Mostrar mensagens com a etiqueta The Times Literary Supplement. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta The Times Literary Supplement. Mostrar todas as mensagens

domingo, 29 de dezembro de 2024

TLS

 


Por dois longos períodos, com um pequeno intervalo de 1 ou 2 anos, que me habituei a comprar e ler com gosto o TLS, semanalmente. Inicialmente adquiria-o na Tabacaria Adamastor, onde era atendido pelo sr. Tomé. Quando fechou o quiosque, passei a comprar o jornal na Tabacaria Mónaco, ao Rossio, cujo proprietário, sr. Carlos Oliveira, me reservava sempre um exemplar. Para Portugal, vinham, ao que creio, cerca de 30 TLS. O Brexit acabou com tudo, mas nunca percebi inteiramente porquê. Foi uma pena, para mim, deixar de contar com ele, outra vez. E não me apeteceu fazer assinatura da publicação.
Contento-me, agora e apenas, com algumas ofertas de quem se lembra de mim, vindo de Inglaterra, e me traz este jornal literário. Como foi o caso recente deste TLS duplo, de passagem do ano, que me veio alegrar, culturalmente, os dias futuros.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Mia Couto no TLS


Eu não poderia deixar de registar o facto.
Creio que é a primeira vez que vejo e leio, no TLS (nº 6058), um texto de colaboração de um escritor de língua portuguesa. Traduzida para inglês por Miranda France, a crónica de Mia Couto (1955) aborda as consequências nefastas para a sua terra natal (Beira, Moçambique) do recente ciclone Idai. Mas faz também referências às suas recordações de infância, aquando da passagem (1962)* do ciclone Claude, pela Beira, que lhe deixaram impressões terríveis e imorredouras.
Só lamento que esta inesperada crónica, originalmente escrita em língua portuguesa, tenha surgido pelas piores razões, no jornal literário britânico.
Numa perspectiva muito secundária, dou-me a pensar que, das ex-colónias portuguesas, é Moçambique (bem como Cabo Verde), proporcionalmente à população, que detém o maior número de artistas e escritores de qualidade e a nível internacional. E desde há muito. O maior novo país, Angola, no passado, só pode responder com Luandino Vieira, praticamente. Embora, hoje em dia, Agualusa e Pepetela possam também ser citados. Não refiro Ondjaki, porque não conheço a sua obra, suficientemente.

* Em tempo (24/5/19):
   no último TLS (nº 6059) e em carta ao director, Eugénio Lisboa (1930) corrige Mia Couto, referindo que o ciclone Claude passou por Moçambique em Janeiro de 1966, e não em 1962.