quinta-feira, 3 de abril de 2025

Suplementos literários

 
Lembro-me bem que, nos anos 50/70 do século passado, cada jornal que se prezasse tinha um suplemento literário semanal. À quinta-feira o "Diário de Notícias", o "Popular" e o "Lisboa", à quarta "A Capital" e por aí fora... A página literária do Diário de Notícias, orientada por Natércia Freire, era uma instituição, e contribuía, através das recensões isentas de João Gaspar Simões, para criar um critério de qualidade na leitura do país. A norte, n'O Comércio do Porto, Óscar Lopes desempenhou o mesmo papel crítico e pedagógico. Actividades que permitiam a grande parte do que se editava que tivesse um mínimo de qualidade literária. Também o jornal Público, que foi lançado em 1990, publicava, ao sábado, um bom suplemento cultural (Mil Folhas), que veio vindo a definhar tal como a qualidade geral do diário. Hoje em dia, à sexta-feira, o jornal insere apenas uma ou duas recensões a obras incaracterísticas no suplemento ípsilon.



Entretanto, a ocupar este vazio, começaram a aparecer uns blogues foleiros e manhosos, orientados por umas mulherzinhas cerzideiras e mercenárias que passam o tempo entre livros e tachos e que, pagas muito provavelmente por editoras pouco preocupadas com a qualidade dos produtos que editam, lhes fornecem títulos a metro e as fazem publicitar a mediocridade dos seus livros e obras para vender aos incautos leitores.

terça-feira, 1 de abril de 2025

Citações DX

 

A verdade, tal como a luz, cega. A mentira, pelo contrário, é um belo crepúsculo que põe cada um dos objectos em destaque.

Albert Camus (1913-1960), in La Chute.

Megalomanias ianques


Não bastava o Canal do Panamá e a Gronelândia, agora a cobiça paranóica dos americanos estendeu-se até ao aeroporto das Lajes e, por acréscimo à ilha da Terceira (Açores), de que os trumpes consideram necessário tomar posse, por uma questão de "espaço vital"...
Só nos faltava mais esta! 

Adagiário XXXLXXVIII



 Ovelha cornuda e vaca barriguda não a troques por nenhuma.