Mostrar mensagens com a etiqueta Sem título. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sem título. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 6 de abril de 2021

Sem título (3)

Há que medir os dramas com precaução. Avaliar as limitações, com alguma bonomia positiva e bom senso. A libertação das normas rígidas - e não era previsível supô-lo - desencadeia, afinal, o frenesi da multidão anárquica, que inunda esplanadas, lojas e tugúrios - as bichas são imensas. Denunciam, no fundo, a estreiteza de horizontes das criaturas. Felizmente que vai havendo, sempre, um psicólogo de serviço pronto para ajudar, nestas tragédias comesinhas... 

domingo, 3 de setembro de 2017

Geometrias


Ao encaminhar-se, gradual mas persistentemente, do Crescente para Cheia, ao longo de sete dias, a Lua parece perseguir uma geometria perfeita. Ao olhar descuidado do homem primitivo, essa forma terá, provavelmente, originado o sentido mental da circunferência, nessas noites de escuridão absoluta e total. Como também, embora de forma nebulosa, a equidistância do centro. Quem sabe?, se da própria simetria.
Mas, depois, o novo caminho da Lua, ao longo de mais duas semanas, até à sua desaparição total (Lua Nova), poderá ter engendrado nesse nosso antepassado longínquo e primitivo, os rudimentos de uma noção de magia. Que o transcendia, de todo. Talvez tenha sido por aí que, na ausência de uma explicação empírica e linear, ele tenha sentido necessidade de criar a astrologia. E, numa fase mais avançada, imaginar a primeira crença. Depois, até à primeira religião, deve ter sido apenas um pequeno passo. Os rituais, é que vieram depois...

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Sem título (2)


Entre a charada e o oráculo metafísico, a última perlenga do inane Sr. Nim tem, mais uma vez, alguma coisa de circense, não fora feita num momento trágico para o País e, sobretudo, se não fosse feita para os portugueses, que tão abusados têm sido, nos últimos tempos, por uma série de criaturas, no mínimo, grotescas. Irrealidades, despropósitos, criancices ao mais alto nível, tem sido o nosso dia a dia.
Deveria ser proibido brincar com Portugal, como Charlot, neste filme - embora por outras razões - brincava com o Mundo.