quinta-feira, 14 de maio de 2015

A par e passo 135


Eu creio bem, meus senhores, que a idade de uma civilização se deve medir pelo número de contradições que ela acumula, pelo número de costumes e crenças incompatíveis que nela própria se encontram e se temperam entre si; pela pluralidade das filosofias e estéticas que coexistem e coabitam, muitas vezes, na mesma cabeça. (...) Um homem moderno, enquanto moderno, convive familiarmente com uma quantidade de contrários que se estabelecem na penumbra do seu pensamento.

Paul Valéry, in Variété IV (pgs. 35/6).

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