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segunda-feira, 2 de julho de 2018

O Porto que se cuide!...


O improvável acontece e eu nem queria acreditar. Mas, como ouvi a nova pela boca do sério  e probo jornalista Joaquim Letria, faço fé absoluta nas suas palavras.
Então não é que roubaram, do Jardim Botânico do Porto, o busto de Sophia Andresen (1919-2004), que lá tinha sido colocado em 2011? Não satisfeitos com a proeza e impunidade, voltaram lá e levaram também o busto de Ruben A. (1920-1975). Ficaram os pedestais...

Amantes de literatura, os aficionados? Não creio. Talvez amor ao metal...
E o sr. Moreira já terá dado por isso?

domingo, 3 de janeiro de 2016

Variações por sobre os tempos que correm


Chove, miudamente. E parece que toda a semana há-de chover, num destino que Janeiro traz consigo.
Na Tabacaria iluminada, onde vou comprar o jornal e tabaco, um homem de meia idade e sorriso prazenteiro obstina-se em desejar Bom Ano!, a todos os entrantes. Digo-lhe que não o conheço, mas aceito, e agradeço. A empregada, afável, explica-me que ele faz isso com todos os clientes...
Decidido que está o sentido do meu voto, para 24/1, não me tenho preocupado, excessivamente, em presenciar e avaliar os debates entre os candidatos. Mas tem ocorrido que, entre os zappings que faço, tenha ouvido pequenas partes de alguns. Mornos e pouco empolgantes. Admira-me, no entanto, a feroz agressividade de alguns jornalistas-moderadores(?). Na melhor esteira das Marantes, das Guedes, dos Santos orelhudos, das Sousas... Intimidados, os presidenciáveis, até parecem tímidos e com sentimentos de culpa. E lá vão, constrangidos, debitando banalidades.
Dá-me para a nostalgia e para me lembrar do profissionalismo de Letria e de Maria Elisa, excelentes perguntadores que permitiam a conversa amena e o esclarecimento útil. A minha melancolia, no entanto, é capaz de vir da chuva... Que continua a cair, miudinha e persistente.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Palavras do dia (11)


Joaquim Letria foi (é) um dos mais competentes jornalistas portugueses. Que, com a sua inteligência e afabilidade, conseguia criar nas suas entrevistas um clima de distensão, ou como moderador uma harmonia de que resultavam grandes momentos televisivos. Destaco, por exemplo, o confronto Soares/Cunhal.
Pois, hoje, ter-lhe-á sido perguntado quais eram as expectativas dele, quanto ao debate Coelho/Costa. Respondeu que o confronto será o mesmo que assistir a um jogo de futebol entre o Arouca e o Tondela.
Oxalá a sua previsão se não verifique...