segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A seguir


Quando saí, por volta das 9h00, para comprar o jornal, o frio era lancinante e não havia ninguém na rua. No regresso, passei por uma pobre tola, aos saltinhos, que resmoneava, e por uma senhora muito composta e silente, de bengala e óculos, com um gorro na cabeça, que ia em direcção do pequeno centro comercial. Não havia carros em movimento, apenas automóveis estacionados e orvalhados.
Os acontecimentos, mais ou menos importantes, permitem fechar e abrir capítulos. No entretanto, acontece nada e nem mesmo os jornais inventam notícias. Por isso se lêem em dez minutos, ou nem tanto. Abra-se uma excepção para alguma morte despropositada, para a época. George Michael, por exemplo. Fora isso, de 26 a 30/12, é habitualmente um tempo neutro. Quase de ninguém.

2 comentários:

  1. Até me parece que precisamos desse tempo neutro, de ninguém. Haver Natal é muito bonito, sim. Mas também pode ser arrasador.
    É muita pena que George Michael tenha morrido. Preferia que não houvesse uma única notícia durante esta semana.

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    Respostas
    1. É uma espécie de tempo para respirar fundo...e dar cabo dos restos do Natal, antes que venha a dose do Ano Novo...
      E há, também, os desenlaces pelo meio. Os previstos e os mais infelizes e inesperados.

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