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segunda-feira, 9 de março de 2026

Ideias fixas 104


Finalmente, vimo-nos livres da conversa de chacha - dez anos é muito tempo, só para ouvir banalidades.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Falar barato

 

Os ditos "jornalistas" lusos andam desesperados com a falta de assunto: falta-lhes o rádio-voz das criadas...

terça-feira, 10 de junho de 2025

De antologia...

 


" Somos portugueses porque somos universais e somos universais porque somos portugueses."

Marcelo Rebelo de Sousa (1948), no discurso do 10 de Junho de 2025.

sábado, 22 de abril de 2023

Máxima presidencial


A prática e a teoria. 
Ter sido sindicalista, anteriormente, pode abrir caminhos, com certeza. Professor catedrático, nem sempre. Prejudica, muitas vezes, pelos untos mentais criados.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Constatação


Finalmente, tivemos a ocasião de ouvir o silêncio presidencial.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Comic Relief (139)


Para tudo há solução:
mas há que ter sempre
um Speedy González
voluntário, à mão.


grato reconhecimento a AVP.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Idiotismos 39


A fazer fé naquilo que afirma António Thomaz Pires, no seu Origem de várias locuções, adagios... (Elvas, 1928): "Os turcos cumprimentam-se uns aos outros, com : SALAMALAI KOM (a saúde vos acompanhe); destas palavras árabes veio a palavra salamaleque."
Actualizadamente, a expressão correcta será Salaam Aleikum, traduzível por: a paz esteja convosco. E a adaptação ao português, ou corruptela fazer salamaleques vale por um tratamento cortês algo exagerado.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Comic Relief (128)


Não estar à altura.
Já Sarkozy usava uns sapatos de saltos altíssimos, para estar à altura de Carla Bruni.
Agora, a François Hollande, arranjaram-lhe um palanque...
Estes pequenos gauleses deviam era pôr os olhos no grande Corso!


grato reconhecimento a C. S..

sábado, 14 de maio de 2016

As paredes têm ouvidos...


Mas que pérola! E logo na primeira página do jornal Público de hoje (14/5/2016).
Não satisfeitos com a proeza, estes jornalistas de uma cana, repetiram o feito, em título de página interior...


terça-feira, 19 de abril de 2016

A ideia do dia, ou: pela boca morre o peixe


Pressagiei, em tempos, que o consulado de Marcelo Rebelo de Sousa poderia vir a ser flamboyant...
Carlos Reis, hoje, no jornal Público, efabula sobre o pastor e o lobo, a propósito do frenesi do PR. Refere: " Não há dia em que o nosso Presidente não surja nas televisões e nas rádios ( e depois nos jornais) a declarar, a comentar, a discursar, a dissertar, a responder e a opinar. ..." A crónica (O Presidente e o lobo), do catedrático de Coimbra, merece ser lida na íntegra, pela sua lucidez e pertinência.
Também me parece que Marcelo corre o risco, no futuro, de vir a falar para as paredes ou, pior fim, a vir a ser comido por algum lobo...

sexta-feira, 18 de março de 2016

A letra escarlate


Pois foi, até me lembrei do norte-americano Nathaniel Hawthorne (1804-1864) e do seu romance The Scarlet Letter, publicado em 1850. Mas entretanto, que diabo!, já se passaram mais de 150 anos, muito embora, durante o nazismo, os judeus também fossem obrigados a usar um sinal ou ferrete muito semelhante. Os denunciantes ou informadores é que tiveram sempre protecção superior.
Mas este rapaz, que dá pelo nome castigado de Paulo Pena, jornalista do Público, escreveu assim, hoje, no jornal: "...As casulas foram desenhadas pelo arquitecto português, comunista, Álvaro Siza Vieira. ..." Como é que o rapazote sabe a filiação do nosso prémio Pritzker? Eu não sei. E, por outro lado, e pelo razoado, este jovem parece ter pouco mundo, dentro da sua iluminada cabecita. Será que é clérigo? Terá andado no Seminário? Porque a notícia me parece extremamente paroquial...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Pêerres


Recebi, recentemente, um e-mail em que, por parcelas discriminadas (pessoal,  despesas de representação, viaturas de serviço, arrendamento de imóveis...), se afirma que a Presidência da República, nos últimos 10 anos, gastou, em média, cerca de 21 milhões de euros anuais. Não sei se os números são credíveis, nem se as contas são exactas. Também não poderei dizer se é abusivo, ou não. Mas sei que este tipo de e-mails são recorrentes, e vão no sentido de denegrir e descredibilizar a classe política. E, por isso, não deixo que me afectem grandemente.
Sei que o primeiro cargo da Nação se deve revestir de um mínimo de dignidade, não compatível, portanto, com restrições avaras excessivas, nem com dificuldades financeiras que denunciem uma debilidade da instituição, sobretudo no exterior. Independentemente da personagem que a represente. Porque o povo (e perdoem-me o subjectivismo), às vezes, também escolhe mal...
Dos 4 Presidentes da República eleitos, depois do 25 de Abril, dois deles eram originários de famílias modestas; os outros dois, da classe média-alta. Penso que estes últimos, por hábito e condição, teriam, decerto, tendência a serem mais perdulários, enquanto os outros (Eanes e Cavaco), de modestas origens, em princípio, tenderiam a ser mais morigerados nos gastos. Neste último consulado presidencial, embora num período em que a inflação esteve mais controlada, as despesas não diminuíram, antes pelo contrário...
Em voto de piedosos desejos e esperança, o e-mail que recebi, deseja que o Professor Marcelo, proximamente, ponha cobro ao despesismo perdulário dos últimos tempos. Deus o ouça!...

sábado, 16 de janeiro de 2016

Politicamente incorrecto


Algumas Senhoras não irão gostar daquilo que eu vou dizer.
Durante toda a minha vida activa profissional, em empresas privadas, nunca vi com bons olhos, ou aceitei, que algum dos pais levasse para o seu local de trabalho o(s) seu(s) filho(a/s). A não ser, em circunstâncias excepcionais, ou de emergência.
Mas há, certamente, pontos de vista diferentes. Como há antecedentes notórios e exemplos recentes insólitos.
Soube, há pouco, que o falecido ex-governador de Moçambique, Baltazar Rebelo de Sousa, que também foi ministro do Ultramar, costumava levar para os lanches, ao sábado de tarde, no restaurante A Choupana, o seu jovem rebento (que teria então 10/12 anos) Marcelo, para assistir aos diálogos. Estes lanches destinavam-se a preparar o futuro político de Marcelo Caetano, que presidia a estas merendas conspirativas, no tempo em que Salazar ainda era vivo.
Há dias, surpreenderam a Europa as imagens da deputada Carolina Bescansa, do Podemos, com o seu filho ao colo, nas Cortes espanholas. Dir-se-á: mas "de pequenino é que se torce o pepino". Acho mal. Ainda para mais porque o Parlamento espanhol tem, no seu próprio edifício, uma creche para os filhos dos deputados e funcionários das Cortes. Exibicionismo deslavado, aproveitamento tosco? Não sei.
Em qualquer dos casos e como sequela de ter cumprido o serviço militar, remato com a máxima corporativa, então em voga: "serviço é serviço, conhaque é conhaque"...

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Comic Relief (120)


Camaleão excelentíssimo... ou, transforma-se o amador na coisa amada.

agradecimentos a C. S..

domingo, 19 de janeiro de 2014

Críptica (ou entendível para quem faz "zapping")


Entre aquele que fala da Barbie, que vai ser vestida de Inês de Castro, para glória lusa, e o comentador televisivo que aborda as energias renováveis, em relação a Portugal, vai uma escolha e diferença de tomo. Até parece que o laranja é róseo e o rosa se transfigura de vermelho austero. No hiato, entre um e outro, há um horizonte mental de distância incomensurável. O comprimento do agrado que medeia entre ver uma corrida de 100 metros e a paciência beneditina de acompanhar uma maratona.
O professor martelo, embora catedrático (de Direito), é, definitivamente, um fala-barato...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Portugal no seu melhor


Por mero acaso, assisti na TV a um diálogo (com moderadores equilibrados, mas activos e perspicazes) entre Manuel Alegre e José Cid. Sobre temas da actualidade. Nada de mais oposto, politicamente. José Cid, monárquico empedernido, Manuel Alegre, retintamente republicano, mas ambos de uma coerência ideológica firme e cristalina que nunca excluíu um diálogo urbano, solidário e inteligente. Houve momentos de emoção, de humor, de picardia, por vezes, mas sempre num tom de respeito democrático e elevado. Foi salutar, para mim. Até ambos, numa aliança de nobreza e dignidade, recusaram "jogar", durante o programa, o desporto, muito em voga hoje em dia, denominado "tiro ao Cavaco" - assim crismado pelo acutilante Professor Marcelo.
No final, José Cid sentou-se ao piano e cantou, com letra de Manuel Alegre, uma canção dedicada a um amigo comum - Adriano Correia de Oliveira. O Poeta assistiu, de rosto emocionado. Foi um momento bonito de uma fraternidade portuguesa que pode ultrapassar os pormenores da divergência, para se unir, naquilo que nos é essencial.