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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Regionalismos transmontanos (48)


1. Labaça - espécie de acelga. Manha, astúcia, ronha. Lábia.
2. Laboceiro - vaidoso.
3. Laceira - preguiça, indolência, o m. q. lazeira.
4. Laganha - remela.
5. Lama do Boi - terrenos baldios cultivados por todo o povo ou que servem de pasto ao boi comum.
6. Lambisco - pequena porção de comida muito apetecível. Coisa boa.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Um esconjuro do Barroso (Trás-os-Montes)


A palavra engaranho - que eu conhecia - não vem registada nos vários dicionários que consultei. Nem mesmo Houaiss a refere, no seu amplo trabalho. Mas na obra colectiva "Usos e costumes do Barroso" (Chaves, 1972), de Barroso da Fonte, Lourenço Fontes e Alberto Machado, vem assim explicado: "O engaranho caracteriza-se por um estado geral de enfraquecimento juvenil, com braços e pernas cruzados muito delgados, feições mirradas e aspecto amarelado. O termo engaranho, é expressivo para designar esta doença que só se verifica nas crianças". Em termos mais simples e objectivos creio que seria uma espécie de raquitismo, a que estariam sujeitas muitas das populações desfavorecidas, por carências várias, mas também por razões de isolamento que originavam sucessivos casamentos consanguíneos.
Mas a obra citada descreve, detalhadamente, também, "Como se cura o engaranho". O ritual era complicadíssimo e com algumas variedades de acções e rezas, uso de juncos e utilização repetida do número 9, pronunciada pelo curandeiro, e obrigatório silêncio dos assistentes. Terminava assim o ritual, com a entoação seguinte:
Quem passa o Tejo,
faz pipos
e vedam o vinho
corta o engaranho
a este menino.
Pelo poder de Deus
e da Virgem Maria,
um Padre Nosso
e uma Avé-Maria.

sábado, 17 de novembro de 2012

A magia das palavras e os costumes no Barroso


Não será para desprezar o sentido mágico das palavras, onde por vezes se reconhece a origem, mas poucas, a razão. E não será apenas na construção da poesia, mas nos exorcismos, nas imprecações, nos solilóquios da comunicação com os animais ou, simplesmente, nas orações, nos mais íntimos diálogos. A invocação ao divino é uma constante etnográfica ancestral. Em abono, refira-se esta interessante "Oração para rezar após se ter amassado o pão", oriunda da região do Barroso (Trás-os-Montes), e pronunciada quando a farinha de centeio, já amassada para fazer pão, ficava a levedar:

S. Mamede te levede,
S. Vicente te acrescente,
S. João faça bom pão,
O Senhor te cubra de benção
E te ponha virtude
Que eu da minha parte
Fiz o que pude
Pelo poder da Virgem Maria
Um Padre Nosso e uma Avé-Maria.

terça-feira, 16 de março de 2010

Os 4 Cavaleiros do Apocalipse



Só para lembrar a data, amanhã. Da entrada destes 4 cavalheiros pela porta de serviço da História. Ainda para mais nos Açores que têm ilhas tão bonitas - dizem...