segunda-feira, 29 de junho de 2026

Bibliofilia 233



Ditos apreciados e de origem popular baseados sobretudo na experiência da vida, os provérbios, em Portugal, foram coligidos pela primeira vez, creio, em 1651, pelo presbítero António Delicado (1610-?) sob o título Adagios portuguezes reduzidos a lugares comuns, e impressos na Oficina de Domingos Lopes Rosa, em Lisboa. O livro continha cerca de 4.000 adágios. Mais tarde seria o impressor Francisco Rolland (1745?- 1820 ) a editar, em 1780,  os Adagios, Proverbios, Rifaos, e Anexins da Língua Portugueza, obra que veio a ter uma segunda impressão no ano de 1841. E foram-se sucedendo, maiores ou menores, antologias de provérbios, de que seria imperdoável não citar o Rifoneiro Português (1928) de Pedro Chaves, de que tenho feito largo uso, bem como O Grande Livro dos Provérbios (1996) de José Pedro Machado.
Ora, recentemente e por oferta amiga, veio ter comigo o livro cuja capa encima o poste, que abrange um conjunto de quase 5.000 adágios, e que saiu à venda no ano de 2004.
Grato reconhecimento a quem mo deu.

P. S. : talvez valha a pena referir, em aditamento, que já em 1555, de Jorge Ferreira de Vasconcelos, saira Eufrosina e de Francisco Manuel de Melo o póstumo Feira dos Anexins (1875), obras que faziam largo uso de provérbios e ditos populares nos seus textos.

1 comentário:

  1. Gosto de livros de provérbios. Ainda havemos de ver alguns deles por aqui.
    Boa semana!

    ResponderEliminar