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sábado, 3 de janeiro de 2026

Perguntar, não ofende (9)

 

Quem disse que a Suiça era um país seguro e os E. U. A. uma nação democrática?

segunda-feira, 23 de junho de 2025

Em louvor de uma editora

 
Houve tempo em Portugal em que as editoras tinham preocupações pedagógicas, quando não éticas. Guiavam-se também pelo lucro naturalmente, mas orientavam as escolhas das suas obras por critérios de qualidade literária. De David Corazzi a Rolland & Semiond, da Portugália aos Livros do Brasil, mais recentemente, comprar livros destas editoras era uma garantia de estarmos a adquirir obras de nível cultural. Hoje, são raras as empresas que pautam os seus critérios para lá do lucro, exclusivamente.



De fora, chegavam-nos também ecos da exemplaridade estética de algumas casas editoras. Uma das que eu tenho de memória era a empresa de Albert Skira (1904-1973), sediada na Suiça, que se especializou de forma magnífica em livros de arte e sobre pintores. Aqui a lembro, por imagem, através de um belíssimo livro sobre Henri Matisse (1869-1954), de 1959, obra que me foi oferecido pelo meu amigo H. N., a quem mais uma vez agradeço a lembrança.



sábado, 30 de julho de 2022

Pinacoteca Pessoal 185



Talvez o pintor suiço mais conhecido do século XIX, Ferdinand Hodler (1853-1918) foi um precursor dos expressionistas, ancorando, no entanto, uma boa parte da sua obra na área do simbolismo. De família pobre, cedo começou a ajudar o pai a pintar placas e ornamentações decorativas. Vindo a desenvolver uma técnica e uma estética de grande qualidade artística, na maturidade.
A serenidade das suas paisagens é uma das suas marcas de água. E apontam Corot e Courbet como pintores que influenciaram o desenvolvimento na sua aprendizagem inicial.




quinta-feira, 19 de março de 2020

Filatelia CXXVI


Alguns poucos e pequenos países poderiam talvez prescindir da emissão de selos postais próprios, utilizando os emitidos por nações vizinhas geograficamente maiores, através de um protocolo específico. Estou a lembrar-me, por exemplo, do Vaticano, que poderia usar as estampilhas da Itália. Ou Andorra. Não o fazem, creio, por efeitos de marcar uma posição de soberania, mas também pelos benefícios monetários de lucro que a venda dos selos representa.


Um dos casos mais curiosos diz respeito às Nações Unidas que, não sendo um país, é uma organização internacional criada em Outubro de 1945, logo após a II Grande Guerra. Pouco tempo depois, em Novembro de 1950, criou também um serviço postal e filatélico, com emissões de selos em 3 línguas (Inglês, Francês e Alemão) e valores de moeda (dólares, francos suiços e euros). Com repartições postais e vendas de selos, respectivamente, em Nova Iorque, Genebra e Viena de Áustria.  Na sede e nas duas cidades europeias onde tem delegações importantes.


sexta-feira, 19 de julho de 2019

Recuperado de um moleskine (33)


Dizia Eugénio de Andrade (1923-2005), a abrir um poema:

Não se aprende grande coisa com a idade.
Talvez a ser mais simples,
a escrever com menos adjectivos.

Eu acrescentaria que, apesar dos anos, os advérbios de modo são ainda, e muitas vezes, a minha perdição e a minha fraqueza. Nem sempre lhes consigo resistir ou iniciar uma abertura de hostilidades contra eles.
Os anos trazem-nos porém a consciência das nossas debilidades com que, apesar de tudo, vamos convivendo. Assim como Andorra, a Suiça e San Marino que, por não terem um exército próprio e em moldes clássicos, evitam qualquer acto bélico, para evitar incómodos posteriores.
Embora destes três países europeus me pareça que apenas San Marino, que é considerada a mais antiga república do mundo, mantenha uma estrutura de imbatível coerência. Pois a Suiça republicana, na sua neutralidade militante, fornece ao Papa mancebos para a Guarda Suiça e Andorra, considerada um principado, se deixa governar, ambígua e duplamente, pelo cristianíssimo Bispo de Urgel e pelo PR do estado mais laico da Europa: a França.
Para não abrir mais hostilidades hoje, qualquer dia falarei do Vaticano...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Pequena história (44)


Não me será difícil, ao serem-me perguntados nomes de políticos e chefes de estado europeus, eu avançar vários de uma boa parte das nações. Exceptuando, talvez, da asséptica Suiça. Não sei, porém, se o facto deva ser considerado como positivo ou negativo.
Não me admirou, por isso, um episódio ou bronca acontecida com Valéry Giscard d'Estaing (1926), numa altura em que ele era Presidente da República Francesa. Tendo que se deslocar, de helicóptero, aos Alpes Suiços, por uma questão de cortesia, remeteu via rádio, cumprimentos ao presumível presidente da Confederação helvética, Nello Celio (1914-1995), que tinha sido seu colega, anteriormente, como ministro das Finanças suiço.
Já em França e bastante mais tarde, viria a saber que Nello Celio deixara de exercer essas funções há mais de 2 anos...

sábado, 28 de janeiro de 2017

Uma fotografia, de vez em quando (91)


Com traços de expressão camaleónicos, num rosto que tanto nos faz lembrar um Jean Cocteau, mais cheio, como um Henry Kissinger, mais elegante, faleceu recentemente (15/1/2017) em Morges (Suiça), o fotógrafo helvético Charles-Henri Favrod, nascido a 21 de Abril de 1927. Mais do que um mero colaborador da Gazette de Lausanne, como fotógrafo de guerra (Argélia), foi sobretudo um homem de acção, que teve um papel importante nas conversações de paz, franco-argelinas, bem como foi o principal impulsionador do Musée d'Elysée (1985), de fotografia, e organizador, em Florença (Itália), do Museu Fratelli Alinari (2006), dedicado à mesma arte.
Por força das circunstâncias, a sua obra fotográfica, de qualidade, acabou por ocupar, injustamente, um papel secundário.


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Classificação


A Suiça é uma espécie de clube. Nem todos gostarão de associar-se, mas para aqueles que gostam de ordem e de uma vida tranquila, a Suiça é o lugar certo.

Patricia Highsmith (1921-1995).

Nota: e eu acrescentaria que também para morrer em paz, que o número de conhecidos é impressionante - Thomas Mann, Charlie Chaplin, Georges Simenon e a própria Patricia Highsmith, entre muitos outros...

segunda-feira, 24 de março de 2014

Philippe Halsman (1906-1979)


O Musée de l'Elysée, de Lausana (Suíça), um dos melhores consagrados à fotografia, inaugurou recentemente uma exposição dedicada à obra do controverso e extravagante Philippe Halsman, russo naturalizado americano, nascido em Riga, em 1906. A exposição encerrará a 11 de Maio de 2014.
Grande parte das suas fotografias são encenadas, cuidadosamente, e, numa boa parte delas, os modelos estão a saltar... Porque Halsman tinha a convicção de que os retratados ficavam mais descontraídos, durante os saltos. Mas, não há dúvida que era um exímio profissional, atestado por belos retratos de Einstein, Mauriac, Bardot, Dali (em imagem, "Dali atomicus") e dos Duques de Windsor, entre muitos outros.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Celebrações fictícias e o dia da Poupança


Não mais nos libertaremos destas celebrações espúrias, vindas de fora, que enxameiam todos os dias do ano, lançadas, seguramente, para animar o comércio e a indústria.
Hoje, convencionou-se que seja o dia mundial da Poupança. Ideia posta a circular, provávelmente, pela Banca ou pela Suiça, desejosas de arrecadar mais uns dinheiritos, para os seus cofres.
Será, no entanto, uma ironia celebrar a data, em Portugal, quando o dinheiro, para tantas famílias, mal chega ao fim do mês, e a fome espreita, ou é já uma dramática realidade. Quando as vendas do Nestum e do Cérelac dispararam, nas farmácias, que ainda não fecharam...

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Retratos (7) : Maria de Lourdes


Ali estava ela, à minha frente, muito bem arranjada, de casaco de peles (era Janeiro), para a entrevista. Tinha prática do ramo, mas o emprego e o ordenado eram  modestos para o aspecto que ela tinha - achei eu. E não lhe dei grandes esperanças. Dir-se-ia, hoje, que tinha "habilitações" excessivas para o lugar...
Mas aquela trintona, muito fresca, entre ingénua e sabida, deixou-me a ruminar. Falei nela ao Engenheiro: "...uma planturosa, de peles..." E ele: "E porque não experimenta? Não temos nada a perder."
Assim foi. Ainda para mais ela era do mesmo signo astrológico e decanato da Marilyn. E não me arrependi. A Lourdes era apenas um pouco desorganizada, frágil quando havia pressão, mas sobrava-lhe simpatia, era carismática e logo fez clientes fiéis, que lá iam só para a ver e falar com ela. Destoava, pela positiva, em suma.
Soube depois que não precisava de trabalhar: vivia com um Senhor, bastante mais velho e rico, numa vivenda da Praia das Maçãs. Mas Lourdes queria um mínimo de independência, mesmo que fosse só para os alfinetes. E, para minha surpresa,  vinha diariamente de carro e motorista. Ficou quase 3 anos na empresa.
Quando se despediu, deixou saudades a todos, e nunca ninguém a esqueceu. Fez, depois, sociedade com um antigo colega, mas o negócio correu mal...
Encontrei-a, por acaso, um dia na Baixa. Estava na mesma, simpática, o sorriso maroto e, ao mesmo tempo, não perdera a candura adolescente. Lembrei-me do casaco de peles.
Nunca mais a vi, nem soube mais dela. Disseram-me que tinha emigrado para a Suiça.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Landes : l'action coup de poing de la Ligue de protection des oiseaux

Landes : l'action coup de poing de la Ligue de protection des oiseaux


Está em curso, quer em França, quer na Suiça, uma dinâmica acção para preservar a existência e propagação da hortulana, pequeno pássaro que, nesta altura do ano, passa da Europa (Suiça, França, Portugal[?]) para África. A hortulana que, aqui no Arpose, já abordei em poste (F. Mitérrand - 2/5/2010) é um petisco muito apetecido em França (Landes). Na situação da Suiça, o número das hortulanas de este ano é já exiguo : 7 machos detectados, apenas. Em 2009 a colónia migrante de hortulanas foi de 200 aves. TF1 e o jornal Die Zeit dão conta do facto. O vídeo mostra uma acção de ambientalistas nas Landes. Bastará clicar na frase (por baixo do título), para ver o vídeo da TF1.