domingo, 4 de setembro de 2011

Nortenhas e populares (quadras) 5


Da região de Amares (Minho) e retiradas da Monografia já referida, anteriormente, mais 3 quadras populares:

Se os beijinhos espigassem
Como espiga o alecrim,
A cara das raparigas
Era um formoso jardim.

Com pena peguei na pena
Com pena escrevi um S,
Com pena mandei dizer
Ao meu amor que viesse.

Dei um ai, tu não ouviste,
Dei outro, não deste fé:
O meu coração é teu,
O teu não sei de quem é.

O tempo que passa


Hoje ouvi, com um intervalo máximo de 5 minutos, na rua, o poético vocábulo: caralho, vindo de duas pessoas diferentes - já estou habituado. Já não me escandalizo. Aliás, não sou puritano.
Da primeira vez, o impropério vinha de uma cave obscura, cujo postigo esconso ia ao nível dos meus pés e não deixava adivinhar  o rosto do autor. Pelo tom de voz, audível, seria um homem de meia idade e sublinhava , com veemência, a falta de compromisso, por parte de outrém.
O segundo palavrão, pronunciou-o uma jovem rapariga, de corpo ginasticado e elegante, que ia à minha frente pela rua, falando ao telemóvel. Julgo que falaria com o namorado e queixava-se, com raiva, de alguma coisa. Ia fumando, entretanto. Cerca de 20 metros depois, atirou com o cigarro a meio, impaciente, para o chão.
Eu ia curvado pela comodidade, idade e circunstância, mas pensei que até os impropérios vão perdendo a força e a razão pela frequência com que são usados.

Recomendado : dezoito - Jácome Ratton


No passado e em leilões, por diversas vezes, tentei comprar o livro "Recordações de Jácome Ratton". Mas ia sempre a preços muito altos, e resisti. Na verdade, a obra, até finais do séc. XX, só tinha sido editada duas vezes: em Londres, a edição original (1813), e a segunda em Coimbra, no início do século passado. Jácome Ratton (1736-1821), nascido em França, e de pais franceses, fixou-se em Portugal, foi protegido do Marquês de Pombal, vindo a naturalizar-se português. O Marquês viu nele capacidades de dinamismo e realização para que fosse  um dos agentes da modernização industrial do país. E não se enganou. Provavelmente, já nessa altura, Portugal tinha falta de empreendedores ousados e dinâmicos. Mas com a "Viradeira", suspeitas de colaboracionismo com os franceses e invejas à portuguesa, em 1810, Jácome Ratton foi preso. Mercê das relações que tinha, foi libertado pouco depois, tendo seguido para Inglaterra, onde viveu até morrer, com 84 anos, com um filho que lá tinha. Foi assim que, com 80 anos, começou a escrever as "Recordações de Jácome Ratton", onde conta a sua vida e os sucessos que passaram por Portugal, na sua época.
O livro é agradabilíssimo de ler. O que estou a fazer, saboreando o gosto da sua leitura. É que, há dias, consegui comprar a obra num alfarrabista, na sua edição terceira, da Fenda, por preço módico. Foi publicada, em anos recentes, em edição fac-similada. Mais que não fosse (ainda vou nas primeiras páginas da leitura), o estilo vivíssimo das narrações, uma escrita muito pessoal, mas pitoresca e, sobretudo, a descrição do terramoto de 1755, vivido por Ratton, justificam a compra do livro. A não perder, absolutamente.

Carlos Seixas (4)

sábado, 3 de setembro de 2011

Salão de Recusados XXXVII : Francisco Xavier de Meneses


Vi que o favor da Corte era vaidade
achei no amor desdém, sustos e enganos,
gastei no estudo a vista, o gosto e os anos
encontrei inconstâcias na amizade.
Astúcias me ofenderam a bondade,
e o benefício ingratidões e danos,
teve o valor por prémio desenganos,
o conselho queixosos da verdade.
Julgou-se a cortesia abatimento,
chamaram lisonja ao que era agrado,
dissipou-se no gasto o luzimento.
Cortou-me a inveja o espírito elevado,
não sei se me ficou o entendimento
só para conhecer-me desgraçado.

Notas: o soneto transcrito acima tem como autor Francisco Xavier de Meneses (1673-1743), 4º Conde da Ericeira, que o terá escrito no final da vida. Foi presidente (1693) da Academia dos Generosos, cujas sessões tinham lugar no seu Palácio.
Na transcrição do soneto procederam-se a pequenas actualizações ortográficas.
O retrato que encima o poste representa D. JoãoV.

Citações LXXVI : Benjamin Franklin


"Se não quiseres ser esquecido, logo após a morte, ou escreves coisas que mereçam ser lidas, ou terás de fazer coisas que mereçam ser escritas."
Benjamim Franklin (1706-1790).

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Ruy Belo por Lula Pena

Curiosidades 41 : religiosas


Do livro "Diccionario de Invenções, Origens..." (1876), já aqui referido e da autoria de Alberto Pimentel (1849-1925), transcrevemos:
"Eminencia (Vossa). - Foi o papa Urbano VIII que concedeu aos cardeaes o tratamento de eminencia, a 10 de Janeiro de 1631; até então tratavam-se por illustrissimos. Ao depois o mesmo tratamento foi estensivo aos eleitores ecclesiasticos e ao gran-mestre de Malta.
Extrema-unção. - A instituição do quinto dos sete sacramentos da nova lei é mencionada em S. Marcos, Acto VI, vers. 13, em S. Thiago, Acto V, vers. 14. Na egreja grega, os padres simplesmente benziam do mesmo modo que os bispos, o oleo empregado na extrema-unção. No Oriente é necessaria assistência de 7 padres para que a administração d'este sacramente seja legal. A egreja latina reccomenda cinco unções para os cinco sentidos; mas uma só feita à cabeça basta para a validade do sacramento."

Aditamento (pessoal): ao contrário do que se julga, o mais curto papado não foi o de João Paulo I (1912-1978), que durou cerca de um mês; mas o do papa Urbano VII (1521-1590) antecessor, em nome, do papa referido na primeira curiosidade, e representado na imagem deste poste. O pontificado de Urbano VII durou apenas 12 dias, após ter sido eleito em conclave. Morreu de malária.

Adagiário XLIX : Setembro (3)


1. Por S. Gil (1), adoba o teu candil.
2. Setembro molhado, figo estragado.
3. Setembro é o Maio do Outono.
4. Pelo S. Mateus (29), pega nos bois e lavra com Deus.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Um Agosto português muito pouco ortodoxo


Este poderia ter sido um Agosto normal no centro da Europa. Mas não em Portugal: choveu no primeiro dia, já chuviscou hoje, 31, último dia do mês; e houve sempre vento frio, do Norte. Será que a troika sereníssima também pediu a S. Pedro para poupar na energia solar a gastar com o nosso País? Ou será que o Governo, que se prepara para vender as Águas de Portugal, também já hipotecou, ao estrangeiro, as nossas condições climatéricas?
Seja como for, o rifoneiro português teve razão, desta vez: "Primeiro de Agosto, primeiro de Inverno".

Meter o Rossio na Betesga


Como se sabe, a palavra betesga significa ruela estreita, viela. E esta expressão popular, que usei no título deste poste, quer dizer: meter algo grande num espaço pequeno demais.
Dito isto, julgo que, às vezes, chego a ter compaixão pelo Google. Para além de ter, frequentemente, o motor gripado, de o Alzheimer de que sofre ser progressivo, ainda para mais, muitas vezes, lhe pedem coisas "fantásticas", surreais ou barrocas, desmesuradas, irracionalmente. Ora vejamos dois casos sintomáticos que chegaram ao Arpose, via search words glutonas a quererem "meter o Rossio na Betesga":
1º caso - o distinto pesquisador escreveu e clicou para o motor do Google estas palavras: "escansão do quarto canto nunalvares pereira do livro mensagem de fernando pessoa". O Google baralhado e confundido titubeou, mecanicamente, 2 postes: "A ressaca de Pessoa" (12/6/10) e "O escanção aconselha" (27/6/10)...
2º caso - o minucioso investigador escreveu, como search words: "musicas a desgarradas dos açores do bairro das laranjeiras avô e neta % 2". E o Google, "ceguinho de choro (José Régio)", mandou-o para "Laranjeiras de Machado" (poste de 9/7/10) e também "Para um Avô que faz anos", de 26/7/2011.
Finalmente, fiquei banzado com uma das últimas search words que chegou ao Arpose. Nada menos que: "francisco sá de miranda papel de parede".
Mas que despautério!...

Pinacoteca Pessoal 17 : Mattias Grünewald


A passagem do aniversário da morte (31/8/1528) de Mattias Grünewald, é apenas um dos motivos  para recordar este pintor alemão de que já falei aqui (2/4/2010) a propósito daquela que considero a sua obra-prima: "A Crucificação de Jesus". Não são muitos os trabalhos que lhe sobreviveram, a maior parte trípticos para igrejas. E há quem considere Grünewald um pintor conservador, por ter sido pouco sensível ao Renascimento. Os seus temas são normalmente religiosos.
Na minha modesta opinião, parece-me que é um pintor da "família" de Bosch, ou de Soutine e Francis Bacon. O "feio" nunca o intimidou, em relação à sua pintura. Escolhi "A Tentação de Santo António" (Die Versuchung des heiligen Antonius") para ilustrar a afirmação, neste poste. E, também, porque tratando-se de um santo português, o motivo não nos é totalmente indiferente.

P.S.: por informação Amiga e segura, vim a saber que a figura representada no quadro não é a do Santo António lisbonense. E ainda que as tentações, simbolicamente sugeridas, têm como cenário o Egipto. O meu grato reconhecimento a quem me alertou.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Luís Gois : Toada beirã



Nota pessoal: perdoem-se as inúmeras incorrecções que surgem na letra do fado, que aparecem no vídeo.

Leituras Antigas XXXV : "Revista Ilustrada"


São do ano de 1956, estes dois primeiros (1 e 2) exemplares da "Revista Ilustrada", de banda desenhada brasileira. Creio que tive mais números, mas só estes dois resistiram à voragem do tempo. As capas, apelativas e coloridas, eram de Aylton Thomaz; o interior, a preto e branco, variava de desenhador: "O Mandarim" de Eça, foi desenhado por Vieytes e a banda desenhada, do exemplar da obra de Emilio Salgari, tem como autor C. Roume. A colecção era editada pela Editora Legislação Federal, que tinha Nelson Borges da Fonseca como director, e cuja sede se situava na Av. Franklin Roosevelt, 39, no Rio de Janeiro. Cada número custava, no Brasil, 7,00 cruzeiros e, em Portugal, a intermediária Latina Editora precificava-a a Esc. 5$00. A revista era de publicação mensal e trazia sempre o horóscopo do mês. Na contracapa da segunda revista anunciava-se que o próximo exemplar seria: "Os Três Mosqueteiros" de Alexandre Dumas.

Seis versos pelo frio de Agosto


De há pouco
o que ficou é muito breve
- na tarde há um nada que acontece.
E na madrugada as horas vão trocadas
de calendário e planície na memória.

Ou, talvez, de neve.

Sb., 29/8/11.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Uma louvável iniciativa (2)


Mais três "Expressões Populares" que me vieram à mão, através de embalagens de açúcar para adoçar o café. Dois dos pacotes vão em imagem, o terceiro, "Lágrimas de Crocodilo (choro fingido)", cuja explicação aqui vai, reza assim, na embalagem: "O crocodilo quando ingere um alimento, faz forte pressão no céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, enquanto devora a vítima, ele chora um choro fingido."
O primeiro poste, sobre esta louvável iniciativa das "Expressões Populares", foi colocado, aqui no Arpose, em 26/4/2011.

Pierre Passereau (1509-1547)

Mais 2 fragmentos de René Char


5.
Não pertencemos a ninguém senão no ponto áureo desta lâmpada desconhecida de nós, que nos é inacessível mas mantém despertos em nós a coragem e o silêncio.

15.
As crianças aborrecem-se ao domingo. Passereau propõe uma semana de vinte e quatro dias para ultrapassar o domingo. Ou seja, a cada dia acrescentar uma hora de domingo, de preferência, a hora da refeição, porque assim já não haverá pão duro.
Mas que não se fale mais do domingo.

René Char (1907-1988), in "Feuillets d'Hypnos".

domingo, 28 de agosto de 2011

Divagações 12 ( em 2 andamentos, com nocturno)


Se eu conservasse a secretária arredada de livros e papéis, "talvez fosse feliz (F. Pessoa)". Faltariam talvez as concordâncias ou, porventura, o poema que procurei, incansavelmente, folheando os 4 livros, mas o verso estava longe - havia que criá-lo, com tempo e maré.
Repor os lugares não é tarefa fácil, porque os objectos se acomodam rapidamente a outras vizinhanças, num mimetismo dissimulado que não destoa na paisagem. Se a leste, ontem, o céu podia ser de Turner (rosa, laranja, cinzento e azul breve), dez minutos depois já se tinha transformado.
Recolocar os cinzeiros, na estratégia habitual, terá sido o mais fácil, do cenário, após o inventário, assim como ocupar o silêncio e fazer nascer o vento, através da casa. Abrir as janelas e varandas. O cavalo sai por entre as árvores, carregado de neblina, como se fosse branco ou de mármore. Move-se lento, mas definitivo em direcção à noite de Verão.
Hypnos, hippo.

sábado, 27 de agosto de 2011

Mercearias Finas 36 : relembrando o Branco de Pegões


Porque MR, no Prosimetron, referiu em comentário o Branco (2010) da Colheita seleccionada da Adega Cooperativa de Pegões, venho relembrá-lo como um dos vinhos de melhor qualidade/preço, no mercado. É criação do enólogo Jaime Quendera, em boa hora e trabalho. Oscila ligeiramente, em sabor e graduação alcoólica, de ano para ano, o que é natural. Provadas todas as colheitas, até à de 2010, continuo a considerar a de 2006, como a melhor, apesar dos seus 14º.
Este vinho branco acompanha, irrepreensivelmente bem, todos os pratos de peixe. Até um bacalhau assado. Um senão apenas e um aviso aos incautos: na Loja da Adega Cooperativa de Pegões, custa 4,00 euros; no P. D. (passe a publicidade) pode adquirir-se por apenas 2,99 euros. Não dá para acreditar... estas políticas comerciais portuguesas são uma espécie de tragicomédia. O vinho não tem culpa, e é bem bom.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Ex-voto às agências de ratos (rating agencies)


Desde a baixa de rating aos Estados Unidos, as agências têm estado caladas que nem ratos, mimeticamente copiando a sua condição. Por isso este ex-voto, que lhes é dedicado, com ternura e esperança de que fiquem na mesma.

Um ex-libris


O ex-libris é, muitas vezes, a súmula de um ideal ou um programa de vida feito, normalmente, já a meio dela.
Recordo o de Aquilino Ribeiro, com a imagem de um cavaleiro a galope e a frase: "Alcança quem não cansa". Ou o de uma pessoa (M. R. de S.) de boa memória, para mim, e já falecida. Foi advogado, depois de ser capitão da marinha mercante. O seu pequeno ex-libris tinha a imagem de um barco de velas desfraldadas e a palavra: "Vercalfir". Eram as letras iniciais, explicou-me ele, das palavras: Verdade, Calma, Firmeza.
Apercebi-me, há dias, com maior atenção, do ex-libris de Georges Simenon. Na imagem, tem uma árvore e um homem (Adão?), em primeiro plano, e atrás, ao fundo, do lado direito, um segundo homem. E uma frase: "Comprendre et ne pas juger". Esta frase poderia aplicar-se por inteiro à maneira de ser do Inspector Maigret, que procurava sempre perceber as razões do crime, mas raramente julgava, do ponto de vista moral, a atitude do criminoso. Deixava isso ao livre arbítrio do leitor.

Citações LXXV : Régis Debray


"... a religião não é o ópio do povo mas a vitamina do fraco."

Régis Debray (1940), em entrevista a Magazine Littéraire, nº 421 (Junho de 2003).

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Mais 4 greguerías de R. Gómez de la Serna


1. No almanaque das galinhas todos os dias se comemoram inúmeras mártires e pobrezinhos inocentes.
2. Nas igrejas devia haver umas chaminés para que saíssem as orações.
3. Se o mar está limpo é porque se lava com todas as esponjas que quiser.
4. Há umas beatas que rezam como os coelhos comem erva.

Ramón Gómez de la Serna, Greguerías 1920-1927.

95 anos do nascimento de Léo Ferré

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Genealogias do post-25 : Álvaro III, o breve


O primeiro dos Álvaros foi o Cunhal: era um Senhor. O segundo Álvaro era Barreto, também tinha cabelo branco e marcava, pelo menos profissionalmente, a diferença em qualquer dos Ministérios onde entrasse.
O terceiro tem falta de cabelo e foi emigrante no Canadá, tendo regressado, recentemente às berças. Mas tem a vida armadilhada, bem como a sua área de actuação. O TGV, vai haver: é uma das contrapartidas aos chineses, pela compra do terminal de Sines - é o que dizem.
Mas pior, ao que parece, é que as estações do Metropolitano de Lisboa irão ter todas nomes de grandes empresas ou de multinacionais, em vez de nomes de localização geográfica. Assim, por exemplo, a Estação Baixa-Chiado passará a chamar-se: "PT-blue". É esperar, para ver.
Talvez por isso, hoje, o terceiro lanço das escadas rolantes, na subida, da referida estação, estava, de novo, parado e avariado...como aqui há uns meses.
Por isso e talvez, Álvaro III, o breve.

a ms, surrealmente grato.

De que é que precisa?


Não será o Professor Karamba, com os seus largos anos de experiência e sucesso, que, provavelmente, já passou a um patamar mais alto, e só atende, porventura, sob marcação muito antecipada - ocupado que estará em dialogar, para o Além, com Nostradamus, Bandarras e outras sumidades. Mas este Professor Mamadu, artífice de "todos os trabalhos ocultos" e com "Dom Herditário" (sic), promete. Nestes tempos de crise, nunca se sabe..., mais vale guardar o cartão.

Beiroas e populares


Ó rio, que vais correndo,
Que passas pela Barosa,
Rio, leva-me esta carta
Àquela religiosa...

Adeus, rio da Barosa
(A água já vai secando!)
Onde passa o meu amor,
Não sei a hora, nem quando...

S. Gonçalo de Amarante,
Feito de pau de amieiro,
Irmão das minhas tamancas,
Criado no meu lameiro.

Nota: citado por J. Leite de Vasconcellos, em "Memórias de Mondim da Beira".

segunda-feira, 22 de agosto de 2011