sábado, 18 de julho de 2026
Pinacoteca Pessoal 223
sexta-feira, 17 de julho de 2026
Apontamento 190: Perda de Autonomia
No nono ano de escolaridade tive a oportunidade e aprender estenografia e dactilografia, num lugar insólito, i.e., uma escola particular a funcionar num andar da estação de comboios de Colónia [Köln-Deutz].
Lá ia eu, semanalmente a teclar
até memorizar as letras– até hoje – e sem olhar para o teclado, tanto AZERTY
como QWERTY. Para mim, tanto faz.
Confesso que o curso de
dactilografia rendeu, tanto em termos profissionais como de investigação. E
continua a ser uma imensa ajuda nos trabalhos diários de escrita.
Pelo contrário, nunca gostei da
estenografia, universo “torcido” que abandonei rapidamente.
Conheci uma quantidade de marcas de máquinas de dactilografia, umas melhores que outras.
A minha máquina de escrever de
eleição foi um IBM eléctrica, de esfera. Uma maravilha.
Quando me chamavam, num emprego
remediado, para dactilografar relatórios extenso, até de gravador, ficava contente.
Vem tudo isto a propósito do intolerável
impedimento da Microsoft no uso do seu Programa Office 365, caríssimo e pago com antecedência.
Claro, para continuar os meus
trabalhos de escrita quotidiana tenho que comprar – que remédio! - o programa da Microsoft cada vez que mudo o
computador.
A última versão, perpétua, tem a
data de 2022 e tem funcionado sem problemas até recentemente.
Agora, sem razão, nem aviso e por uma intromissão
espúria, intolerável e sem controlo, nem justificação, cortam-me o acesso aos
meus trabalhos WORD, obrigando-me à introdução de dados que, no final, nunca
funcionam.
Como estas empresas, sem “rei,
nem roque” não têm contactos fiáveis, falando uma linguagem de ervilhaca , sem
nenhum controlo das autoridades nacionais ou da Defesa do Consumidor, a pessoa
fica perfeitamente abandonada, com uma raiva sem limites a estes “novos mundos”
de dependência.
Quem me dera a minha IBM para continuar a fazer os meus trabalhos!
Que os Gates e os marcanos todos vão para o fundo dos Infernos !
Post de HMJ
quinta-feira, 16 de julho de 2026
Mercearias Finas 219
terça-feira, 14 de julho de 2026
3 fragmentos de E. M. Cioran
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Outros tempos
Da carta de 3 de Dezembro de 1513, de Afonso de Albuquerque para D. Manuel I:
" Em quanto é da minha ida a Ormuz, da tornada do estreito, eu o quisera fazer, e as naus que trazia de carga mo estorvaram e a obrigação dos provimentos de Malaca, de que eu até então não tinha nova, porque o dia que parti de Goa caminho do estreito chegaram Fernão Peres e António de Abreu a Cananor, e não levei nenhuma nova comigo, e também me desviou deste caminho e assento de Cambaia e Calecut que trazia entre as mãos; mas acerca de Ormuz e de Baharem tudo se fará com a ajuda de Nosso Senhor a seu tempo, porque as causas gastam sempre muito tempo, e mais nestas partes em que há certo tempo de navegação." (pg. 146)
...
Da carta de 4 de Dezembro de 1513:
"Algumas outras naus tinha espalhadas, para fazer vir ao porto de Goa todas as naus de Ormuz com os cavalos, tendo por determinação ser vosso serviço os cavalos de Arábia e da Pérsia estarem todos em vossa mão, e virem ao vosso porto de Goa, por dois respeitos: o primeiro, por favorecer o porto de Goa, e pelos grandes direitos que pagam os cavalos e tornar a povoar a cidade como antes era, e virem as cáfilas de Narsinga e os do retiro de Dáquem desejarem e prourarem a paz e reconhecer estar em vossa mão sua vitória, porque sem contradição vencerá um ao outro aquele que houver os cavalos da Arábia e da Pérsia, de que são mui necessitados, e dão mui por eles;" (pgs. 152/3)
Afonso de Albuquerque (1453-1515), in Cartas para El-rei D. Manuel I (Liv. Sá da Costa, 1957)
sábado, 11 de julho de 2026
Protesto
sexta-feira, 10 de julho de 2026
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Citações DXXXVII
A moda é uma forma de fealdade tão intolerável que obriga a que se altere todos os seis meses.
terça-feira, 7 de julho de 2026
Um terceto de Drummond
segunda-feira, 6 de julho de 2026
Alojamento Local
domingo, 5 de julho de 2026
Aviso amigo
Partilho, com os nossos amigos alfarrabistas e livreiros, um aviso que apareceu, recentemente, nos jornais da Alemanha. Com efeito, parece que as empresas ligadas ao universo IA começaram a comprar os fundos de livros de alfarrabistas e, de seguida, de livreiros.
Objectivo: digitalizar os fundos e, depois, não como em 1933 queimá-los, mas destruí-los de forma mais "amigável", i.e. usar a guilhotina.
Como estes tempos modernos se aconchegam cada vez mais aos episódios mais sinistros da História recente como demonstra, para não sair da memória, a seguinte imagem da queima dos livros pelos nazis em 1933.
Post de HMJ
sábado, 4 de julho de 2026
sexta-feira, 3 de julho de 2026
2 quadras populares à moda alentejana
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Notícias à portuguesa...
Uma fotografia, de vez em quando... 211
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Mistérios
terça-feira, 30 de junho de 2026
Um silêncio inaceitável
Perante um ataque feroz, completamente inaceitável, de um troglodita de extrema-direita, aos princípios básicos do Estado de Direito, nem o Governo, nem a responsável pela pasta da Justiça tem uma palavra para confortar os cidadãos que defendem a continuação de viver em Democracia?
O ataque de enorme gravidade não merece da Senhora Ministra qualquer comentário ?
Estamos ao nível de uma reunião de "Condemónios", em que um bimbo, perante alguma dificuldade administrativa, defendia o mesmo princípio: "a lei ?, somos nós que a fazemos", obviamente com o protesto dos membros da assembleia, a começar por mim, a corrigir a ignorância, a falta de civilidade e respeito pelos presentes do energúmeno.
A Senhora Ministra não tem sentido de Estado e não sabe defender os cidadãos de quererem viver em Democracia ?
A venda ao Populismo já não tem vergonha ?
Post de HMJ
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Bibliofilia 233
domingo, 28 de junho de 2026
sábado, 27 de junho de 2026
quinta-feira, 25 de junho de 2026
Apontamento 189: Voz da Revolta
Não vale a pena esperar do grande capital uma genuína dedicação às causas da Democracia e, muito menos, humanidade e respeito pelos mais desfavorecidos.
O exemplo mais recente de completo desprezo veio, mais uma vez do FMI, na pessoa que dá pelo nome de Jean-François Dauphin.
A ignorância sobre a História do país, do qual ousa falar despudoradamente, associa-se, obviamente, a um analfabetismo funcional ao usar o adjectivo generoso num contexto completamente errado.
Se os seus defeitos culturais ficaram evidenciados, esperava-se, pelo menos, que tivesse mantido o mínimo respeito pelas pessoas a quem se refere de forma ofensiva, afirmando que as reformas mais baixas e de viuvez são demasiado generosas.
Peço a uma mão divina, caridosa, que ponha aquela criatura a viver, pelo menos durante um mês, apenas com uma pensão daquelas que julga generosa.
É com estes exemplares repletos de falta de humanidade que se mina a Democracia nos seus alicerces fundamentais, a saber, atacando uma sociedade solidária de defesa dos cidadãos e do estado social.
Mas, pelos vistos, nem vergonha tem para se pronunciar sem freio nos dentes.
Post de HMJ
Da leitura 66
Atenuantes
quarta-feira, 24 de junho de 2026
Recuperado de um moleskine (49)
Inha
terça-feira, 23 de junho de 2026
Ideias fixas 106
segunda-feira, 22 de junho de 2026
Rentabilidade
domingo, 21 de junho de 2026
Estado da Natura 17
sábado, 20 de junho de 2026
Arcaísmos (XIV)
Na sequência do tema, mais nove arcaísmos e seu respectivo significado:
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