
Será que não vamos ter iluminações, pelo Natal, no Metropolitano?! Esclarecendo a dúvida metafísica: na Estação de Metro Baixa-Chiado, hoje, o corredor de saída estava, romanticamente, à meia-luz. E havia poças de água junto à parede, do lado direito. Curto-circuito?, Empresa de manutenção em greve?, Poupança de energia?. Ninguém sabe, nem os Seguranças, que são como as porteiras antigas... O último lanço das escadas, que dá para o Chiado, estava, mais uma vez, avariado. Pode ser que os 2 engenheiros da inefável Administração do Metropolitano de Lisboa venham dar as Boas-Festas aos funcionários, se apercebam, e mandem arranjar... Oxalá!
Senão, continuará a ser a "apagada e vil tristeza", à portuguesa, de que falava Luís de Camões.
Quando parei, no quiosque, para comprar tabaco, vi, ao longe, os estorninhos, mas pouco depois chegou uma jovem (18?, 20 anos?) que perguntou ao dono:
"- Pode-me dizer onde fica a Rua dos Camões?"
O homem, compungido, replicou: "- ...só se for Largo..."
E a jovem voltou à carga: "- E a Igreja dos Camões?"
Não consegui calar-me e rosnei, baixo: "- Parece que ainda não passou a Santo!..."
E o dono do quiosque completou, cúmplice e em voz mais alta: "- Pois é, o Camões ainda não foi canonizado."
Não sei o fim da história, porque abandonei de seguida o local, em direcção a casa.
Mas parece que estamos melhor no ranking da Educação da O. C.D.E.. Valha-nos isso!...