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sexta-feira, 22 de maio de 2020

Em sequência, de Ruben A., um pequeno extracto


(...) Pensão Penguim. Já estava esquecido do ambiente inglês - tive a impressão que entrava numa das pensões do Sul da Inglaterra. Só ingleses e para cúmulo só comida inglesa. Ao jantar a sopa parecia desmaiada - o peixe e a carne à rasca para se distinguirem de paladar, ambos com batatas ressequidas de acompanhamento, pouco gosto além do unto mal lavado. Os ingleses conseguem transportar para o estrangeiro o bom das suas maneiras e o mau hábito da sua comida. Desforrei-me nas laranjas. (...)

Ruben A. (1920-1975), in Páginas (VI).

sábado, 9 de março de 2019

Quando...


...não temos nada de importante ou útil para dizer, podemos sempre falar do tempo, como os ingleses, com a sua suprema sabedoria, de isolados do Continente, costumam fazer, para abrir o diálogo ou preencher espaço.
Por exemplo: mas que ricos dias, que já parecem de Primavera!
Ou como os cronistas que, na ausência de tema, falam da crónica, em si mesma.

domingo, 24 de julho de 2011

Os Ingleses vistos por um Inglês


"A Grã-Bretanha é verdadeiramente um asilo de loucos. É uma das coisas que nos distingue de outras nações. Temos uma concepção muito flexível da normalidade. Sob alguns aspectos, somos rígidos e formais, mas acreditamos que temos direito à excentricidade, na condição de que os excêntricos tenham altura. Nós não somos muito tolerantes em relação aos pequenos."
Louis de Bernières (1954). Tradução da versão francesa do livro "Un immense asile de fous" (Mercure de France).