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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Sinais


Em 1969, Jorge de Sena (1919-1978), vindo dos E. U. A., onde leccionava na Universidade de Wisconsin, rumou à Europa. Dessa viagem, veio a resultar, no final do ano, a publicação, pela Portugália, de um livro de poemas intitulado Peregrinatio ad loca infecta. Na sua passagem por Lisboa, proferiu uma pequena palestra na Sociedade das Belas Artes. A sala onde o colóquio se realizou estava apinhado de curiosos, amigos e admiradores, mas também de alguns agentes da Pide, dissimulados por entre a multidão. Tive o prazer de assistir a esse acontecimento.
Um facto comprova que Jorge de Sena esteve, também, em Évora, a 11 de Fevereiro de 1969, na Biblioteca Pública da cidade. Foi com surpresa e alegria que constatei, ao compulsar uma miscelânea do século XVIII, há dias, que o Escritor também estudara esses documentos. Na folha anexa, constava, entre outras, a assinatura (ver imagem) de Jorge de Sena, que a requisitara por motivos de estudo. Se lhe terá sido útil é que não o posso afirmar...

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Balancete sumário


Da antiga Suite Tripla, de amplas janelas, lembro-me que licitei, para Inglaterra, um selo clássico e raro português, aqui há uns bons anos atrás. E fui bem sucedido.
Desta vez ficamos na Suite Velha, grande, mas com pouca luz natural. Almejamos, também por curiosidade, vir a ficar no Quarto dos Frescos, da próxima vez.
Do que mais vi, há que fazer referência aos manuscritos (Xavier de Matos, José Mazza, Pinto Brandão...) e a muitas dezenas de cegonhas, pelo caminho. Que se erguiam como sentinelas, do alto dos ninhos plantados nas torres da REN. Ou voando, com elegância longilínea pelos céus alentejanos. 
Trouxe transcrito um soneto fescenino de Tomás Pinto Brandão (1664-1743), talvez inédito, mas que terei pudor de vir a registar no Arpose que, por norma, evita chocar as almas mais sensíveis. A ver vamos, como diz o cego, na sua inocência esperançosa...