Havia que dar, porém, alguma oportunidade à ficção prosaica, até para não lhe perder o jeito... Calhou a Paul Morand o privilégio, diplomata francês, um tanto ou quanto ligado a Vichy, mas que conhecia bem Portugal, embora o Estado Novo o considerasse persona non grata. A sua prosa é luxuriante, mas perpassa, por Lorenzaccio - O Prisioneiro de Sintra, uns resíduos finisseculares de desalento e um iluminado cinismo a que a elegância da escrita dá uma certa consistência e interesse. Não me posso queixar, porque não perdi o meu tempo.
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Da leitura (12)
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Não sabia que este Morand estava traduzido.
ResponderEliminarEmbora o nome me não fosse de todo estranho, creio que nunca tinha lido nada deste escritor francês.
EliminarE a tradução, de Aníbal Fernandes, parece-me muito boa. Bem como o prefácio, também, dele.