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sábado, 3 de março de 2012

Bulhão Pato e Herculano


Nascido em Bilbau, a 3 de Março de 1829, filho de pais portugueses, Raimundo António de Bulhão Pato veio a falecer no, então, pequeno lugarejo outrabandista, Monte da Caparica, com 83 anos de idade. Caçador apaixonado, poeta, amigo dos seus amigos e gourmet que deixou seu nome a algumas receitas portuguesas, Bulhão Pato era também um homem supersticioso. Conta-se que, no último ano em que Alexandre Herculano festejou os seus anos, Bulhão Pato, que era um dos convidados, apercebeu-se preocupado que eram 13 à mesa. Para desfazer o enguiço, terão ido buscar a filha do caseiro, mas a moçoila, pouco habituada a grandes comezainas, teve um começo de indigestão, abandonou a mesa, e os convivas voltaram a ser 13. Em menos de 6 meses, em Setembro de 1877, Herculano viria a falecer. E, a partir daí, a superstição de Bulhão Pato ainda se tornou maior.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Mercearias Finas 29 : breve miscelânea sobre a caça




A caça foi, de início, uma forma natural de exercício humano mas, também, uma questão de necessidade para a sobrevivência do Homem. Para os primitivos, a caça foi o seu alimento principal, servia de vestuário e ferramenta, através dos ossos dos animais abatidos.



Vários escritores portugueses usaram a caça como motivo ou falaram dela nos seus escritos. De Fernão Lopes a Torga, de Camilo a Manuel Alegre. De Bulhão Pato, escritor e gastrónomo conhecido, há pelo menos uma receita: Lebre à Bulhão Pato. E, de Fialho de Almeida, também consta um Arroz de Perdizes. Por falar nesta ave de caça, há um ditado que diz: "Perdiz, só com dedo no nariz", que tem uma razão objectiva. De uma forma geral, nenhuma peça abatida, seja ela javali, lebre, veado ou perdiz, deve ser comida no próprio dia em que é caçada. E isto porque ao sentir-se perseguido, o animal ao fugir e ao ser caçado tem medo e o seu organismo segrega ácido láctico em excesso para alimentar os músculos que, por sua vez, libertam ácido úrico que se espalha pela carne. Daí a vantagem de algum tempo de repouso, antes da caça ser cozinhada e comida.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Para situar e marcar uma data


Raul Brandão, em "Os Pescadores", chamou-lhe "horrível" (sem justificar), mas Bulhão Pato e Ramalho Ortigão foram mais amáveis para com a Trafaria. De Junho a Setembro de 1968, para lá caminhei, diariamente, em direcção ao Quartel de Transmissões, excepto aos sábados e domingos. A travessia do Tejo, no "ferry" que vinha e ia para Belém, de manhãzinha e ao crepúsculo, por esse Verão longínquo, era um esplendor. Ficou-me uma impressão agradável desta vila piscatória que me parecia, na altura, uma aldeia do Norte.
Fizeram-lhe, entretanto, um passeio marginal a acompanhar o Tejo - ficou mais bonita, a Trafaria. Além disso, na "Velha Casa Marítima" come-se a melhor "mousse" de chocolate da zona Sul, tirante a que HMJ faz, às vezes, cá em casa. Por isso, tenho quase a certeza que o jantar nos irá agradar.