quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Leituras paralelas 3

 

A propósito de Paul Éluard (1895-1952), o escritor Claude Roy (1915-1997) anota, sobre a declamação da poesia francesa, algumas observações pertinentes que também se poderiam aplicar à forma de declamar poesia portuguesa, pela mesma época do tempo. Ora, citemos, traduzindo:
"... Há apenas uma coisa que o (Éluard) trai e que são os seus discos. A sua dicção era a de muitos poetas, em atraso de 30 anos sobre a sua poesia; quando se ouvem Breton, Aragon, Éluard, apercebêmo-nos que é  poesia dos anos 30 ou 50 gravada com a técnica teatral de 1890 ou 1910."

4 comentários:

  1. Não era grande . Tenho um 45 rpm em que ele diz «Liberté» que, mesmo assim, ouvi vezes sem conta.
    Li muito Claude Roy na minha juventude.
    Bom dia!

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    1. Nem todos os poetas liam bem os seus poemas. Alberto Lacerda era uma rara excepção. Também li Roy.
      Boa tarde.

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    2. Não era grande diseur. Esta palavra evaporou-se...
      Boa tarde!

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