 26 de julho de 2015

Para o António, no seu aniversário


Difícil é apresentarmo-nos, circunspectos e felizes, que as manchas na pele não correspondem, talvez por miopia ou cegueira, à claridade que sentimos, nem as rugas, ainda que poucas, representem as fracturas e abismos que conseguimos ultrapassar. A Primavera ainda vibra no sangue quando chegam as andorinhas, nos seus voos nervosos; como o Verão se cola a aventuras que já não pode haver. Esperam de nós a sabedoria da idade e a ponderação tranquila dos anos, que, por vezes, conseguimos. Apesar desse buliçoso diabinho, na alma, que nos tenta, a "desmanchar a regra", a fazer travessuras (tantas vezes!) como quando trepávamos às árvores, desmanchávamos um brinquedo, ou "tropeçávamos de ternura" e lágrimas, por um amor infeliz.

5 comentários:

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    1. Transmitirei...se ele, entretanto, não os ler...

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  2. ...que teve de presente um texto tão bonito:)

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    1. O António, que também é do seu signo, agradecerá em espírito..:-)
      Quanto à parte que me toca: muito obrigado!

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