As horas e o tempo, com o frio, começam a preguiçar. Esta noite pode dormir-se mais uma hora. E, às duas horas, há que atrasar-se uma hora, que se vai pulverizar no infinito, acamaradando com a eternidade.
As horas e o tempo, com o frio, começam a preguiçar. Esta noite pode dormir-se mais uma hora. E, às duas horas, há que atrasar-se uma hora, que se vai pulverizar no infinito, acamaradando com a eternidade.
Ainda temos cá em casa uns bonequinhos, que dão beijinhos, mas esses eram do tempo antigo em que se destinavam, de facto, a um universo infantil próprio da idade das brincadeiras.
Ora, como se diz também cá em casa, de pessoas que não souberam crescer, “o fulano não teve os bonecos na devida altura (!)”
Pois é ! O problema passou a ser mais vasto. Parece que o país, quiçá, o mundo, não teve os bonecos na devida altura. Querem transformar a sociedade num pátio das cantigas – do avozinho cavaco – sob o manto subjacente da erosão da democracia.
Nada melhor do que olhar, diariamente, para as páginas - electrónicas – dos jornais, sem falar da enorme redução de possível leitura dos artigos para além das “gordas”, i.e., títulos.
A bonecada, além de empestar os serviços públicos – Saúde, Educação e quejandos, com recurso aos tais meninos TI’s – (Técnicos de Informática) - de vão de escada da zona oriental de Lisboa, até já convenceram a vetustas Academias do país, transformando o catálogo electrónico num amável passeio pela “Ciência”, com bonecos, claro ! Pena é que os meninos TI’s, da respectiva façanha, seja pela pouca idade ou escasso saber, só lançaram códigos ISBN para identificar os livros, esquecendo-se de todo um passado de acervo antigo que a Biblioteca em questão guarda. Saberá a rapaziada de “cotas” – fora do jargão para uns velhos obsoletos – e da necessidade da sua confirmação por imposição metodológica ? Até responsáveis achavam que não era preciso confirmar a cota do exemplar se o investigador já a sabia. Ora, que processo e redundância !
É assim, o nosso mundo cada vez mais infantilizado, com a tentativa de nos “por posto em sossego” – cf. Sá de Miranda – de forma amorfa e de tentar sujeitar o cidadão, de mansinho, a esta erosão da democracia, sem revolta e oposição.
Post de HMJ
Hoje, na região outrabandista, amanheceu assim, de forma alaranjada, mas com 14º graus de temperatura.
Os mentirosos são obrigados a ter uma boa memória.
Algernon Sydney (1622-1683), in Discourses on Government.
Tal como acontece na vida real, também os livros enfermos não param de chegar ao Hospital. Ou com simples “dói-dói” de rasuras que se resolve com um penso próprio, ou seja, uma fita especial como se vê na imagem. Aproveito para agradecer a quem me ofereceu tão útil remédio.
No entanto, há casos mais complicados que obrigam a um estudo prévio. O livro das Chronicas tinha a coluna num oito, a saber, o miolo todo solto com os cadernos todos descolados. Também faltava a folha de rosto, uma página com o título, em mau papel, como era uso na época. Depois de recomposto, arranjou-se-lhe um agasalho, azulinho, para se juntar novamente, em bom estado, ao irmãozinho representado acima.
A pior dor de cabeça foi o livro
encadernado, que se encontra do lado esquerdo na imagem.
A bicharada trincou quase todo o
couro da lombada, sem se meter com o miolo do livro curiosamente. No entanto,
deram cabo de um dos cordéis que unia a pasta anterior à posterior, que se
encontrava à solta. Na passagem de um novo cordel, para fixar novamente as duas
pastas, partiu-se a agulha e a parte do fundo ficou na passagem pelo lombo.
Assim, ficará a constar para memória futura.
Acabado o trabalho, o Hospital de
campanha que, por falta de uma oficina própria, fica novamente guardado à
espera de novos enfermos.
Não é compreensível, nem aceitável que a Internacional Socialista não tenha nenhuma reacção contra o encontro de dois vilões da DEMOCRACIA, Putin e Schröder. Este último, entre outros ingleses, franceses e até portugueses, em grande parte responsável pelo descrédito dos cidadãos nos Partidos Socialistas.
Post de HMJ
De momento, estas bestas acéfalas andam assanhadas. Em 107 visitas, hoje, 39 são destes bananas palermas, que não devem ter mais nada que fazer, senão catar as lêndeas dos filhos mal lavados ou porcos.
Robert Louis Stevenson (1850-1894), in Familiar Studies and Books.
Amadureceram mais cedo, este ano, as azeitonas da oliveirinha da varanda a sul e já tinham começado a tintar, quando resolvemos começar a colhê-las, ontem. E foi a terceira maior safra de sempre (86 azeitonas).
" Le Carré dedica à cultura alemã uma tal paixão, adquirida na sua estadia como estudante na Suiça germânica, que ainda hoje lhe proporciona um prazer maior ler um livro em alemão do que em inglês. Literatura, poesia, política, história, seja o que for, em todas as épocas. Objectava: «Mesmo quando falo ou escrevo em inglês, por reflexo, penso em alemão, coloco o verbo no final...»"
Pierre Assouline (1953), in Le périmètre de le Carré.