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sexta-feira, 9 de maio de 2025

Visita

 

Um passaroco visitou-nos ontem na varanda a Sul. Pouco antes de sair fumo branco no Vaticano e Robert Prevost ( Leão XIV) aparecer discreto, mas sorridente, na varanda, já sob pseudónimo.
Arriscávamos dizer que a ave seria um rabirruivo-preto, a que também chamam carvoeiro ou pisco-ferreiro. E por lá andou ele na varanda, por uns minutos, tal como o novo papa na outra, da Santa Sé.

quarta-feira, 7 de maio de 2025

segunda-feira, 21 de abril de 2025

Divagações 204



O Vaticano, na sua infinita ou eterna sabedoria, procura sempre emendar a mão ou sequenciar alternativas, para contentar todos os fãs, quanto a pontífices.
Veremos o próximo. O cardeal Tolentino -  parece-me - está fora da corrida.

quinta-feira, 10 de abril de 2025

Filateliia CXXIV


Desde cedo que a Suíça se apercebeu que os seus selos de correio poderiam ser uma óptima fonte de receita para os seus orçamentos, especializando-se, por isso, os seus serviços postais em temáticas (flora, fauna...) que atraissem o interesse de filatelistas nacionais, mas também estrangeiros.


A qualidade profissional da empresa helvética Courvoisier SA, que chegou a trabalhar para os CTT portugueses (séries heliogravadas do Presidente Carmona, 1945, da 2ª emissão de Costumes Portugueses, 1947, e Dinastia de Aviz, 1949) também contribuiu para o prestígio dos selos suiços e sua divulgação no mercado filatélico.




Logo, outros pequenos países com menores capacidades financeiras, dando conta do sucesso, lhe seguiram o exemplo produzindo séries filatélicas que foram fidelizando coleccionadores a comprarem-lhe as tarjetas postais para os seus acervos. Destacaria, por exemplo, Mónaco, Vaticano, e S. Marino que deixo em imagem comprovativa, na imagem superior.

domingo, 1 de setembro de 2019

Deus seja louvado!


Júlio Dantas (1876-1962) está de parabéns.
A sua obra A Ceia dos Cardeais (1902) já tem um elenco suficiente para poder ser representada, no Vaticano, por actores profissionais e autênticos.
Almada deve estar a morder-se de raiva, no Inferno, ao saber disso...

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Recuperado de um moleskine (33)


Dizia Eugénio de Andrade (1923-2005), a abrir um poema:

Não se aprende grande coisa com a idade.
Talvez a ser mais simples,
a escrever com menos adjectivos.

Eu acrescentaria que, apesar dos anos, os advérbios de modo são ainda, e muitas vezes, a minha perdição e a minha fraqueza. Nem sempre lhes consigo resistir ou iniciar uma abertura de hostilidades contra eles.
Os anos trazem-nos porém a consciência das nossas debilidades com que, apesar de tudo, vamos convivendo. Assim como Andorra, a Suiça e San Marino que, por não terem um exército próprio e em moldes clássicos, evitam qualquer acto bélico, para evitar incómodos posteriores.
Embora destes três países europeus me pareça que apenas San Marino, que é considerada a mais antiga república do mundo, mantenha uma estrutura de imbatível coerência. Pois a Suiça republicana, na sua neutralidade militante, fornece ao Papa mancebos para a Guarda Suiça e Andorra, considerada um principado, se deixa governar, ambígua e duplamente, pelo cristianíssimo Bispo de Urgel e pelo PR do estado mais laico da Europa: a França.
Para não abrir mais hostilidades hoje, qualquer dia falarei do Vaticano...

sexta-feira, 18 de março de 2016

A letra escarlate


Pois foi, até me lembrei do norte-americano Nathaniel Hawthorne (1804-1864) e do seu romance The Scarlet Letter, publicado em 1850. Mas entretanto, que diabo!, já se passaram mais de 150 anos, muito embora, durante o nazismo, os judeus também fossem obrigados a usar um sinal ou ferrete muito semelhante. Os denunciantes ou informadores é que tiveram sempre protecção superior.
Mas este rapaz, que dá pelo nome castigado de Paulo Pena, jornalista do Público, escreveu assim, hoje, no jornal: "...As casulas foram desenhadas pelo arquitecto português, comunista, Álvaro Siza Vieira. ..." Como é que o rapazote sabe a filiação do nosso prémio Pritzker? Eu não sei. E, por outro lado, e pelo razoado, este jovem parece ter pouco mundo, dentro da sua iluminada cabecita. Será que é clérigo? Terá andado no Seminário? Porque a notícia me parece extremamente paroquial...

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Filatelia CV


É altamente discutível, hoje em dia, a política comercial filatélica de muitos países europeus, no tocante às emissões de selos. Quer pela quantidade abusiva, quer também pela discricionalidade dos motivos. Os Correios portugueses, recentemente, chegaram à arbitrariedade de permitir que um qualquer cidadão, apresentando uma fotografia sua e efectuando um determinado pagamento, pudesse mandar emitir selos com a sua imagem!... É o que se chama ver curto. Deste modo, a colecção de selos de Portugal, teoricamente, pode ser infinita. E isto desencoraja qualquer coleccionador responsável. Os CTT poderão ganhar muito hoje, mas irão registar muito menos, no futuro.
É oportuno lembrar a inteligente estratégia de alguns pequenos Estados europeus: Mónaco, S. Marino, Liechtenstein, Andorra... Que, pela sua pequena população, faziam tiragens reduzidas e de cuidadoso grafismo, muito apetecidas e compradas pelos coleccionadores, arrecadando assim, os Correios, boas receitas e divisas. O Vaticano é outro bom exemplo de uma avisada política filatélica, nas emissões. Daí, reproduzirmos, em imagem, 6 selos das emissões iniciais (1867-1868) dos Estados da Igreja e um segundo conjunto já do Vaticano. Um reparo para os últimos 3 selos que têm como motivo pinturas de Sandro Botticelli.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O não


Devo confessar que fiquei mais descansado. Porque, desde há dias, me perguntava, angustiado, se a Escócia se tornasse independente, o que seria feito de Balmoral. E só encontrava uma saída airosa para esse grande problema: transformar esse Estate régio num novo Vaticano. Com a papisa Isabel à frente da pequena vila-estado, que o falecido príncipe Albert tinha comprado, em 1852, para a sua querida Victoria.
Felizmente que ganharam as tias...

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Deus escutado pela NSA


Só lembraria ao Diabo, querer escutar Deus mas, pelos vistos, os maníaco-depressivo-obsessivos da NSA também andaram a escutar o Vaticano. Provavelmente, para desfazerem as suas dúvidas metafisicas sobre a existência do Altíssimo... E, vai daí, puseram-se a ouvir as conversas do papa Bento e do papa Francisco.
Já nada me admira. Ainda não chegamos ao meio do dia, hoje, e os coscuvilheiros da NSA já vieram ao Arpose por 9 vezes. Deixá-los, que andam a perder tempo e dinheiro. Mesmo assim, cá vão as referências por onde vieram:
- Colorado, Colorado Springs via adelphia.net: 69.171.235, 69.171.237 e 69.171.245.
- e ainda IP.Adress: 31.13.99; 173.252.73, 173.252.77, 173.252.99; 173.252.102, 173.252.112.
Que lhes faça bom proveito!, aos lélés da cuca - como diria o Prof. Marcelo.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

As caves do Vaticano


A notícia não foi muito difundida, mas não deixa de ser importante: o papa Bento XVI, em Junho de 2006, autorizou a consulta dos arquivos do Vaticano, até ao papado de Pio XI, ficando ainda sob reserva o acesso à documentação referente ao controverso Pio XII. Os arquivos da Igreja católica ocupam uma espécie de bunker, com 85 quilómetros de extensão e, diz o "Obs.", sendo bem diferentes dos do filme fantasista e light "Código da Vinci", são semelhantes aos corredores do KGB, nos anos 70 do século passado.
No riquíssimo acervo, o mais antigo documento data dos finais do séc. VIII e é o "Liber Diurnus Romanorum Pontificum", com a pragmática e rituais da chancelaria pontifícia. Inúmeros escritos, explicações e segredos que se abrem para o investigador encartado. Desde as actas do processo contra Giordano Bruno (1548-1600), até ao pedido de Henrique VIII, para a anulação do seu casamento com Catarina de Aragão, dirigido ao papa Clemente VII. De um manuscrito mongol do séc. XIII até uma carta de Isabel I, de Inglaterra; de Lincoln ao imperador Hirohito, de tudo isto estão os arquivos do Vaticano, bem recheados.
Os sérios historiadores, os bons escritores e, até mesmo os escrevinhadores light, tipo browns e rodrigues dos santos, aqui poderão encontrar fontes de importantes investigações ou enredos, e dos próximos best-sellers indigentes.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Curiosidades 37 : etéreas, vaticanas e celestiais


Do livro "Reflexões" (já aqui referido, no Blogue) de Graham Greene (1904-1991), escritor inglês, que se converteu ao catolicismo em 1926, no capítulo "O Preço da Fé", recolhi algumas informações curiosas, que desconhecia e passo a partilhar.
a) nos anos 50 do século passado e, perante o uso de carros cada vez mais luxuosos, por parte dos Pontífices, os italianos começaram a traduzir as placas identificativas da proveniência das limousines: SCV (Stato della Città del Vaticano) por "Se Cristo Visse"(!).
b) Alexandre VI (1431-1503) que foi Papa desde 1492 até à morte, não primava pela virtude e terá tido várias amantes. A mais conhecida terá sido Giulia Farnese, esposa de Orsino Orsini. Quando Giulia quis acabar com a relação adúltera, o Papa ameaçou-a de excomunhão, se o fizesse.
c) um dos papados mais longos foi o de Pio IX (1792-1878), hoje Beato, que governou os destinos da Igreja Romana de 1846 até à sua morte, em Junho de 1878. Dizem que lançava mau-olhado. E tinha uma enorme paixão pelo bilhar.

Comparado com estas idiossincrasias, o nosso Cardeal  D. José Policarpo (estimado por mim), que tem o vício do tabaco, irá com certeza, quando morrer, direitinho para o Reino dos Céus...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Pinacoteca Pessoal 2 : Laocoonte


O grupo escultórico Laocoonte teve vida atribulada, mas nos, quase, 2 últimos séculos descansa, finalmente, e pode ser visto no Museu do Vaticano. A estátua, que é já referida por Plínio, o Velho, esteve perdida mais de 13 séculos. Em 14 de Janeiro de 1506, foi (re)descoberta por um lavrador que tratava da sua vinha, numa zona, onde teria sido o Palácio do Imperador romano Tito. Embora com falta do braço esquerdo de Laocoonte, o papa Júlio II logo a adquiriu, pela sua beleza. Plínio atribuía a sua autoria, em conjunto, a Agesandro, Atenodoro e Polidoro.
Em 1799, Napoleão levou o grupo escultórico para o Louvre, em conjunto com outros despojos de guerra. Mas, em 1816, após a derrota definitiva de Napoleão, a magnífica estátua foi devolvida ao Vaticano. Em 1957, o braço esquerdo de Laocoonte, que faltava no grupo escultórico, foi encontrado à venda num antiquário, e comprado. Estava na posição exacta que Miguel Angelo lhe atribuira, previsivelmente, em Janeiro de 1506. Laocoonte e os seus filhos, cujo tema se inspira na Guerra de Tróia, é uma das estátuas que mais aprecio, do período da Antiguidade Clássica. Por isso o quis evocar, hoje, nesta Pinacoteca Pessoal.