A Trafaria já foi vila mais bonita, quando por lá andei, de Julho a Setembro de 1968, diariamente, a tirar a especialidade no BRT (Batalhão de Reconhecimento e Transmissões). Hoje, o espaço do quartel parece uma quinta abandonada com pardieiros em ruina ameaçadora. Nessa altura, a praia ainda era frequentável e de águas limpas, embora a fímbria de areia já não fosse muito grande. Nos últimos tempos as águas não se recomendam, pela sujidade. Lentamente, o miolo da vila, vai sendo recuperado, no entanto, e algumas casas, no centro histórico, vão sendo restauradas e têm um ar airoso e aconchegado, à vista.
Creio que, quando a frequentei, há 50 anos, nunca almocei senão na messe do Batalhão. Não se comia mal e as doses eram generosas e apaladadas, sobretudo para quem vinha de Mafra...
Recomendar um restaurante tem sempre os seus riscos. Na restauração, as coisas mudam depressa, em Portugal, normalmente para mais caro e pior. Mas vou ousar destacar, na Trafaria, a Taberna Zé da Lídia, na rua Artur da Costa Pinto, nº 12. Fomos lá ontem, pela quinta ou sexta vez, e saímos a contento como habitualmente, pela excelente cozinha, o competente serviço, o preço moderado (60 euros para 4 pessoas, ainda deu direito a troco) e o agradável ambiente. Necessário é fazer reserva antecipada, porque o restaurante só tem 24 lugares.
Nas entradas, o pão fatiado é muito guloso e o paté de atum, caseiro, saboroso. As azeitonas também não desmerecem e aperitivam muito bem, a caminho das pataniscas de bacalhau, que nunca comi tão enfoladas. Todo o peixe é fresco e da melhor qualidade, ou não estivessemos à beira-mar...
Recomendam-se também os filetes de linguado que, como as pataniscas, são acompanhados de um arroz caldoso de feijão ou, em alternativa, de tomate. Quanto a carne, aconselho os Rojões ou Entrecosto, mas se houver Rancho, não percam - se apreciarem o prato. A respeito de vinhos, agradáveis, há uns pipinhos simpáticos pela sala, donde podem vir bons monocastas: Antão Vaz, quanto a brancos; e Cabernet, Touriga Nacional e Sirah, de tintos. O que sublinha o bom gosto de quem governa a Taberna...
Quanto a sobremesas, a Tarte de Limão é um primor!
E, já que o Verão parece ter vindo para ficar, vá lá!, atravessem o Tejo e venham refeiçoar à Trafaria.
Creio que, quando a frequentei, há 50 anos, nunca almocei senão na messe do Batalhão. Não se comia mal e as doses eram generosas e apaladadas, sobretudo para quem vinha de Mafra...
Recomendar um restaurante tem sempre os seus riscos. Na restauração, as coisas mudam depressa, em Portugal, normalmente para mais caro e pior. Mas vou ousar destacar, na Trafaria, a Taberna Zé da Lídia, na rua Artur da Costa Pinto, nº 12. Fomos lá ontem, pela quinta ou sexta vez, e saímos a contento como habitualmente, pela excelente cozinha, o competente serviço, o preço moderado (60 euros para 4 pessoas, ainda deu direito a troco) e o agradável ambiente. Necessário é fazer reserva antecipada, porque o restaurante só tem 24 lugares.
Nas entradas, o pão fatiado é muito guloso e o paté de atum, caseiro, saboroso. As azeitonas também não desmerecem e aperitivam muito bem, a caminho das pataniscas de bacalhau, que nunca comi tão enfoladas. Todo o peixe é fresco e da melhor qualidade, ou não estivessemos à beira-mar...
Recomendam-se também os filetes de linguado que, como as pataniscas, são acompanhados de um arroz caldoso de feijão ou, em alternativa, de tomate. Quanto a carne, aconselho os Rojões ou Entrecosto, mas se houver Rancho, não percam - se apreciarem o prato. A respeito de vinhos, agradáveis, há uns pipinhos simpáticos pela sala, donde podem vir bons monocastas: Antão Vaz, quanto a brancos; e Cabernet, Touriga Nacional e Sirah, de tintos. O que sublinha o bom gosto de quem governa a Taberna...
Quanto a sobremesas, a Tarte de Limão é um primor!
E, já que o Verão parece ter vindo para ficar, vá lá!, atravessem o Tejo e venham refeiçoar à Trafaria.




