terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Da Janela do Aposento 76: Mínimos de um trabalho honesto

 


[Lisboa, Germão Galharde, post. a 15.2.1551], BPE, Séc, XVI, 6126

Os que trabalham na área das Humanidades sabem bem que o desejo de apresentar um estudo honesto não impede que haja falhas, omissões involuntárias e erros de avaliação.

É, no fundo, a essência da incompletude de qualquer acção humana, como é a necessidade de a assumir e, sobretudo, avisar o promissor leitor para as eventuais falhas.

Ora, o que não consigo compreender, e muito menos tolerar, é o facto de haver publicações recentes, em determinadas áreas de saber das Ciências Humanas, que de forma deliberada ou de pura ignorância ignoram a bibliografia recente de suporte ao trabalho apresentado.

Convenhamos que, com esta atitude pouco metodológica o objectivo final da investigação acaba por se anular, por princípio. Se um novo trabalho acrescenta pouco ou nada àquilo que a Ciência já integrava, o esforço pouco adianta.

Pergunta-se, por vezes, a que se deve a falta de actualização da Bibliografia de suporte, essencial a uma elevação do patamar do conhecimento.

A falta de esforço e desempenho intelectual, tão facilitados actualmente pelas consultas electrónicas,  não deviam servir de justificação.

Regista-se, infelizmente, a continuação de uma prática pouco recomendável de se socorrer, para um trabalho aparentemente actualizado, de fontes algo datadas, embora de opções ideológicas próximas.

Até quando ?

 Post de HMJ

 

2 comentários:

  1. Há mais gente a queixar-se do mesmo: se não conhecem a bibliografia é grave do ponte de vista científico; se a ignoram de forma deliberada revela desonestidade intelectual, o que me parece mais grave do ponto de vista ético.
    Boa tarde!

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    1. De HMJ para MR:
      Quando os casos se acumulam a pessoa perde a paciência e sente necessidade de reagir. Tanto no primeiro como no segundo caso como refere. Também já denunciei um plágio.

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