quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Filatelia CXXXIXL

Creio que terá sido a Grã-Bretanha o primeiro país a aplicar tarjas fosforescentes nas estampilhas, para efeitos de controlo mecânico postal na correspondência. Isso aconteceu, inicialmente, no ano de 1969, sobre o selo da franquia 1sh. 6d., de Isabel II, que o catálogo Stanley Gibbons regista sob o nº 743 c., acima, em imagem. 


No decurso de 1975, os CTT de Portugal, fizeram uma experiência idêntica, imprimindo uma tarja fosforescente sobre 3.500.000 exemplares, dos 10.000.000 já emitidos anteriormente (13/5/75) da taxa de 1$50 da emissão comemorativa do Ano Santo. Seguiu-se a experiência sobre a série Europa na mesma taxa, bem como da FICC, XXX aniversário da ONU e Astronáutica (IAF). Os resultados foram considerados satisfatórios e o processo manteve o seu curso, até mesmo na emissão base Paisagens e Monumentos, sobre diversas taxas ($50, 1$00, 1$50, 2$00, 2$50, 3$00...).



Atendendo à percentagem, que foi tarjada, estes selos têm, hoje, um valor de catálogo muito superior aos exemplares normais. Sendo o mais caro o da série Europa, cotado por cerca de 60 vezes mais o preço do seu congénere sem a tarja fosforescente, do lado esquerdo da estampilha.

5 comentários:

  1. À vista desarmada parecem iguais ou notam-se diferenças?
    Bom dia!

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    1. Inclinando-os à luz, nota-se a tarja, sobretudo nos selos de fundo colorido.
      Mas também há umas lâmpadas especiais para detectar a fosforescência.
      Bom dia.

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  2. Todo o pormenor serve, para aumentar ;)
    Boa noite

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