Não sei se, hoje em dia, nas cervejarias ao servir um Fino (no Norte) ou uma Imperial (no Sul), ainda fornecem, gratuitamente, um pratinho de tremoços. Julgo que não e é pena porque, dizem, ajudam a combater a diabetes.
Nestes últimos anos, por circunstâncias fortuitas, mas também de gosto nosso, temos comido, com muita frequência, azeitonas. Soube, há pouco tempo, que reforçam o colesterol bom.
Uns e outras são entradas modestas ou acompanhamentos baratos, mas saudáveis de uma gastronomia que, na mesa do povo, sempre foi exígua. Na planura alentejana, pão e azeitonas foram, muitas vezes, única sustância dos ganhões e outras gentes do campo.
É já um pouco tarde, na minha vida, para me vir a ilustrar e conhecer profundamente as diversas castas de azeitonas portuguesas - e elas são muitas. Quanto aos tremoços, também de origem mediterrânica, e da família das favas, a variedade é menor.
Seja como for, a forma de os curtir, nacional, é que lhes dá o seu bom sabor característico e português.
