domingo, 11 de novembro de 2018

Mercearias Finas 136


A efeméride teve direito a Bolo de Aniversário, pelos 9 anos do Arpose. Graças à iniciativa, saber e criatividade de HMJ. Que, logo de manhã, se pôs ao trabalho. Saiu este bonito e saboroso Hefe-Mohn Stollen, recheado de passas, sementes de papoila e amêndoas laminadas, que pré-anuncia a época natalícia de tradição alemã.


O corte do bolo revelou a feliz coincidência de mostrar, no interior, também, o algarismo 9 definido pelo recheio das sementes de papoila, a negro.
Bem merece, por isso, o acompanhamento especioso de um Colheita Tardia. Que vai ser uma garrafinha de 0,50 lt. da Casa Santos Lima (castas Semillon, Moscatel, Gewürtztraminer), de 2012.
Que vou pôr no frigorífico, logo que acabe este poste, para ir a tempo de refrescar um bocadinho, para o jantar...



Nostalgias


Este sonido anos 50, a que os metais emprestam uma nostalgia festiva para o nono aniversário do Arpose, bisam, numa outra canção, a voz potente da mexicana Paquita la del Barrio (1947).
E não posso deixar de referir o lado pioneiro da trunfa avançada e ruiva à trump, avant la lettre, que a cantora, originalmente, aqui usa..:-)
Bom dia a todos, os que nos visitem!

Para matar saudades de Vasco Santana... e acompanhar um aniversário


Integrado na propaganda da campanha de Alfabetização de Adultos, este pequeno filme (1952) de cerca de 30 minutos, está dividido em 6 pequenos episódios, que contam, todos eles, com a participação de Vasco Santana (1898-1958). A actriz Maria Olguim entra em dois deles e o jornalista Fernando Pessa compõe, bem, a figura de Professor, no episódio do Exame.
Creio que o filme não será muito conhecido e, embora não sendo notável mas um pouco ingénuo nos meios utilizados, não deixa de ser uma curiosidade, que se vê sem custo e com algum agrado. 
Aqui fica, por isso.


P. S.: o Arpose celebra, hoje, o seu 9º aniversário. Este é o poste nº 10.130.
O vídeo destina-se, principalmente, aos Amigos, estimados Comentadores, e Seguidores fiéis, como uma espécie de pequeno brinde, agradecendo o estímulo sempre importante que nos dão, para que o Blogue continue. E para os tentar compensar por nos terem aturado até aqui...

sábado, 10 de novembro de 2018

Precauções


Com este mau tempo que se anuncia, a Senhora responsável decidiu reforçar a ucharia cá de casa, abastecendo-a de primores de Outono. As uvas D. Maria, dulcíssimas, já estão quase no fim, porém... O queijo do Fratel, que está no ponto, ainda dá para uns quantos dias, e as castanhas, cozidas, tiveram  apenas a sua estreia, tendo sido aprovadas por maioria, ao jantar. Para amanhã, anuncia-se uma reconfortante favada, ao almoço. Vou pensar, entretanto, no tinto que irei abrir. Por aí, também não vai haver problema...

Exposição de Pedro Chorão


Inaugura-se hoje, da parte da tarde, n'A Moagem - Cidade do Engenho e das Artes (Fundão), uma exposição de novos desenhos do pintor Pedro Chorão (1945), que estará franqueada ao público até 3 de Março de 2019.

Regionalismos ilhavenses (7)




Na temática projectada e seleccionada da obra já anteriormente referida, seguem-se regionalismos de Ílhavo começados pelas letras g, h e i, por ordem alfabética. E assim:

1. Gaiuta - cúpula que cobre uma escotilha redonda; cobertura do mecanismo do leme.
2. Galalau - homem de grande estatura.
3. Gaudipar - comer muito à pressa.
4. Geufeira - mulher mal vestida.
5. Grães - testículos dos animais domésticos.
6. Gueira - porcaria; tripas nos convés dos pesqueiros; substância viscosa das enguias que as faz escorregar; por isso, para as segurar e amanhar temos de as envolver em areia.
7. Horsa inglesa - pessoa muito grande; mulher alta e desajeitada (talvez de "horse" - cavalo).
8. Impada - pessoa molengona, que não faz nada.
9. Ingar - teimar.
10. Inhenho - indivíduo acanhado, parvo, imbecil.
11. Ir òs cricos - ir apanhar berbigões.
12. Izio / Ousio - confiança; desculpas; liberdades.

Nota: a imagem, que ilustra e encima o poste, retrata o ilhavense Gabriel Ançã (1845-1930) que, embora de origens humildes, se tornou uma referência de bravura e coragem na região. Pescador e arrais desde muito jovem, distinguiu-se pelos muitos salvamentos de náufragos que, em condições adversas, praticou. Foi distinguido e condecorado pelo rei D. Luís, em vida. E existe em Ílhavo, um busto a celebrar a sua memória.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Citações CCCLXXIX


A história humana vai-se tornando cada vez mais numa corrida entre a educação e a catástrofe.

H. G. Wells (1866-1946), in The Outline of History.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Bestiário, excelentíssimo


Já não nos chegavam as vacas voadoras, para agora nos chegarem os unicórnios, pelo traço inconfundível de Luís Afonso...

Ad usum delphini (7)


Penso que nós, portugueses, temos uma enorme dificuldade em fazer transitar de forma escorreita e simples, para um documentário ou filme, a vida e percurso de qualquer personalidade nacional. Sai, normalmente, qualquer coisa de canhestro ou pernóstico, artificial e caricato. Às vezes, um produto a tender para o intelectualóide despropositado, quase ridículo.
Mas este documento fílmico, talvez feito com as mais puras e honestas intenções, tem um tal conjunto imprevisto de celebridades lusitanas, tentando desempenhar da melhor maneira o seu papel, que eu não resisti, a deixá-lo registado, aqui, no Arpose, para arquivo e memória futuros.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Música Francesa da Renascença

Recomendado : setenta e cinco


Eu já não lia, há anos, nada de Stefan Zweig (1881-1942), de cuja obra fui largo consumidor na juventude. Com proveito e gosto, aliás. O escritor, muito em moda nos anos 50 e 60, entrou num ocaso editorial, que se rompeu, felizmente, nos últimos anos.
O livro estava na banca da Escriba, a tentar-me. E eu fiz-lhe a vontade, afortunadamente. É uma breve biografia, limpa e justa, do senhor de Eyquem, Montaigne (1533-1592), que não lhe poupa os defeitos, mas também não lhe diminui as qualidades humanas.
A obrinha, devorei-a eu, enquanto esperava a vez no barbeiro. Ficaram-me 20 páginas das 92 que o livro tem. Acabei-o à tardinha, com enorme prazer, e pena por se me acabar este diálogo renovado com Zweig. Dos últimos trabalhos do escritor, parece-me dos mais perfeitos.
Por isso o recomendo, sem reservas.


para H. N., a quem se destina...

terça-feira, 6 de novembro de 2018

A biblioteca de Raul Brandão


Uma biblioteca define, de algum modo, os gostos e, porventura, a maneira de ser do seu proprietário.
Foi por isso que, com alguma curiosidade, folheei o inventário da biblioteca de Raul Brandão (1867-1930), inserto na Revista de Guimarães (Volume LXXXIX, Jan--Dez. de 1979), biblioteca que, por disposição testamentária do Escritor, teria ficado à guarda da Sociedade Martins Sarmento. Só a partir de 1979,  isso aconteceu, por demora dos herdeiros em cumprirem a sua vontade, atempadamente. Uma vez que a viúva, Maria Angelina Brandão, teria falecido por volta de 1964.
O acervo é de média dimensão e, para lá dos livros portugueses, há bastantes volumes em língua francesa. Mesmo os volumes das obras de William Shakespeare (10), Dickens (8), Stevenson (6) e de Joseph Conrad (4), autores de língua inglesa, são versões em francês. Bem como as obras de Tolstoi (10), e Dostoievsky (7). Dos escritores gauleses representados, o maior número pertence a Balzac, com 25 livros, seguido de Anatole France (11), Michelet, Alexandre Dumas e Moliére, com 9 volumes, cada. Stendhal, com 8 livros e Paul Bourget, com 7.
Mas a minha grande surpresa, deu-se com os escritores portugueses. Do poeta, hoje esquecido, António Correia de Oliveira, havia 17 livros, na biblioteca de Raul Brandão - provavelmente eram amigos. Seguido por 12 livros de João Grave e 7 obras de Camilo. Junqueiro e António Sérgio (5), Pascoaes, Fialho de Almeida e Garrett, representados por 4 livros, cada. Seguia-se Aquilino Ribeiro, com apenas 3 obras. E não faltava, também, o polémico e escandaloso na altura, O Marquez de Bacalhoa, de António de Albuquerque, publicado em 1904.
Em síntese, eram estas  as leituras de Raul Brandão, na sua Casa do Alto, em Nespereira (Guimarães).

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Reactivar o passado


Tenho por costume, e quando isso é possível, averiguar, pelo rasto, para onde se dirigiram as visitas ao Arpose, ou daquilo que andavam à procura. Dos visitantes brasileiros, com raras excepções, é previsível a frequência intensiva e recorrente de 4 ou 5 postes*, que os atraem, irremediavelmente. Decerto, iscados, também, pela iconografia.  E o que revela, quanto a mim, um perfil estereotipado.
Outras vezes, e porque o poste está esquecido por mim, vou revisitá-lo. Reconstituo o passado, de certo modo, recordando uma data e pormenores que se passaram nesse dia, alguns anos atrás. Até por esse facto, um blogue pode ser útil. Tal como se fosse um percurso, um diário ou biografia virtual do efémero esquecido, relembrado e reanalisado. À luz do presente, com todas as suas consequências.

* concretizem-se os 2 postes mais visitados, pelo Brasil, e quase diariamente:
1.  Uma santa barbuda : a Santa dos Cuidados (poste de 11/5/2011).
2. "A incerteza do poeta" de Giorgio de Chirico (poste de 20/11/2011).

domingo, 4 de novembro de 2018

O contraditório, inesperadamente com a ajuda de Chico Buarque e Edu Lobo...

Um cartaz brasileiro de propaganda, de 1932


Os símbolos repetem-se, muitas vezes adaptados a novas conjunturas. O cartaz brasileiro de 1932 destinava-se a despertar consciências para combater a ditadura de Getúlio Vargas (1882-1954). Mas inspira-se, flagrantemente, nos seus antecessores, inglês e norte-americano, que foram concebidos com motivos e razões distintas, para objectivos semelhantes.

Revivalismo Ligeiro CCXXXVII


Para lembrar o tempo em que os ventos sopravam da esquerda...

sábado, 3 de novembro de 2018

Segundas vias


Uma coisa é vocação, outra, sobrevivência.
Há, no entanto, equivalências que são mais bem aceites do que outras, pelo espírito humano. Que um professor seja também romancista ou poeta, é tacitamente entendível e considerado normal, pela comunidade. Um médico romancear (Torga, Namora, Araújo Correia...), não causa ainda a mínima estranheza.
Já um bancário ser poeta e ensaísta (T. S. Eliot) cria alguma perplexidade e, nalguns espíritos demasiado ortodoxos, causa alguns engulhos de classe ou elitistas. Mais ainda, se um contabilista ou correspondente de línguas (Fernando Pessoa) se põe a poetar, ou se um empregado de uma loja de ferragens (Cesário Verde) se dedica, em primeira instância, a escrever versos. Primorosos, aliás.
Para subsistir, ocupar a rotina com banalidades pode ser útil e saudável, sobretudo se for para deixar à solta a criatividade pessoal. Como fez, por inicial necessidade, Carlos Paredes, administrativo dos Hospitais Civis de Lisboa, que nos deixou melodias maravilhosas...
O ócio, quando existe e é bem administrado, pode vir a ser arte. É preciso  é ter vocação para algo mais, do que passear na vida, por ver andar os outros.

Uma geminação forçada, para um aniversário...


Não serão bem crisântemos... mas se virmos a imagem em jeito de metáfora mais ampla, e surrealmente, até parecem sugeri-los.
Para Margarida Elias, no seu Memórias e Imagens, com muitos parabéns, este fogo de artifício virtual, pelo seu aniversário. E que conte muitos!

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Difícil de perceber?!


Há dias, ao sair de uma grande superfície, vi um garoto, de 4 ou 5 anos, a puxar pela manga do casaco da mãe, e quase a gritar: "Eu quero aquele boneco, que me assusta!"
Porque é que, então, eu me hei-de admirar ao saber que Sinead O'Connor (1966) se converteu ao Islão? E de a ouvir, em canto transtornado, na cerimónia oficial da conversão, entoar um cântico religioso a Alá.

Uma fotografia, de vez em quando... (113)


Integrando desde 1976 a Agência Magnum, a fotógrafa norte-americana Susan Meiselas (1948) dedicou, na sua obra, uma particular atenção ao corpo feminino.

Colaborou com The New York Times e com o Paris Match, e cobriu também sublevações populares em El Salvador e na Nicarágua, através de instantâneos muito pessoais e singulares.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Pakhmutova / Shapira

Epigrama


Epigrama


Entre unhas, bruxas e touros
se faz passado e presente
de notícias importantes.

Dos jagunços em Brasília
já se passou adiante...


Adagiário CCLXXXVIII


Anda a cabra de roca em roca, como o bocejo de boca em boca.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Por um triz...


É errado pensar-se que as maiorias têm sempre razão. Bem como imaginar que as autoridades instituídas decidem sempre da melhor forma, em relação aos interesses da comunidade. Mas, às vezes, ainda que por pouco, a decisão é acertada...
Em 1910, o Castelo de Guimarães apresentava o estado de degradação e ruína que a imagem acima ilustra, de forma flagrante.
A edilidade republicana, por sugestão de um dos vereadores, em 1911, em sessão camarária abordou a hipótese de deitar abaixo o Castelo e aproveitar as pedras para calcetar as ruas de Guimarães, em nome do progresso e modernização...
Foi-se a votos. Venceu por 6 a 5 vereadores, a facção que defendia a manutenção das ruínas e fazer-se um esforço orçamental para tentar dar-lhes um aspecto mais condigno.
Por um triz, a História ganhou.

Citações CCCLXXIII


A palavra (nas línguas negro-africanas) é mais do que imagem, é imagem analógica mesmo sem o recurso à metáfora ou à comparação. Basta nomear uma coisa para que surja o sentido sob o símbolo.
Porque tudo é símbolo e sentido para os Negro-Africanos.

Léopold Sédar Senghor (1906-2001), in Posfácio a Épîtres à la Princesse.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Confusão de sentimentos


Por entre sentimentos contraditórios, tomei conhecimento da dispersão, através de leilão, da biblioteca de François Miterrand (1916-1996), recentemente em Paris. As heranças a distribuir, neste caso particular, são o diabo!...
Eu creio que, perante situações destas, um bibliófilo honesto e autêntico, experimenta sensações adversas, no seu íntimo. Projecta o futuro dos seus livros e é atingido por uma nostalgia ontológica; depois, encara o leilão concreto, como uma janela de oportunidades, para enriquecer a sua biblioteca.
Senghor (1906-2001), com Aimé Césaire e José Craveirinha são os poetas da negritude que eu mais estimo, sobretudo, por questões de qualidade do seu ofício.

Por isso, embora vindo de uma biblioteca que se dispersou, por força do destino, eu não quis perder este livro com dedicatória do poeta e político senegalês. Que a endereçou a uma representante de uma família guineense conceituada, que ainda tinha raízes na Serra Leoa. Porque África, por metáfora excessiva, também pode ser considerada uma pequena aldeia... E, também, porque apesar da descolonização, ainda há muita coisa que vem parar à Europa. 

Pinacoteca Pessoal 140


Ao contrário da literatura, as artes plásticas, talvez pela sua maior flexibilidade de concretização, têm criado, mesmo nos últimos tempos, novas expressões para as suas diferentes (?) escolas. O denominado Neo-Expressionismo (por volta de 1980) e o mais recente Formalismo Zombie, cunhado por Walter Robinson (1950), estão aí como exemplos, em confronto com a chancela maior de Romantismo que, em literatura, já cobre, como corrente, mais de dois séculos.
Léopold Survage (1879-1968), nascido na Finlândia - país que, nessa altura, estava integrado na Rússia - desenvolveu a sua obra madura já em França, onde viveu grande parte da sua vida e veio a falecer, em Paris.

Ainda expôs na Rússia, em conjunto com Wassily Kandinsky, mas os seus caminhos de expressão seguiram rumos diferentes. Em Paris partilhou o estúdio com Amedeo Modigliani, que lhe fez o retrato, em 1918. Atraído pelo Cubismo, veio a ser influenciado, também, por Cézanne e Matisse.
A sua obra é multifacetada e, por isso, difícil de ser contida apenas numa escola de Pintura...

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Um Nocturno de Schubert

Memória 125


Era um amigo de Portugal. E faleceu hoje em França, a uma semana de completar 92 anos. Trata-se do fotógrafo e poeta Gérald Bloncourt (1926-2018), nascido no Haiti, mas que fez a sua vida em França.
Documentou exaustivamente a emigração portuguesa dos anos 60 e 70. E, mais tarde, viveu com alegria e intensidade pessoal o 25 de Abril.

Aqui o recordamos, com gratidão.

Mercearias Finas 135


Com a descida brutal das temperaturas, ressentiu-se a coluna e convocaram-se os queijos. Para depois do conduto, a seguir a um peixe assado, escoltado que foi, e bem, por um branco alentejano (Herdade dos Coteis, 2016), robusto mas macio.
Nesse particular, um Fratel, mais seco, e um Serra, mais generoso e babão. Havia que acompanhá-los, portanto, com a dignidade e nobreza que merecem. Por outro lado, recebíamos, ontem, um casal amigo de peito, que tem sabor enófilo e mundo de experiências variadas. Havia que estar à altura...
Ora, eu que conheço muito pouco de vinhos estrangeiros, tenho duas fixações teimosas, duas fés enófilas inabaláveis, que nunca me deixaram ficar mal: o Châteauneuf-du-Pape, em França, e o Barolo, na Itália. Ambos tintos, normalmente, de qualidade.
Há anos, alguém que de vinhos sabe e saber tem, em ocasião festiva, ofertara-me este Châteauneuf (Vignobles de Jean Avril), colheita de 1995, que eu guardara, religiosamente, na garrafeira, a esperar "o vento que o merecesse" - para plagiar  Eugénio que o disse por outras palavras e motivo, mas para sempre.
Como era de marca o vinho e tinha os seus provectos 14º, achei que era de guarda. E não me enganei.
Com os seus 23 anos, de bela juventude, abriu-se às 10 e começou a saborear-se cerca das 13h40, para satisfação plena e colectiva, acompanhando os dois queijos portugueses que, patrioticamente, mereceram esse vinho de eleição.
Não quero entrar em redundâncias, nem exageros barrocos - o vinho era magnífico. Parecia ter a elegância suprema de alguns, raros, vinhos do Dão e a força tranquila dos melhores do Douro. Assim mesmo, sem tirar, nem pôr.
Disse.