segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O "Sr. do Tempo"


Corre o Arpose o grave risco de, neste mês de Novembro, se tornar num quase mero obituário acidental.
Kronos, porém, é um Titã caprichoso e persistente: não reconhece nem Senhores, nem Mestres. E a morte há-de ser sempre o objectivo principal, ou único, na sua conclusão cruel.
Conheci, pessoalmente, o açoriano Anthímio de Azevedo (1926-2014), talvez o metereologista mais célebre das televisões portuguesas. Acontece que ele foi um dos elementos fundadores, nos anos 40, de uma instituição que acolhia, em Lisboa, jovens universitários, vindos da província, por onde eu passei nos anos 60 do século passado. Todos os anos, no início deste mês de Novembro, nos reuníamos, jovens e velhos, antigos e novos, para celebrar a instituição, vagamente e cada vez menos, ligada ao Patriarcado.
Anthímio, que faleceu hoje, era um dos mais conviventes, afáveis e entusiastas dos 5 sobreviventes fundadores. E católico ferventíssimo, cada vez mais pertencendo a uma minoria que, para os mais novos, quase parecia exótica.
E, com certeza, um dos temas da conversa era a passagem do tempo...

4 comentários:

  1. Lembro-me bem dele, como é evidente.

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    1. Era sempre escutado com atenção e credulidade.

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  2. Era uma presença muito simpática da nossa televisão!
    E veio a ficar muito mais solto do que parece nesta fotografia...
    Boa semana!

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    1. É verdade. A idade acaba por dar mais auto-confiança às pessoas.
      Obrigado. Retribuo os votos!

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