Mostrar mensagens com a etiqueta British Library. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta British Library. Mostrar todas as mensagens

sábado, 28 de outubro de 2017

Marcadores 28


Embora a edição de livros, na Grã-Bretanha, continue florescente, confesso que tive dificuldade, no que diz respeito a livros novos, em encontrar alguns clássicos ingleses. Por exemplo, a obra ensaística de W. H. Auden. E muito menos os encontraria na loja-livraria da British Library. Que, sendo agradável, privilegiava sobretudo a literatura infanto-juvenil e a temática policial na sua exposição e acervo. De lá trouxe estes 2 marcadores e posso informar que a colecção policial promovida e editada pela BL conta já com várias centenas de títulos...



para MR.

domingo, 22 de outubro de 2017

Apontamento 107: A acentuada caminhada para a degradação


  

Aqueles que se encontram já – e felizmente – fora do chamado “mundo do trabalho”, que mais apropriadamente se devia designar actualmente por nova escravatura, afastaram-se de um ambiente de extrema hostilidade e ignorância sobre o mais elementar senso comum e respeito pelas normas mínimas de civilidade e dignidade humanas.

Pontualmente, ou por opção de manter a comunicação com o mundo real, ou por invasão abusiva dos tentáculos do MUNDO ECONÓMICO E FINANCEIRO que nos entra pela casa adentro – por via de telecomunicações e empresas quejandas – termos de nos confrontar com esse “mundo às avessas” que nos pretende tornar, nos seus ritos publicitários, preventivos e securativos, em “gado a caminho do matadouro” sem pensamento autónomo.

Por acaso, não consegui melhor imagem quando me vi, naqueles “SSS” tolos e repetitivos dos aeroportos, todos iguais e desumanos, a aproximar-me do “matador”, ou seja, do “sigurança” de poucas falas e ainda menor civilidade para atender seres humanos, já que foi escolhido e ensinado, pela eficácia do mundo financeiro, apenas para prestar um serviço inócuo, repetitivo e completamente degradante.

No meio deste deserto de humanidade em que se tornaram os aeroportos e toda a economia turística, espanta-me, pela revolta íntima que senti, que ainda haja tanta gente a querer viajar e sujeitar-se a esses tratamentos caninos, sem levantar voz ou reclamar.

No passado, andei pela Europa em muitos transportes – pedestres, automóveis, fluviais, aéreos e ferroviários – com muitas deficiências próprias da época e dos países em questão.

Confesso, no entanto, que nunca senti tanto desprezo pela pessoa humana como na última viagem, fruto de um novo domínio do ECONÓMICO, sem regras, sem limites e sem consideração pela essência e dignidade humanas, completamente desorganizado e caótico nos pretensos serviços prestados ao CLIENTE.

Assim, as “boas vindas” das hospedeiras da TAP, com o seu refrão “chapa-zero” e completamente vazias de conteúdo, não conseguem anular, de todo, uma actividade económica de turismo, montada com objectivos opostos, revelando-se, efectivamente, como uma ofensa insuportável e contínua à dignidade humana, física, mental e assistencial.

A imagem acima não tem nada a ver com as contrariedades e a gravidade do texto. Serve, exactamente, de contraste para saber se, nas condições expostas, valerá a pena sair do nosso lugar de sossego e humanidade possível.

Fica o testemunho do cumprimento de um “dever metodológico” de investigação que, embora associado a outros afazeres de natureza diversa, representa, até ao momento, a pior experiência de deslocação para o lugar de “meninos a dormitar em acervos distantes”. Gostei, no entanto, do “berço” em que os “meninos” estavam dormitando.


Salvo seja !

Post de HMJ

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Últimas aquisições


Eu nunca tinha ido à Foyles, em Charing Cross. E W. H. Auden era um motivo maior.
Mas Emily Dickinson também colhe as minhas preferências. Colhia-a na British Library.
E o livro sobre Matisse, de Alastair Sooke, veio da Royal Academy of Arts, quando visitei a exposição Matisse in the Studio, em muito boa hora.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Um livro precioso


Deu-me grande satisfação, hoje, saber que a Fortaleza da Torre Velha, onde Francisco Manuel de Melo esteve preso, próximo de Almada, foi classificada como Monumento Nacional. É uma construção única da arquitectura militar portuguesa, projectada no tempo e sob a traça avisada de D. João II (já aqui falei, no Blogue, desta Torre singular). A última vez que lá estive, fiquei consternado, porque a decadência era muita. Pode ser que, agora, sendo Património reconhecido e nacional lhe restituam a dignidade perdida. Porque, nem sempre, os portugueses sabem estimar e conservar os bens preciosos que nos vieram dum passado que, em muitos aspectos, foi rico e grandioso.
Por outro lado, e quase em simultâneo, tive conhecimento, através do TLS, que a British Library, com o contributo de vários mecenas, conseguiu adquirir por cerca de 9 milhões de libras (à volta de 11 milhões de euros) o famoso e único Cuthbert Gospel of St. John. É um livro de mão ( ou de bolso: 13,2 por 9,2 cm.) manuscrito do sec. VII e pertencia ao Stonyhurst College, instituição dos Jesuítas, no Lancashire. O manuscrito encontra-se intacto e com a encadernação da época. Terá sido colocado, em 687, no túmulo de S. Cuthbert, daí foi retirado em 1104, e bastantes anos depois foi entregue aos Jesuitas ingleses. O preço vultuoso da venda coloca este este livro manuscrito como o 2º mais caro, desde sempre.
Acrescente-se que, após a compra, a 17 de Abril de 2012, a British Library o vai mandar digitalizar. O que é uma óptima notícia para os estudiosos e bibliófilos interessados.