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sexta-feira, 28 de junho de 2019

Popular, sanjoanina e brejeira


Ó menina dê-ma, dê-ma!
Que eu não lhe peço dinheiro,
peço-lhe a sua ovelhinha
p'ra turrar c'o meu carneiro!


com agradecimentos a A. J. R. M. M.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Adagiário CCLXXIII : Junho (8)


1. Em junho, frio como punho. (?!)
2. Verão fresco, Inverno chuvoso, Estio perigoso.
3. Guerra de S. João (24), paz todo o ano.
4. No Verão taberneira, no Inverno padeira.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Já só falta S. Pedro...


...mas a criatividade e a sardinha, portuguesas, continuam...
As 193 propostas da temática "Sardinha" podem ver-se na Galeria Millenium (Rua Augusta, nº 96, Lisboa), em exposição, até 20 de Setembro de 2012.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

As cascatinhas


Esqueçam a imagem que coloquei ( e a devida vénia ao Bloguer a quem a roubei) e que apenas sirva de vaga sugestão de aquilo que eram as cascatinhas da minha infância. Os pequenos bonecos eram muito mais toscos e rudes. O cenário, como o próprio nome indica (cascata), era vertical e não horizontal - como se fora uma colina, com socalcos para os Santos e figuras, ou um pequeno altar, à porta de casas modestas. Ou pobres. E havia um ou dois ganapos, normalmente, descalços, sentados à beira, que esganiçavam a voz sempre que passava um transeunte. Gritavam: "Um tostão para a cascatinha!"
Na véspera do Santo António, na noite de S. João, hoje(-antigamente), no dia de S.Pedro. Com dez tostões podiam-se comprar muitos rebuçados, ou então 2 dropes ingleses (que eram uma tentação!) na Confeitaria Colonial, da Rua da Rainha. As cascatinhas eram uma espécie de Presépio fora de tempo. Mas para aqueles rapazitos pobres e descalços, embora católicos (fosse lá o que isso fosse nas suas pequenas cabeças), era uma forma expedita - e bonita, digo eu - de ganhar uns cobres e comprar uns rebuçados de tostão.