Tirando algumas, poucas, colecções adaptadas ao tamanho do público específico infantil (Formiguinha, Joaninha), terá sido, creio, a Editora Livros do Brasil, de António Souza-Pinto (1911-1976), a primeira a criar livros de bolso, e com sucesso na venda, em Portugal. A colecção pioneira foi a Vampiro, de temática policial, que teve início em 1947, mantendo o seu formato até 2007, abrangendo mais de 600 títulos. Em 1953 começou a publicar-se a Argonauta, de ficção científica, que até 2006 editou 563 livros.
Finalmente há que referir a bem sucedida colecção Miniatura, na ficção, que teve o seu início em 1951, interrompida em 1967, com 170 livros e imagens de capas sugestivas e exemplares de Bernardo Marques e Infante do Carmo, de autores bem conhecidos, e onde apareceram Albert Camus e Somerset Maugham, líderes com 11 volumes, cada um, publicados. Muitos dos textos foram traduzidos pelos mais importantes escritores portugueses da época.
À venda apareceram, não há muito tempo, completas duas colecções por 850 euros (Livraria Castro e Silva) e 500 euros, esta última no alfarrabista In-Libris.
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