terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Desabafo (18)


Nunca percebi muito bem para que serve (a não ser para desmiolados e pobrezinhos que hoje constituem a nova ignorância) o Pinterest, para além de ser um banco de imagens, meramente plagiador e repetitivo, como uma ladainha religiosa. Já me sugou algumas (imagens), originais e em primeira mão. Chupadas, normalmente, por senhoras que trabalham para o dito. Dito que é, no fundo, uma espécie de souteneur, um pimp, em bom português: um proxeneta (para não usar a linguagem chula...). Enfim!...
(E, como quase todos, marcano, como o pato-bravo do Trump, com certeza!)
Mas ninguém o contesta, talvez porque dá jeito a quem não tem ideias, nem imagens próprias para usar.

18 comentários:

  1. Isso é mauzinho!!

    Eu não tenho o Pinterest, mas tenho algumas amigas que têm e são pessoas bastante criativas e inteligentes. Estou-me a lembrar de duas em especial.

    Hoje em dia qualquer imagem que se coloque por aqui está sujeita a essas andanças. Quem utiliza a internet também vai buscar imagens a outros sítios (tenho algumas que roubei na net - poucas, mas tenho).

    Deixe lá, se lhe roubaram as imagens é porque têm qualidade!

    Boa noite:)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu não vim ao mundo, Isabel, para ser bonzinho. Até gostaria, como dizem do Pessoa, de ter vindo para perturbar as almas: sacudi-las daquele torpor da rotina que é ante-câmara da morte. Gosto de pessoas autênticas, que arriscam, que pensam por si, enfim, que estão vivas e vão deixar algum sinal de si. Que não pertencem a nenhuma das grandes corporações dos cânones estabelecidos.
      É evidente que este poste é provocatório - avenham-se com ele.
      Não me leve a mal, Isabel, mas esta é a minha liberdade.
      Uma boa noite!..:-)

      Eliminar
  2. Não sei responder a este post. Desconheço o programa a que se refere e, se não tem traduzido em bom português, não entendia a conversa. Mesmo as pessoas autênticas que conheço são bem rotineiras. Na verdade acho que desconheço alguém que o não seja. Dos sinais que cada um deixa ninguém sabe. Há quem se apague e deixe muito sinal e quem esbraceje a vida toda e deixe nada. E há a arte. Mas esses nunca são muitos e a gente acha pouca a vida para lhes agradecer o que nos deixam e dão.
    Mas a liberdade passou por aqui. E isso é sempre admirável. Pode crer.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É evidente que estas instituições, ou melhor, empresas, não estão aí para fazer caridade, mas para ganhar dinheiro. Sobretudo à custa do trabalho dos outros. Mas também para formatar saberes (e imagens) e padronizar os seres humanos para dizeres, fazeres e modos de vida e de reagir. É contra esta padronização e oportunismo que eu me insurjo. Pelo direito à diferença e à liberdade de, cada um, fazer o seu caminho.
      É evidente que a "eternidade", salvo as grandes descobertas, são apenas 3 gerações... Um doce, a quem souber de cor o nome de algum dos 8 bisavós.

      Eliminar
    2. Sei vários nomes...qual é o doce de prémio? Pode ser à escolha, sou um bocadinho esquisita em doces:) humm...deve ser retórico.

      Eliminar
    3. Retórico não era, mas era virtual. Pensei num"Jesuíta", daqueles originais de Santo Tirso.
      Gabo-lhe, entretanto, a memória genealógica, pois eu, só consultando os canhenhos..:-)

      Eliminar
  3. Há que não confundir, se me permite dizê-lo, a riqueza das ideias com a simplicidade ou a complexidade dos meios com que se transmitem. O mundo está cheio de gente prolixa que não tem nada para dizer. Uns usam os tuíteres, outros manuscrevem páginas e páginas com bela caligrafia, mas dizem o mesmo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Estou inteiramente de acordo com a sua ideia.

      Eliminar
  4. Penso que quase todos dizemos o mesmo. A forma como o fazemos - e que não tem a ver com a caligrafia nem propriamente com o assunto - é que pode diferir. São os olhos e o sentir da realidade que mudam, não ela, que continua igual ou semelhante. E os meios que se utilizam são um bocadinho indiferentes nesse sentido. Mas é verdade que a tecnologia promove um diz que diz de pouco interesse. E que, no entanto, pode ser companhia de boa gente. Nem tudo é mau. E nada é mau por si mesmo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Há um ponto que talvez convenha esclarecer: as "angariadoras" do Pinterest sugam as imagens sem dar cavaco; embora refiram no "site" (minusculamente) donde a imagem foi tirada. Mas, depois e oportunisticamente, só permitem a entrada mediante inscrição antecipada, como se as imagens fossem seu feudo privativo.
      Ora eu entendo a Net como uma "cidade aberta".

      Eliminar
  5. Eu uso o Pinterest como banco de imagens virtual - no que me dá muito jeito. Espero não lhe ter roubado nada sem aviso... :-) Bom dia!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. As imagens do Blogue estão abertas ao uso de todos...
      Só não aceito a inscrição (como disse atrás) no Pinterest, como se ele fosse dono das imagens alheias, depois de as capturar.
      Bom dia!

      Eliminar
  6. Pois, esse é o funcionamento destes sites todos - Facebook, Pinterest, Instagram, etc... :-) Bom dia! (e se levar daqui alguma coisa para esses lados, peço primeiro)

    ResponderEliminar
  7. Eu por acaso uso e dá muito jeito para guardar as coisas que mais gosto, catalogadas de forma simples e elegante.

    ResponderEliminar
  8. Existindo um ponto ao outro em que não estou totalmente de acordo com a opinião de APS, na generalidade concordo com a sua perspicácia, a sua análise é sensata e sadia, salutar. Neste caso do Pinterest , confesso que não intui sobre o assunto, mas no primeiro contacto houve ali qualquer coisa que me despertou um alerta , não aderi , não gostei da ideia de um repositório totalitarista ou totalizante de imagens, penso ser contra a ideia de uma rede liberum ,e embora não tenha uma fundamentação racional para não gostar, é algo que pessoalmente me repugna , talvez algo semelhante ao que sentimos quando vemos uma musica ser associada a publicidade, ou a descontextualização da imagem submetendo-a a condição de mercadoria, não sei ainda explicar muito bem, mas há qualquer coisa neste género de mecanismos intermediários que para mim remete para uma ideia de banalização, prostituição, plástico, na antítese daquilo que procuro e que quero da rede.
    Ainda na sequência das minhas duas primeiras linhas, a leitura de feudo não é exagerada nem descabida.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A associação de uma determinada boa música a secundar publicidade (quando não cultural) também por vezes me repugna.
      Não me repugna, no entanto, que usem imagens produzidas por mim (se referirem donde as tiraram, melhor!), o que me parece abusivo é capturá-las - como se fossem suas (do Pinterest) - e só permitirem a sua utilização, mediante inscrição prévio. A isto chamo, no mínimo, oportunismo abjecto.

      Eliminar