Vai demorar tempo até voltarmos a ter a felicidade do anonimato e o eléctrico 28 voltar a ser preenchido por apenas legítimos alfacinhas encartados. Por ora, somos escrutinados até ao pormenor e todo o bicho careta fala de nós. Ontem, éramos o melhor destino cool (seja lá o que for isso...), anteontem, a viagem de sonho, amanhã, provavelmente, a oitava maravilha do mundo...
E até o TLS cumpre esta agenda clonada de moda, recenseando uma obra (Queen of the Sea) sobre Lisboa, de Barry Hutton. O sr. Malcom Jack, recenseador habilitado por, recentemente (2018), ter publicado, também, uma obra sobre Sintra e Lisboa, é que não é muito favorável ao livrinho de Barry Hutton. Diz que lhe falta bibliografia competente. Citando as omissões indesculpáveis de Beckford, Southey e Rose Macauly, pelo menos, que por cá andaram em tempos mais ou menos remotos.
E se nos deixassem em paz?!
