Ainda assim, prefiro a "Il Surpasso" (1962), de Risi, relembrar Jean-Louis Trintignant (1930) em "Rouge" (1994) de Kieslowski, muito embora a Natureza seja quase sempre madrasta. A decrepitude física visível, um cancro (2017), a cegueira, reduziram, de algum modo, à sombra este grande actor, que aqui vemos e ouvimos através das suas humaníssimas palavras.
Com votos de boa semana!
Há 20 horas
Que posso dizer depois de ouvir esta conversa inteligente? Demonstra
ResponderEliminarum entendimento da situação em que se encontra e um conformismo
que eu direi essencial nesta altura final da vida. Sempre
gostei muito dele e agora ainda mais.Boa noite.
O reconhecimento das suas fragilidades, medos, sem no entanto perder o humor, revelam um homem autêntico e o grande actor que foi. Será impossível, quase, não aderir à simpatia e admiração que Trintignant nos desperta.
EliminarUma boa noite, também.
Gosto bastante destas entrevistas de Laurent Delahousse, às vezes vejo na TV5 Monde e este encontro com Jean-Louis Trinttignant é comovente e doloroso, devido às marcas da passagem do tempo, porque como refere, guardamos na memória o rosto jovem de “A Ultrapassagem”, que vi recentemente na RTP Memória ou o Juiz de “Vermelho”, mas entendo quando ele diz que prefere o calor do público no Teatro à frieza da câmara de filmar, este seu espectáculo revela-se um verdadeiro balão de oxigénio.
ResponderEliminar(Enquanto escrevia este comentário recordava-me do filme “Quem me amar irá da comboio”, em que ele surge muito pouco, mas está sempre presente).
Obrigado por partilhar.
Bom feriado!
Não vi o último filme que refere, de Trintignant.
EliminarMas o actor sempre me foi simpático, até pela sobriedade das suas representações. Às vezes, fazia-me lembrar David Mourão-Ferreira... mas desde "Rouge", de Kieslowski, que me ficou colado à figura do juiz penitente de "A Queda", de Camus.
Numa boa entrevista, são precisos 2, como para a dança: nesta belíssima entrevista, ambos deram, sobretudo, inteligência e humanidade.
Seria um crime, eu guardar só para mim este vídeo. Mas também sei que será visto apenas pelos "happy few" que sabem usar bem o seu tempo. Como o vídeo ultrapassa os 5 minutos, que eu considero "regimentais", as borboletas da net não terão paciência suficiente..:-)
Retribuo os votos, cordialmente.
Admiro tanto o entrevistado quanto o entrevistador, mas não consigo ver este video. Não sou uma "borboleta nética", mas basta a imagem do actor como está para despertar memórias e marejar os olhos... o rapaz cá de casa resumiu-me o que viu.
ResponderEliminarVale a pena, concerteza!
Boa tarde
Compreendo o que sente. Até porque também eu senti um abalo emotivo.
EliminarUma boa noite.