domingo, 8 de fevereiro de 2015

Regionalismos transmontanos (72)


1. Sapatas - cascos do boi.
2. Sapoila - vagaroso, indolente.
3. Saraças - amavios, mezinhas que as mulheres dão aos homens para que estes as amem.
4. Sarripo - gordo, anafado.
5. Selamim - décima sexta parte do alqueire.
6. Sepegar - acirrar, açular (o cão).

A História em processo


A História, de tempos a tempos, procura recuperar e reabilitar figuras que o passado, de algum modo, rotulou como déspotas, pusilânimes ou negativas. Por cá, o exemplo mais recente terá sido o de D. João VI, a que está ligada a fuga para o Brasil da família real, antecipando-se à invasão de Portugal, pelos exércitos napoleónicos. Na verdade, esta decisão não só provocou o desenvolvimento - improvável de outra forma - do Brasil, como evitou a submissão caricata do monarca aos desígnios de Napoleão. Como aconteceu em Espanha.
Dois livros recentes, segundo notícia do TLS (nº 5835), com abundante documentação (Imprudent King, de Geoffrey Parker, e World without End, de Hugh Thomas) tentam uma nova abordagem da personalidade complexa do rei Filipe II (1527-1598), de Espanha (e primeiro, de Portugal), revelando aspectos que, até aqui, tinham passado despercebidos a anteriores estudiosos. A relativização da Lenda Negra (participação na morte do filho, D. Carlos) dá lugar à importância da clarividência do monarca em relação ao tratamento dos negócios políticos, ao gosto intenso pela cultura. Bem como a manutenção concreta de governos nacionais, nos seus diversos reinos (Portugal, Nápoles, Países Baixos...), em simultâneo com uma centralização nas decisões capitais.
Até ressaltam alguns aspectos de jovialidade e bom humor de Filipe II, que o passado tinha descrito como rei sorumbático e sombrio...

sábado, 7 de fevereiro de 2015

John Feeley


Filatelia C


Os selos executados por impressão a talhe doce sempre foram uma das minhas tentações filatélicas maiores. Portugal tem uma década brilhante, neste particular, durante os anos 40 do século passado. Mas o fabrico, por este processo, é muito dispendioso.
A Suécia, no entanto - creio -, continua a produzir uma boa parte das suas estampilhas postais em talhe doce. O que confere aos seus selos uma qualidade estética superior. Deixo, em imagem e para exemplo, uma série de 1970, que tem por motivo o círculo polar árctico.

Uma fotografia, de vez em quando (55)


A primeira fotografia, tirou-a Marc Ribaud (1923), aos 14 anos, com uma pequena Kodak do pai. E nunca mais parou. Do Oriente (China, Japão) até à Irlanda do Norte, fixou cenas dos conflitos que abalaram o mundo, como as duas guerras do Vietname. Passou pela Resistência, nos anos finais da II Grande Guerra, e veio a integrar a Agência Magnum, a convite de Cartier-Bresson e Robert Capa, em 1953, no mesmo ano em que uma das suas mais emblemáticas fotografias ("O pintor da Torre Eiffel", em imagem) apareceu na revista Life. Foi também colaborador do Paris Match e da National Geographic.

Curiosidades 36


Se o sorriso (e o riso) identifica, normalmente, boa disposição e agrado, pode também expressar embaraço, agradecimento por algum cumprimento gentil ou, mesmo, silenciosa cumplicidade com alguém próximo. A visão comedida de parte da dentição acompanha este gesto facial.
O açúcar foi uma descoberta ruinosa para as dentições europeias das classes mais abastadas. Já Quevedo falava, num soneto, da sua "boca saqueada"... Mas o caso de Luís XIV (1638-1715), de França, foi bem mais grave, radical e doloroso.
O Rei Sol era muito guloso e a sua dentição ressentiu-se, precocemente. Aos 47 anos foram-lhe arrancados os últimos dentes, daí que grande parte da sua iconografia o represente de lábios (e maxilares) bastante cerrados. Acontece que as últimas extracções correram mal e, com os dentes, veio uma parte do maxilar (superior?). E Luís XIV sempre que bebia ou gargarejava, uma boa parte do líquido saía-lhe pelo nariz.
Desesperado com a situação, o rei quis ser operado para lhe colocarem uma espécie de "soldadura" que fechasse esse orífício da cavidade bucal. Foi encarregado da operação o físico Antoine Daquin (1620-1696). Antes de ser operado, Luís XIV ordenou, peremptório, ao médico: "Eu quero ficar curado, por isso não me trates como um rei!" A operação terá sido bem sucedida.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Portuguesmente


Com agradecimentos a AVP.

Pela IC 19


Quem diria, pela manhã, a noite que se pôs.
Pareciam sucessivas, assimétricas e desordenadas bandeiras do Brasil, pelas bermas da estrada, de Lisboa a Sintra, os milhares de azedas que recamavam, generosas e alacres, o verde tenro dos campos.
Olho sempre Queluz, com bonomia e gratidão. E, depois, o Fernando tinha para nos oferecer umas postinhas de sável frito com uma magnífica açorda de ovas, que estava daqui!...
Saímos reconfortados com a vida, esquecidos das asperezas do mundo. Até parecia que tínhamos acabado de visitar a Primavera. As azedas vieram connosco.

Civilidade (32) : o braço que se oferece


Ora aqui está (em imagem) um best-seller pouco falado. Que este "Tratado de Civilidade e de Etiqueta", da Condessa de Gencé (1872-1951), editado pela Guimarães & Cª., teve, pelo menos, até 1957, nada menos de 15 edições. O nosso exemplar é da 8ª. impressão. E, quanto a gentileza e boas maneiras, temos ainda muito que aprender. Comecemos então pelo "braço que se offerece":

"O homem offerece, sempre a uma senhora, o seu braço esquerdo, e conserva livre o direito, para desviar a multidão, para assegurar a passagem, para mais facilmente poder proteger ou defender, aquella a quem dá o braço. Se o homem, porêm, offerecer o braço direito, não compete á senhora, fazer-lhe notar a sua ignorancia.
Os militares, quando depõem a espada, devem submetter-se á regra geral, e offerecem o esquerdo."
(...)
"O homem que offerece o braço a uma senhora, deve apresenta-lo de maneira a que ella nelle se apoie, livremente. Afastará sufficientemente o cotovello, para não comprimir o ante-braço da senhora. O cavalheiro deve reparar bem na altura da sua dama, baixar ligeiramente o braço, se ella não for alta, ou eleva-lo se elle fôr mais baixo do que ella.
Não deve gesticular com o braço occupado." (pg. 9)

Havemos de continuar...

Citações CCXXI


Se um homem não sabe qual o porto que procura, qualquer vento é um vento favorável.

L. A. Séneca (4 a. c. - 65 d. c.).

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Revivalismo Ligeiro CX

Com pouca ironia


Quase todos os revolucionários têm prazo de validade.
Causa sempre alguma incomodidade, para não dizer desagrado, ver um combatente da liberdade engordar, encanecer, amodorrar, em suma: envelhecer. Valha a verdade que não se pode andar a fazer revoluções toda a vida, nem faz bem à saúde. O caminho mais respeitável para um revolucionário, na velhice, é consagrar os últimos anos a reflectir, escrever memórias ou, até, teorizar as revoluções que outros poderão vir a fazer - parece-me justo. Nem todos têm a sorte de Simón Bolivar (1783-1830) ou de Ernesto Che Guevara (1928-1967), que morreram jovens e na força da idade, deixando o mito.
Mas pode-se, sempre, envelhecer com inteligência e dignidade. A Isabel do Carmo, perguntou o "Expresso": "Se alguém lhe disser que agora é que se justificava uma acção bombista o que é que responde?"
A antiga dirigente das PRP-BR, respondeu: "Dizem-me isso, quase todos os dias. Seria ineficaz e/ou contraproducente. Hoje, a ditadura é global, é financeira, baseia-se em dinheiro virtual e em pobreza. Uma bomba informática que apagasse as fortunas do ecrã, dívidas, juros... Que pena eu não saber fabricá-la! Mas tenho esperança." 

Sobre Poesia, em geral


A propósito de uma recensão a um livro de poemas de Paul de Roux (1937), o também poeta Patrick McGuiness (1968) refere (TLS nº 5834): "Um dos clichés da moderna poesia é que o seu trabalho se ocupa em transformar o ordinário em extraordinário, tentando descobrir um escondido encantamento na vida quotidiana. A consequência disto é que muitos poemas sobredimensionam as coisas banais que somente o poeta pode achar interessantes."
Do meu ponto de vista, esta perspectiva (ou banalidade) estendeu-se também a muitos prosadores e, até, a alguns ensaístas. Basta lembrar o caminho de Eduardo Prado Coelho que, de uma enviesada leitura de Barthes, acabou a tecer, talvez por preguiça mental, considerandos inefáveis ou ingénuos sobre lingerie feminina e outras minudências. Ou a evolução que alguma corrente da poesia portuguesa, mais boçal e canhestra, teve, após os Poemas Quotidianos (1957-1960), de António Reis (1927-1991), pioneiro autêntico de uma temática, que foi sendo desvirtuada até atingir a indigência da grande maioria dos versinhos de Adília Lopes e quejandos. 
Não se podem meter no mesmo saco, evidentemente, os versos pobretes das desgarradas, mesmo que marotos, com a verdadeira poesia. De um Char, de um Echevarría, de um Herberto Helder. Há que ter respeito pela diferença de grau. De qualidade e de altura.

Philippe Jaccottet (Suíça, 1925)


Fica tranquilo, que ela há-de chegar! Recriminas-te,
ardes por pouco! Mas a palavra que ficará
no fim do poema, ainda mais do que a primeira será
mais íntima da morte, e não se detém pelo caminho.

Não penses que ela vai adormecer sob os ramos
ou ganhar fôlego enquanto tu escreves.
Mesmo quando tu bebes para estancar a sede
pior, a doce boca nos seus gritos

doces, mesmo quando a apertas com força, o nó
dos quatro braços, para que fiquem seguros
na tórrida obscuridade dos vossos cabelos,

ela há-de vir, Deus sabe, por que caminhos, até vós
ambos, de muito longe ou já próxima, mas acalma-te
que ela virá: de uma a outra sílaba, irás envelhecendo.


Nota pessoal: soneto estranho, o deste poeta suíço (de língua francesa) que eu desconhecia, e em que a morte e a criação se digladiam, como Jacob e o Anjo, de que nos fala a Bíblia.
Aqui fica, na versão portuguesa de que fui capaz...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Impromptu (12)

É, no mínimo, um instrumento das arábias. E a música também não é desinteressante...

agradecimentos a C. S..

Exercício sobre livros, ou solilóquio com glosa de Kipling


Não se diga que os livros estão caros, a menos que se queiram comprar os mais recentes top10, para fazer figura ou alardear modernidade. Até porque, desses sucessos excessivamente frescos, dentro de 3 ou 4 anos, o mais provável é já ninguém se lembrar deles.
Andava eu em fase de gula de ficção, saí à rua, entrei em dois alfarrabistas e, por 5 euros, trouxe uma abada de livros (6) usados. De contos, principalmente: Maupassant, Mann e colectâneas de escritores nacionais - Redol, Carlos de Oliveira, Namora, Vergílio Ferreira, Aquilino... No conjunto, veio também um livro de boas maneiras, de uma tal Condessa de Gencé, que vai dar para me divertir. 
Do Maupassant, vai a capa em imagem, porque é castiça, e dos anos 30. Dos outros, falarei deles, quando e se for oportuno.
E, para finalizar, agora vai uma pequena glosa prosaica sobre os inefáveis versinhos do If kiplinguesco:

Se tiveres tempo e paciência,
se não te deixares seduzir excessivamente pelas capas luzidias e berrantes,
se não estiveres disposto a pagar muito e seguires a pista dos clássicos,
se não te importares de não andar à moda e não desdenhares dos livros usados,
se não tiveres, obsessivo, um título ou autor muito vendido, na cabeça,

"meu filho, serás um homem!" e hás-de encontrar um livro que te agrade.

Citações CCXX


A Matemática pode ser definida como o tipo de assunto de que não sabemos bem do que estamos a falar, nem mesmo se estamos a dizer a verdade.

Bertrand Russell (1872-1970), in Mathematics and Metaphysicians (1901).

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Beethoven / Brendel

Postais de Arte (3) : o Chocolate


Desta vez é o chocolate que colhe as atenções de Louise Deletang, no seu ciclo evolutivo, começando pelo galeão de Cortez, até chegar às lojas, com as suas refinadas embalagens e os seus ovos e coelhos, doces e pascais. Pelo meio, não é esquecido o fruto e a sua preparação gradual até ao consumo.

Tabacaria


Que o título não engane ninguém, porque eu não vou falar de Fernando Pessoa...
É um dos destaques da Revista (Municipal) de Lisboa, no seu número 12, de Janeiro último, esta mais do que centenária Tabacaria Mónaco, no Rossio, inaugurada por volta de 1870. E decorada com gosto artístico: António Ramalho, Rafael Bordalo Pinheiro... Até aqui há dez anos atrás, eu era mais da Tabacaria Adamastor, onde pontificava o sr. Tomé, e eu ia comprar o TLS. E que desembocava para a Rua do Carmo. Mas fechou.
A Mónaco parece enorme, no seu comprimento desmesurado, mas estreitíssima. Para lá se transferiu o sr. Tomé, alentejano puríssimo, que me acolhe sempre com um sorriso, quando entro. Como dizia Régio, é de uma "lindeza tamanha", esta Tabacaria. Dá gosto lá ir.

No tempo em que o M. E. N. não era M. E. C.


Esta advertência, sob a forma de Ordem de Serviço, vinha na página 93 da Revista de Portugal (nº 59, Novembro de 1947). Era no tempo em que ainda não havia CEO's...

Na passagem do aniversário de Fernando Guimarães (1928)


Acerca da Primavera de Botticelli

Fica no corpo uma curva mais larga
e os cabelos desenham os vestidos,
se chega, sobre as flores, o vento e afaga
as pregas entreabertas dos sentidos,
a clâmide, as nascentes desses braços
que nos trazem a água recolhida
na sombra de um sorriso, os lentos passos
de quem foge do tempo para a vida,

quando outra fonte oculta desprendia
o silêncio, este prado, o amor, o dia...


Fernando Guimarães, in As Mãos Inteiras.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Claude Debussy (1862-1918)

A par e passo 124


Muitas vezes, entretenho-me a imaginar isto: abandono-me a sonhar a ressurreição de alguns dos nossos grandes homens do passado. E ofereço-me para lhes servir de guia; passeio com eles por Paris; ouço-os a fazerem-me, de imediato, imensas perguntas, a ficarem surpreendidos; e ressinto-me pelo modo ingénuo que me obriga também a impressionar-me, todos os dias, devido às diferenças que o tempo foi criando entre a minha vida de ontem e a de hoje. Mas também me embaraço, neste meu papel de cicerone. Basta pensar em tudo aquilo que seria preciso saber para poder explicar a Descartes ou a Napoleão, ressuscitados neste nosso sistema actual de existência, para lhes fazer compreender como chegámos até aqui, conseguindo viver nas condições tão estranhas, num meio tão assustador e hostil. Este meu embaraço é a própria medida da mudança entretanto acontecida.

Paul Valéry, in Variété III (pgs. 254/5).

A montante


A tensão e o choque têm, naturalmente, um limite humano temporal, muitas vezes condicionado pelas agências de informação, nas suas implicações mais ligeiras ou superficiais. Passado quase um mês sobre o massacre de Paris, o ruído emocional tinha quase serenado, ao menos, por cá. Até que, ontem, os canais generalistas da televisão se cruzaram numa babel informativa sobre a dezena (ou mais) de portugueses emigrantes para o bárbaro califado medieval. Não explicaram é porquê. Também estariam desempregados? Creio que as razões terão sido mais fundas.
Pouco depois (16/1/2015) do massacre parisiense, o jornal Le Monde publicou alguns depoimentos-testemunhos, que tinha solicitado a intelectuais franceses, sobre o acontecimento. Da leitura que fiz, retive algumas palavras de Antoine Compagnon (1950) que, do meu ponto de vista, põem o dedo na ferida. Aqui deixo a sua versão, em português:
"O horror é que eles tenham podido atravessar toda a escolaridade obrigatória sem aprender a ler, a ler as palavras, a ler as imagens; o horror é que a família, a escola e a sociedade tenham falhado absolutamente em os iniciar em alguns valores que são a base, desde há séculos, da cultura francesa, anteriores, até, ao momento em que se começou a falar na liberdade de expressão, desde a Idade Média e para lá das guerras de religião: o riso e a tolerância, com Rabelais, Montaigne, Voltaire..."

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Tatiana Bruni (1902-2001)


É o TLS (nº 5833) que dá a notícia de uma exposição sobre a obra de Tatiana Bruni, até 28 de Fevereiro de 2015, na Galeria GRAD (Arte e Design russos), em Londres. De uma família de artistas (o pai deu lições de piano ao, então, jovem Sergei Prokofiev), Tatiana Bruni nasceu em S. Petersburgo, estudou Belas-Artes, tornando-se depois uma das mais importantes aderecistas e criadora de cenários, para algumas das companhias de Bailado mais importantes do regime soviético.

Para mudar de tom


Retro (63)


São, provavelmente, dos anos 40 ou 50 do século passado, estas curiosas vinhetas da Ilha da Madeira. Embora não tivessem sido usadas, destinar-se-iam a ser coladas na correspondência, junto aos selos postais, promovendo o Turismo madeirense por esse mundo fora.

agradecimentos a H. N..

Fragmento de um poema de Aimé Césaire


São normalmente extensos os poemas de Aimé Césaire (1913-2008), nascido na Martinica. E, se já no Arpose lhe traduzimos um poema (a 5/5/2012) mais curto, de algum modo, neutro, onde expressava a sua africanidade de raiz, neste fragmento do seu livro Cahier d'un retour au pays natal (1939), a dureza das suas palavras, bem como a sua ironia tensa, dirige-se ao colonizador europeu, numa negritude de tom quase agressivo. Assim:
...
Ouçam o mundo branco
ferozmente cansado no seu imenso esforço
as suas rebeldes articulações a estalar sob as estrelas cruéis
a sua rigidez de aço azul transparecendo na carne mística
escutem as suas vitórias produzidas para abafar o som das derrotas
ouçam os grandiosos álibis da sua vileza tonitruante
Piedade para os nossos conquistadores omniscientes e ingénuos!
...

Adagiário CCXII : Fevereiro (7)


1. Por S. Brás (3) atirarás.
2. Em Fevereiro entra o Sol em qualquer rigueiro.
3. Fevereiro faz dia e logo Santa Maria.
4. Quando não chove em Fevereiro, nem bom prado, nem bom lameiro, nem bom corno no carneiro.