" Beethoven era tão surdo que toda a vida esteve convencido que pintava. "
François Cavanna (1923-2014).*
* há quem atribua a frase a Woody Allen.
" Beethoven era tão surdo que toda a vida esteve convencido que pintava. "
François Cavanna (1923-2014).*
* há quem atribua a frase a Woody Allen.
Desta selecção de 100 postes de José Cutileiro (1934-2020) que apareceram, entre 2014 e 2019, no blogue Observador de Vera Futscher Pereira (1953-2019), eu terei lido uma grande parte. Mas a releitura permitiu-me perceber que os textos, muito bem escritos, mantiveram a vivacidade, o humor e o saboroso agrado de leitura.
Admiro-me imenso como tantas boas almas inocentes perdem tempo a citar e nomear os grandes ogres deste mundo. A dizer bem ou a dizer mal é sempre fazer-lhes, estupidamente, publicidade grátis. Para isso já bastavam os canais televisivos vendidos e os jornalistas palermas e incultos que não sabem fazer mais nada.
Como a qualidade intelectual dos homens também não se mede aos palmos, assim acontece com o livro pequeno – designado Lilipute – dedicado ao seu conteúdo indispensável para combater a “intolerante ignorância”, agradecendo ao Senhor Professor Carlos Reis a brilhante citação para caracterizar o momento cultural e político que a República, em declínio democrático, atravessa.
Perante a voragem de espúrias
“literacias”, tentativas hipócritas para esvaziar os núcleos centrais de
disciplinas de formação essenciais para o pensamento humano com autonomia,
basta lembrar, mais uma vez, os Princípios Gerais da Lei de Bases do Sistema
Educativo que vigora:
“artigo 2º: Todos
os portugueses têm direito à educação e à cultura, nos termos da Constituição
da República.”
e ainda esta pérola hipócrita que “O Estado não pode atribuir-se o direito de programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas;”
Com efeito, o desvario generalizado aconselha, de facto, a leitura, e quiçá a entrega gratuita desse pequeno grande livro na imagem aos docentes e discentes.
Assim, o estudo e a consulta do
pequeno grande livro permitiriam, sem dúvida, corrigir esta tendência para um
plano inclinado de vulgarização de conceitos, combater os abusos e a manipulação,
que grassa na sociedade actual, contribuindo, desta forma, para a renovação de
um saudável ambiente escolar e de formação humana, combatendo a degradação e o
apoucamento em curso.
Aproveita-se a oportunidade para aconselhar também aos docentes, com obrigação para leccionar o exímio Almeida Garret, a leitura de um livrinho “essencial” sobre o Constituição, a original de 1822, porque serve, com explicação de proveito, para entender melhor – e fazer compreender – as suas obras.
Post de HMJ
Estas coisas acabam por vir à tona, pela Páscoa: a Queima do Judas, na rua da Rainha, no Mercado as Cavacas, o Pão de Ló de Margaride, os Bolos de Gemas; o arcipreste da Oliveira, António de Araújo Costa, e o Compasso, as pétalas de flores na entrada das casas. E o toque dos sinos a quebrar a monotonia pascal.
Uma boa Páscoa!
O casamento mais feliz que eu posso descrever ou imaginar, para mim mesmo, seria a união de um homem surdo com uma mulher cega.
Samuel Taylor Colleridge (1772-1834), in Recollections (1836), de T. Allsop.
Pois, um FJV , para além de
ligado a um Governo de Passos Coelho, conhecido pela falta de primado, entre outros, nem vocação para a matéria
de Cultura, não representa, de facto, uma personalidade num universo mais AMPLO de cultura.
De facto, a cultura séria vive
actualmente em nichos, de que o escolhido nunca fez parte no passado, pautando-se por interesses libertos
de um calculismo de ocasião. Não confundamos a essência de CULTURA com
exposições públicas. São UNIVERSOS que, na essência, não se confundem.
Oxalá que a escolha para EDUCAÇÂO não se enquadre neste universo de reduzida mentalidade científica exigente que a menoridade pública recomenda.
Post de HMJ