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sábado, 20 de janeiro de 2024

Citações CDLXXXII

 

Nós éramos normais, o resto do mundo estava maluco.

George Harrison (1942-2001), em 1995, Anthology.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Curiosidades 78


Dificilmente haverá capa de disco mais célebre e conhecida do que a do LP de The Beatles, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, de 1967, que pela sua original qualidade ganhou um Grammy em 1968. O sucesso resultou de uma estreita colaboração da artista pop norte-americana Jann Haworth (1942) com o seu marido inglês Peter Blake (1932) que ainda hoje passa, para muitos, como único autor deste trabalho muito bem sucedido.
A imagem compreende, para além da banda inglesa (em duplicado), um total de 58 personalidades célebres mundiais (4 gurus indianos, incluídos). The Beatles sugeriram 12 nomes e, entre outros, Hitler e Jesus Cristo (sugestões de John Lennon) que foram excluídos das hipóteses aventadas. Tendo constatado a ausência de figuras femininas, Jann e Peter resolveram  incluir, à última da hora, Mae West, Shirley Temple, Marilyn Monroe, Marlene Dietrich e Diana Dors. Aparece ainda, à beira desta última actriz, uma antiga fotografia da avó de Jann Haworth.


Numa reformulação actualizada, a artista norte-americana em colaboração com a filha, Liberty Blake, produziu, em 2016, um novo trabalho, desta vez apenas com personalidades femininas, intitulado Work in Progress, para a cidade de Salt Lake City, justificando que "o artista deve ver sempre o mundo em termos alternativos."
Entre outras figuras, estão representadas Anne Frank, Agnès Varda, Diana e Michelle Obama.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Uma fotografia, de vez em quando... (119)


Homem de várias aprendizagens e ofícios, o galês Angus McBean (1904-1990) dedicou-se, a partir dos anos 30, mais exclusivamente à fotografia. Mas teve também algum sucesso com a produção de cartões de boas-festas, de índole surrealizante, que tiveram boa venda comercial e divulgação.



Se as suas fotos não incorporam grande inovação ou originalidade, os seus retratos de celebridades do século XX são marcantes e, alguns deles, singulares e icónicos. Audrey Hepburn foi um dos seus modelos preferidos, tendo-a fixado em instantâneo em que a sua beleza era ainda algo incipiente (1950).


Marlene e o casal Olivier, entre muitos artistas de cinema e teatro, não escaparam à sua objectiva, nem The Beatles, já nos anos 60.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Revivalismo Ligeiro CCXXXIX



O Arpose tem andado muito animalista, ultimamente. Daí convocar-se, propositadamente, a cadela de Paul McCartney - Martha.

domingo, 26 de novembro de 2017

Memórias da velha e pérfida Álbion


Em 1985, era Setembro, na modulação final da minha cristalização de gosto musical - reduto que, escassamente, foi perturbado depois -, em Queensway (Londres), havia ainda uma loja de discos, fulgurante. E eu já tinha ido para além de The Beatles, e procurava as últimas gravações de Tina Turner. O meu filho mais velho andava, então pelos Kraftwerk, muito naturalmente nessa décalage salutar de gerações. Quando lá entrámos, cada um se ocupou, na altura, das "bem querias" de que falava o bom velho Sá...
Acontece que, caída ou roubada, uma nota de 20 libras saíu, sem querer, de uma das nossas algibeiras diminuindo-nos o património familiar. Foi aí que, para restabelecer o equilíbrio das finanças, mais tarde em Greenwich, eu entrei numa agência bancária para trocar escudos portugueses por libras inglesas. Em abono da verdade, essa dependência bancária tinha ainda todo o ar pomposo e respeitável da época victoriana. Mas para ser justo, foram muito mais rápidos na operação de câmbios do que, em Portugal, para trocar as divisas, antes de eu iniciar a viagem para a Inglaterra.
Imagine-se o inimaginável:  uma atmosfera, qualquer coisa comparável por entre Charles Dickens e o Speedy Gonzalez...

domingo, 22 de outubro de 2017

terça-feira, 8 de agosto de 2017

terça-feira, 20 de junho de 2017

Curiosidades 64


Do bíblico Sansão a "The Rape of the Lock", de Alexander Pope (1688-1744), passando pelos Sikhs, da Índia, que ainda hoje respeitam o seu Kes ritual de não cortar o cabelo, envolvendo-o nos seus turbantes característicos, os apêndices capilares foram sempre objecto de particular atenção, ou de fetichismo exagerado, para alguns.
Creio que, por motivos publicitários, The Beatles, em Dezembro de 1964, raparam as suas longas crinas que eram a sua marca de água visual. Ora, alguém terá conservado essas madeixas de cabelo devidamente etiquetadas com o nome dos seus ex-possuidores, momentaneamente rapados nesse final do ano, e como se pode ver, na fotografia abaixo.



Muito recentemente, essas madeixas foram postas em leilão, no site da Catawiki. As madeixas de George Harrison e Ringo Starr foram vendidas, em conjunto, por 5.200 euros. O cabelo de Paul McCartney foi o grande campeão, e atingiu 2.700 euros, enquanto a madeixa, que fora de John Lennon, apenas conseguiu chegar aos 1.225 euros... Quem diria?!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

segunda-feira, 27 de julho de 2015

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Curiosidades 37


Não tendo a imponência nem a singular arquitectura do Taj Mahal (1648), da Índia, o Albert Hall (1871), em South Kensington (Londres), teve origem num mesmo motivo afectivo. Se Shah Jahan quis perpetuar a memória da sua terceira esposa (Mumtaz Mahal), através de um grandioso monumento funerário, a rainha Victoria pretendia que o seu consorte Albert também fosse lembrado pelos vindouros, através dessa grande sala de espectáculos londrina.
De início, projectado para ser de estilo neo-gótico, por pressão do primeiro-ministro Palmerston, o arquitecto Gilbert Scott (e Francis Fowke) acabou por lhe dar uns retoques neo-renascentistas e, nessa nova feição, foi inaugurado pela rainha Victoria. Com os seus 5.272 lugares, desde 1941 que aí se realizam os conhecidos Proms britânicos, todos os anos.
Lá filmou Hitchcock as cenas finais do filme "The Man who knew too much" (1956) e The Beatles a ele se referem, na inesquecível canção "A day in the life" (1967): "...now they know how many holes it takes to fill the Albert Hall"..."

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Revivalismo Ligeiro XCIX

Uma associação improvável, esta, de 1963. Com música de Mikis Theodorakis, letra de William Sansom, cantam The Beatles.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Retro (41)


O dia dos namorados, ou de S. Valentim, é, indubitavelmente, uma celebração espúria na mitologia lusitana dos afectos. A que a globalização e o comércio deram consistência mercantil, fortificada, nos anos 60, pela canção "When I'm sixty-four", de The Beatles. Com algum humor negro, poderíamos acrescentar-lhe o Massacre de Chicago, ou de S. Valentim, introduzindo o terceiro pilar justificativo, para lembrar este dia.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 29 de maio de 2013

sábado, 31 de dezembro de 2011

Mercearias Finas 46 : almoço de fim de ano


O meu amigo H. N., quando vem, deixa sempre largos vestígios da sua enorme generosidade aquariana. Por isso, eu tinha quase a certeza que ainda havia, nas gavetas por baixo dos Cd's, alguma caixa de elegantes e esguias cigarrilhas Cohiba. Havia: com 3 exemplares sobrantes; e ficaram 2.
Porque depois de um polvo guisado "à açoreana" que se desfazia como pudim flan, e um nobre Encruzado da Quinta de Cabriz, branco na sua singeleza aristocrática, só o tabaco ilhéu de Cuba, estaria à altura deste último almoço de 2011. Pelo meio, a memória convocou o capitão Nemo, de Júlio Verne, e os Beatles...
Aéreas mercadorias espirituais cruzadas com o aroma e fumo da Cohiba, pelo ar.
Pouco antes, os mexidos à Minhota, enriquecidos de bom mel, pinhão, passas e 4 ou 5 gotas de Madeira, celestiais no seu todo, convidaram, depois do café (60% robusta/ 40% arábica) a uma Aguardente velha S. João, Reserva, nos seus 40º macios e apaziguadores.
Por isso, a cigarrilha Cohiba era apenas o elo que faltava, o remate, a chave de ouro. Obrigado, H. N., e um bom ano de 2012! 

terça-feira, 29 de março de 2011

Música e Poesia XXXIV : The Beatles

"A day in the life", de The Beatles, vai sob esta rubrica por várias razões, talvez subjectivas e pessoais. Mas também por uma causa objectiva: o Albert Hall foi inaugurado, exactamente, há 140 anos, em Londres, pela raínha Victória. É uma grande sala de espectáculos, com uma arquitectura curiosa. E The Beatles falam dela, nesta canção, quase no final.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

In extremis e em memória de S. Valentim...


...que se enquistou na nossa cultura por via anglo-saxónica ou americana, comercial e consumista. Em vez de flores, da "bottle of wine" dos Beatles (When I'm sixty-four), esta jovem oferece apenas uma "baraboleta", como dizia o O'Neill...