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quinta-feira, 19 de março de 2020

Filatelia CXXVI


Alguns poucos e pequenos países poderiam talvez prescindir da emissão de selos postais próprios, utilizando os emitidos por nações vizinhas geograficamente maiores, através de um protocolo específico. Estou a lembrar-me, por exemplo, do Vaticano, que poderia usar as estampilhas da Itália. Ou Andorra. Não o fazem, creio, por efeitos de marcar uma posição de soberania, mas também pelos benefícios monetários de lucro que a venda dos selos representa.


Um dos casos mais curiosos diz respeito às Nações Unidas que, não sendo um país, é uma organização internacional criada em Outubro de 1945, logo após a II Grande Guerra. Pouco tempo depois, em Novembro de 1950, criou também um serviço postal e filatélico, com emissões de selos em 3 línguas (Inglês, Francês e Alemão) e valores de moeda (dólares, francos suiços e euros). Com repartições postais e vendas de selos, respectivamente, em Nova Iorque, Genebra e Viena de Áustria.  Na sede e nas duas cidades europeias onde tem delegações importantes.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Modernismo Vienense


No passado ano de 2018, em que se celebravam os centenários da morte dos pintores austríacos Gustav Klimt (1862-1918) e Egon Schiele (1890-1918), Viena de Áustria comemorou, condignamente, a efeméride com exposições subordinadas ao tema do Modernismo Vienense, nos seus museus.
E não deixou de publicitar o acontecimento  no estrangeiro, nomeadamente, em Londres, de forma muito original e bem humorada, embora se tratasse de coisa séria. São dois desses cartazes, colocados no metropolitano londrino, que se mostram, em imagem, neste poste, para ilustração concreta de quem por aqui passe.
Lembremos a polémica portuguesa recente provocada pela exposição Mapplethorpe, em Serralves...
Provavelmente, levamos as coisas demasiado a sério.
Só não sei dizer se a ironia inteligente dos cartazes é de origem austríaca ou inglesa. Inclino-me, no entanto, para atribuí-la aos britânicos.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Exposição em Londres


Inaugurou a 9 de Outubro e prolongar-se-á até 12 de Janeiro de 2014, na National Gallery (Londres) uma extensa mostra de Pintura, subordinada ao título e tema: Facing the Modern - The Portrait in Vienna 1900.
De Klimt a Kokoschka, de Romako a Schiele, entre muitos outros artistas, a exposição pretende mostrar as raízes da arte moderna que, através do retrato, se iam consubstanciando, por volta da passagem do século, na Arte Europeia.
Em imagem, três retratos de Amalie Zuckerland, pintados por Gustav Klimt, e as duas sobrinhas de Romako, numa obra singular deste Pintor.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Mozart, José II e " O Rapto do Serralho"

Esta obra musical, de Mozart, foi estreada no ano de 1782, em Viena, e na presença do imperador José II (1741-1790). Diz-se que, no final, o imperador terá dito ao compositor: "Demasiado bonita para os nossos ouvidos, meu caro Mozart, e com demasiadas notas."
Ao que o compositor retorquiu: "Exactamente tantas, quanto o necessário, Majestade!"

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Uma sugestão musical


Não é uma marcha fúnebre pelo meu computador lisboeta que feneceu, nem pela perversa Sony, mas uma sugestão festiva de acordes para passar de 2012 para 2013, esquecendo, momentaneamente, as agruras. Com Karajan. 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A História, o "croissant" e o pastel de Belém



Não fazem ideia os meus amigos e estimados seguidores, nem eu imaginaria, ao colocar a imagem de um deslavado croissant, num poste que fiz sobre um artigo de J. Pacheco Pereira, em 11/2/2012, que iria concitar um tão grande número de visitas, sobretudo sobre a imagem.
Vieram de França (muitas), da Turquia, do Kuwait, da Alemanha, de Marrocos... mas havia um denominador comum na maioria dos visitantes: sabiam árabe. Ora este pastel folhado, se hoje está relacionado com o pequeno almoço e gastronomia franceses, veio originariamente de Viena (Áustria) e apenas no séc. XIX. Lendas há que o associam com o cerco de Viena, no séc. XVII, feito pelas forças otomanas. E, aqui, é que bate o ponto, talvez, e o inusitado número de visitas havidas.
Pois, hoje, além da imagem de um outro croissant, resolvi juntar uma imagem de um pastel de Belém. A ver se concita visitantes da Palestina e Israel, pelo menos... O tempo o dirá. 

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Caçada em Viena



Eu não sabia que as lebres comiam amores-perfeitos, mas pelo menos na Áustria, e mais precisamente em Viena, isso acontece. É o que nos diz Claudio Magris (1939), a pgs. 169/171, no capítulo "Entre os outros vienenses", do seu livro "Danúbio". No Cemitério Central de Viena, o escritor assistiu à tentativa de abate controlado de faisões, lebres e coelhos-bravos, por parte de 3 jardineiros que, uma (?) vez por ano, entre as cinco da manhã e a hora de abertura, ao público, do cemitério, tentam reduzir esta fauna prolífica que se acoita e reproduz por ali. Comem as flores (especialmente os amores-perfeitos) das jarras nas sepulturas, desenterram e mordiscam plantas ornamentais que embelezam as campas, desordenam, nas suas correrias desenfreadas, a placidez e quietude do Campo Santo. É assim em Viena, daí os jardineiros-caçadores com as suas caçadeiras de dois canos, na sua oficial rotina, ano a ano. Nessa madrugada em que Magris assistiu à caçada, no entanto, os jardineiros não foram muito felizes. Só conseguiram acertar e matar uma lebre e erraram o tiro sobre um faisão que, também foi avistado, mas conseguiu escapar. Paz à sua vida!