A propósito de Paul Éluard (1895-1952), o escritor Claude Roy (1915-1997) anota, sobre a declamação da poesia francesa, algumas observações pertinentes que também se poderiam aplicar à forma de declamar poesia portuguesa, pela mesma época do tempo. Ora, citemos, traduzindo:
"... Há apenas uma coisa que o (Éluard) trai e que são os seus discos. A sua dicção era a de muitos poetas, em atraso de 30 anos sobre a sua poesia; quando se ouvem Breton, Aragon, Éluard, apercebêmo-nos que é poesia dos anos 30 ou 50 gravada com a técnica teatral de 1890 ou 1910."

Não era grande . Tenho um 45 rpm em que ele diz «Liberté» que, mesmo assim, ouvi vezes sem conta.
ResponderEliminarLi muito Claude Roy na minha juventude.
Bom dia!
Nem todos os poetas liam bem os seus poemas. Alberto Lacerda era uma rara excepção. Também li Roy.
EliminarBoa tarde.
Não era grande diseur. Esta palavra evaporou-se...
EliminarBoa tarde!
Bom dia.
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