Da carta de 3 de Dezembro de 1513, de Afonso de Albuquerque para D. Manuel I:
" Em quanto é da minha ida a Ormuz, da tornada do estreito, eu o quisera fazer, e as naus que trazia de carga mo estorvaram e a obrigação dos provimentos de Malaca, de que eu até então não tinha nova, porque o dia que parti de Goa caminho do estreito chegaram Fernão Peres e António de Abreu a Cananor, e não levei nenhuma nova comigo, e também me desviou deste caminho e assento de Cambaia e Calecut que trazia entre as mãos; mas acerca de Ormuz e de Baharem tudo se fará com a ajuda de Nosso Senhor a seu tempo, porque as causas gastam sempre muito tempo, e mais nestas partes em que há certo tempo de navegação." (pg. 146)
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Da carta de 4 de Dezembro de 1513:
"Algumas outras naus tinha espalhadas, para fazer vir ao porto de Goa todas as naus de Ormuz com os cavalos, tendo por determinação ser vosso serviço os cavalos de Arábia e da Pérsia estarem todos em vossa mão, e virem ao vosso porto de Goa, por dois respeitos: o primeiro, por favorecer o porto de Goa, e pelos grandes direitos que pagam os cavalos e tornar a povoar a cidade como antes era, e virem as cáfilas de Narsinga e os do retiro de Dáquem desejarem e prourarem a paz e reconhecer estar em vossa mão sua vitória, porque sem contradição vencerá um ao outro aquele que houver os cavalos da Arábia e da Pérsia, de que são mui necessitados, e dão mui por eles;" (pgs. 152/3)
Afonso de Albuquerque (1453-1515), in Cartas para El-rei D. Manuel I (Liv. Sá da Costa, 1957)
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