terça-feira, 14 de julho de 2026
3 fragmentos de E. M. Cioran
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Outros tempos
Da carta de 3 de Dezembro de 1513, de Afonso de Albuquerque para D. Manuel I:
" Em quanto é da minha ida a Ormuz, da tornada do estreito, eu o quisera fazer, e as naus que trazia de carga mo estorvaram e a obrigação dos provimentos de Malaca, de que eu até então não tinha nova, porque o dia que parti de Goa caminho do estreito chegaram Fernão Peres e António de Abreu a Cananor, e não levei nenhuma nova comigo, e também me desviou deste caminho e assento de Cambaia e Calecut que trazia entre as mãos; mas acerca de Ormuz e de Baharem tudo se fará com a ajuda de Nosso Senhor a seu tempo, porque as causas gastam sempre muito tempo, e mais nestas partes em que há certo tempo de navegação." (pg. 146)
...
Da carta de 4 de Dezembro de 1513:
"Algumas outras naus tinha espalhadas, para fazer vir ao porto de Goa todas as naus de Ormuz com os cavalos, tendo por determinação ser vosso serviço os cavalos de Arábia e da Pérsia estarem todos em vossa mão, e virem ao vosso porto de Goa, por dois respeitos: o primeiro, por favorecer o porto de Goa, e pelos grandes direitos que pagam os cavalos e tornar a povoar a cidade como antes era, e virem as cáfilas de Narsinga e os do retiro de Dáquem desejarem e prourarem a paz e reconhecer estar em vossa mão sua vitória, porque sem contradição vencerá um ao outro aquele que houver os cavalos da Arábia e da Pérsia, de que são mui necessitados, e dão mui por eles;" (pgs. 152/3)
Afonso de Albuquerque (1453-1515), in Cartas para El-rei D. Manuel I (Liv. Sá da Costa, 1957)
sábado, 11 de julho de 2026
Protesto
sexta-feira, 10 de julho de 2026
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Citações DXXXVII
A moda é uma forma de fealdade tão intolerável que obriga a que se altere todos os seis meses.
terça-feira, 7 de julho de 2026
Um terceto de Drummond
segunda-feira, 6 de julho de 2026
Alojamento Local
domingo, 5 de julho de 2026
Aviso amigo
Partilho, com os nossos amigos alfarrabistas e livreiros, um aviso que apareceu, recentemente, nos jornais da Alemanha. Com efeito, parece que as empresas ligadas ao universo IA começaram a comprar os fundos de livros de alfarrabistas e, de seguida, de livreiros.
Objectivo: digitalizar os fundos e, depois, não como em 1933 queimá-los, mas destruí-los de forma mais "amigável", i.e. usar a guilhotina.
Como estes tempos modernos se aconchegam cada vez mais aos episódios mais sinistros da História recente como demonstra, para não sair da memória, a seguinte imagem da queima dos livros pelos nazis em 1933.
Post de HMJ
sábado, 4 de julho de 2026
sexta-feira, 3 de julho de 2026
2 quadras populares à moda alentejana
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Notícias à portuguesa...
Uma fotografia, de vez em quando... 211
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Mistérios
terça-feira, 30 de junho de 2026
Um silêncio inaceitável
Perante um ataque feroz, completamente inaceitável, de um troglodita de extrema-direita, aos princípios básicos do Estado de Direito, nem o Governo, nem a responsável pela pasta da Justiça tem uma palavra para confortar os cidadãos que defendem a continuação de viver em Democracia?
O ataque de enorme gravidade não merece da Senhora Ministra qualquer comentário ?
Estamos ao nível de uma reunião de "Condemónios", em que um bimbo, perante alguma dificuldade administrativa, defendia o mesmo princípio: "a lei ?, somos nós que a fazemos", obviamente com o protesto dos membros da assembleia, a começar por mim, a corrigir a ignorância, a falta de civilidade e respeito pelos presentes do energúmeno.
A Senhora Ministra não tem sentido de Estado e não sabe defender os cidadãos de quererem viver em Democracia ?
A venda ao Populismo já não tem vergonha ?
Post de HMJ
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Bibliofilia 233
domingo, 28 de junho de 2026
sábado, 27 de junho de 2026
quinta-feira, 25 de junho de 2026
Apontamento 189: Voz da Revolta
Não vale a pena esperar do grande capital uma genuína dedicação às causas da Democracia e, muito menos, humanidade e respeito pelos mais desfavorecidos.
O exemplo mais recente de completo desprezo veio, mais uma vez do FMI, na pessoa que dá pelo nome de Jean-François Dauphin.
A ignorância sobre a História do país, do qual ousa falar despudoradamente, associa-se, obviamente, a um analfabetismo funcional ao usar o adjectivo generoso num contexto completamente errado.
Se os seus defeitos culturais ficaram evidenciados, esperava-se, pelo menos, que tivesse mantido o mínimo respeito pelas pessoas a quem se refere de forma ofensiva, afirmando que as reformas mais baixas e de viuvez são demasiado generosas.
Peço a uma mão divina, caridosa, que ponha aquela criatura a viver, pelo menos durante um mês, apenas com uma pensão daquelas que julga generosa.
É com estes exemplares repletos de falta de humanidade que se mina a Democracia nos seus alicerces fundamentais, a saber, atacando uma sociedade solidária de defesa dos cidadãos e do estado social.
Mas, pelos vistos, nem vergonha tem para se pronunciar sem freio nos dentes.
Post de HMJ
Da leitura 66
Atenuantes
quarta-feira, 24 de junho de 2026
Recuperado de um moleskine (49)
Inha
terça-feira, 23 de junho de 2026
Ideias fixas 106
segunda-feira, 22 de junho de 2026
Rentabilidade
domingo, 21 de junho de 2026
Estado da Natura 17
sábado, 20 de junho de 2026
Arcaísmos (XIV)
Na sequência do tema, mais nove arcaísmos e seu respectivo significado:
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