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sábado, 6 de maio de 2017

Lembrete 58


Este poste poderia, também, intitular-se: a globalização ou a força das corporações... Adiante.
Não deixa de ser curioso e é mais do que significativa a inesperada declaração de apoio do ex-presidente Obama - um pouco na esteira de Schäuble, antes da primeira volta - a Emmanuel Macron, antecedendo a segunda volta das eleições francesas. Jovem pretendente gaulês, a quem alguns chamam, com ironia, "candidato de laboratório", ao alto cargo de Presidente da República Francesa.
Não devemos, entretanto, esquecer que Emmanuel Macron iniciou a sua carreira político-profissional como líder júnior (ou das juventudes), na Fundação Franco-Americana. Ou seja, amor com amor se paga.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Desabafo (14)


Resgate por resgate, tirem-me lá, s. f. f., o aleijadinho arreitado, da cadeira de rodas, a ver se ele se cala.
É que eu já não consigo ouvi-lo, na sua incontinência pueril, gaguejante e ressentida!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Descubra as diferenças...



...entre a ficção e a realidade. Ou será que um Gremlin ficaria melhor?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Retro-soviéticos


Estes rótulos, que vou encontrando pelo meio da colecção de selos que tenho vindo a arrumar, vieram da União Soviética, no início dos anos 80. Mais concretamente, de Leninegrado, remetidos por um tal sr. Aristarov K. Ju., como se pode ver num carimbo do verso. Este senhor, que eu aportuguesaria para Aristeu (indevidamente?), trocava estes rótulos de cerveja com um coleccionador português, que morava na Damaia. O pouco que consigo decifrar das legendas cirílicas, permite-me concluir que a cerveja soviética oscilava entre os 11º e os 13º de graduação. Mais que a graduação das cervejas checas - de que já aqui coloquei rótulos - e muitíssimo mais do que os inofensivos 4/6º portugueses. Resumindo, quanto mais a Leste, mais frio e, por isso, mais graduação, para aquecer. Enquanto nós bebemos cerveja gelada para refrescar, os russos e, por exemplo, o pobre do sr. Schäuble têm que beber cerveja para se aquecer. E é disso que ele deve ter uma inveja danada...

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Apontamentos 4: Responsabilidade e Incompetência





O presente “post” devia ter surgido ontem, porque se insere numa preocupação maior de cidadania do que o recente testemunho nacional do Tribunal Constitucional. Seria, porventura, útil que os Tribunais Europeus se pronunciassem, em tempo útil, sobre matérias tão relevantes como a defesa do cidadão comum, perante uma economia sem regras para o criador da riqueza, i.e., o trabalhador – manual ou intelectual – sustentada por um “mundo financeiro de casino” que, sem refreios pelos responsáveis pela UE, manipulam os dados, atormentam a vida dos cidadãos e demonstram, a cada dia que passa, a sua incompetência e/ou irresponsabilidade.
Sucede que circula, desde ontem, uma investigação empreendida por diversos jornalistas, denunciando os “esquemas” de esconder fortunas, em “offshores e quejandos”, tudo à margem e sem intervenção dos responsáveis nacionais e europeus tão empenhados em “arranjar um Plano B” para salvar os diversos países, mais ou menos próximos do abismo.
Perante tamanha evidência, parece caricato o testemunho do “nosso Zé Manel”, alertando os incumpridores para as suas responsabilidades, sem assumir as suas – no país e na Europa – como a solicitação do “papão” Schäuble, pedindo aos jornalistas a cedência dos dados apurados sobre os “fugitivos ao fisco” quando, durante a investigação, nunca acedeu a nenhuma colaboração. É o supino da ironia ou, mais propriamente, a estratégia alemã com eleições à vista !


O que me preocupa, no fundo, é o projecto de uma Europa de Humanidade, de Paz e de Progresso, contra esta vertigem de populismo, irresponsabilidade e incompetência. Os receios de Jean-Claude Juncker têm razões profundas e históricas, mas também responsabilidades. Tal como o Luxemburgo, e quejandos, não haverá países europeus que, com regimes especiais, contribuam com a sua “quota parte” para a desigualdade do cidadão comum, facilitando  o “aposento dourado” àqueles que vivem do esforço de outrem ?
Embora de formação em Humanidades, cedo aprendi que as ciências exactas, como a Matemática e, sobretudo, a Estatística, têm o seu “quê” de manipulação dos dados. Este jogo entre “média e mediana”, o deve e haver dos políticos, sem nenhuma entidade capaz de assumir, com responsabilidade e isenção, a sua cidadania é que mina o nosso quotidiano, se não tivermos “valores mais altos que se alevantem”.

Post de HMJ

quarta-feira, 20 de março de 2013

Apontamentos 2: O desconcerto



Há jornais nacionais e europeus, como o DIE WELT, que, na ânsia de modelarem a cabeça dos cidadãos à semelhança dos políticos de 3ª escolha, que nos governam, evidenciam as flagrantes contradições do sistema financeiro e político.
Com efeito, depois do "tiro nos pés" com o congelamento dos depósitos na Ilha de Chipre, parece que nenhum político, participante em semelhante façanha, quer assumir as suas responsabilidades. 
Ora, segundo consta, não foram os "anõezinhos de Colónia" que andaram a cozinhar tamanho desaguisado durante a noite.
Depois, no mesmo jornal alemão, falava-se, embora num lugar meio escondido, das semelhanças entre a Ilha de Chipre e o Luxemburgo, com um modelo de negócios a ultrapassar em muito a capacidade económica do país. Como vem sendo costume, os jornalistas do DIE WELT esqueceram-se de um pormenor importante, i.e., o facto de serem cidadãos da Alemanha que carregam os seus depósitos para o Luxemburgo. A proximidade geográfica deve ser o único motivo, certamente.
Num lugar ainda mais escondido, e em flagrante contradição com a "lenga-lenga" habitual dos prevaricadores dos Sul, surgia a imagem acima - W. Schäuble no seu maior - e a noticia de que "graças à crise da dívida, Schäuble poupa" pelo menos 15 biliões de euros. 
Grande negócios à custa dos preguiçosos !
Por cá, não podia faltar a cereja no bolo, pela mão do Diário Económico, a citar um conselheiro sinistro. Parece, então, que Nogueira Leite chegou à brilhante conclusão de que "o povo se sente engando" (!)
Como dizia F. Assis Pacheco: "Não posso com tanta ironia".

Post de HMJ 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

À guisa de explicação ( e justificação )

Correm, nos mentideros portugueses, histórias piedosas sobre o ex-homemdourado Sachs e sobre o agente Viegas da cultura. A primeira, de foro oncológico, o que justificaria o súbito emagrecimento da criatura; a segunda história, de foro fiscal, que explicaria a aceitação (pressionada de cima), para o cargo, do conhecido entertainer luso. No cepticismo temperado que me caracteriza, não acredito nos enredos. Penso que são meras manobras de contra-informação difundidas, expressamente, para que olhemos as duas criaturas com caridade, benevolência cristã, e atenuantes, em relação ao exercício político destas arrogantes e detestáveis criaturas. Ou seja, uma espécie de telenovela da coxinha infeliz ou folhetim do pobre ceguinho, postos a circular para que nos amerciemos deles e desculpemos as suas malfeitorias e oportunismos. Volto a dizer: não acredito.
E, mesmo que fosse verdade, não atenuariam, um milímetro que fosse, a sua responsabilidade cívica, ética e política, nem do ex-homemdourado Sachs, nem do agente Viegas.
Não é por ter sido corcunda e ter um braço inerte (segundo Shakespeare), que Ricardo III, com as suas atrocidades, teve absolvição. Nem Franco, já em agonia, terá merecido o reino dos céus, ao abandonar à morte, 2 etarras, sem lhes comutar a pena para prisão perpétua. O caudilho moribundo quis companhia, na morte...
Uma figura sinistra é, sempre, uma figura sinistra. Portadora, até ao fim, de uma responsabilidade moral, mesmo que tenha um cancro, em situação terminal. Ou que não tenha dinheiro para pagar ao Estado, o que deve, e seja encostado à parede. Há os ratos e há os homens. Lá por estar aleijadinho, o sr Schäuble, não tem direito a atenuantes humanas ou políticas, nem à nossa caridade cristã, pela sua intransigência anti-europeia.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Quem é que não gosta de Su Doku?


Ele gosta. Eu, também. E, nisso, pelo menos, somos ambos europeus, de gosto. Acontece que o vice-reizinho europeu (como lhe chamei, há dias, noutro poste) foi apanhado, no Parlamento Alemão (Bundestag), enquanto se discutia a dívida grega, a fazer Su Doku no seu computador.
Sejamos benevolentes: Wolfgang Schäuble pôs-se, apenas, de parte - ele não é grego. E, como qualquer menino pequenino, aborrecem-lhe as coisas sérias, prefere pôr-se a brincar.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Os aleijadinhos



O noroeste peninsular, seja ele espanhol (Galiza), seja português (Minho), faz uso abundante de diminutivos para expressar carinho, sublinhar ternura e derramar sentimentos de caridade, em relação aos infelizes (coitadinho), aos deficientes (ceguinho), aos frágeis e desprotegidos da sorte (pobrezinho) e até mesmo em relação às crias pequenas (cãozinho, cabritinho), etc.. Como, do Minho, foi a minha meninice e adolescência, também não estou imune a este hábito enraízado.
Mas este costume também se fez norma de afecto noutras terras de língua portuguesa. Por exemplo, o primeiro aleijadinho que se me gravou na memória cultural, foi o luso-brasileiro António Francisco Lisboa (1730-1814), santeiro de pedra, genial, com as suas obras de Congonhas (Brasil), além de outras. Pois o mestre escultor é muito mais conhecido pela alcunha (Aleijadinho), do que pelo seu nome de baptismo.
O segundo aleijadinho, na minha memória histórica, só o foi para o final da vida, e era americano e hemiplégico. Soube combater, corajosamente, a Depressão de 1929 e teve um papel preponderante na vitória dos Aliados contra o nazismo, durante a II Grande Guerra. Refiro-me a Franklin D. Roosevelt (1882-1945).
O terceiro aleijadinho, de recordação mental, é português. Um acidente de helicóptero, amarrou-o à cama, durante largos meses, pouco depois do Verão quente do PREC de 1975. Era Pires Veloso (1926), general, e pela sua influência e poder chamavam-lhe, então, vice-rei do Norte. Todos os políticos portugueses o iam visitar - era de bom tom, e importante - para lhe pedir conselhos ou obter o seu apoio, na altura. Hoje, pouca gente se lembrará dele.
Este trio de aleijadinhos, de que falei, é-me simpático. São aleijadinhos da minha estimação e memória. Mas passemos ao quarto, e último dos deficientes.
Vítima de um atentado, em 1990, que o deixou hemiplégico, o quarto aleijadinho é o todo poderoso ministro (europeu) das Finanças, alemão, Wolfgang Schäuble (1942). Diz com sobranceria e arrogância tudo o que lhe vem à cabeça e insulta, economicamente, sobretudo os países do sul da Europa, impunemente. Foi preciso o Presidente da República grega, Karolos Papoulias (1929), há dias, responder-lhe à letra, ofendido, para ele se calar, na sua cadeira de rodas. Infelizmente, a grande maioria dos políticos europeus quase ajoelham em frente a este aleijadinho de corpo e alma - porque nem todos têm espinha dorsal erecta.
Acho que vou deixar de lhe chamar aleijadinho, esquecendo a compaixão minhota. Vou passar a apelidá-lo de: vice-reizinho da Europa. Porque a Rainha, já nós sabemos quem é...