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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Alturas

 

Lá diz o ditado que "os homens não se medem aos palmos." E Napoleão media apenas 1m56. Sarkozy que tinha 1m60, no entanto, usava saltos altos para não ficar abaixo da sua Carla Bruni, que era esguia e elegante.
Mas vale a pena reparar que grande parte dos meia leca têm quase sempre um andar de bamboleio, com movimento de balanço dos braços que quase parece que querem levantar vôo. Putin (1952), apesar do seu 1m70, é um caso exemplar de tentativa de levitação...

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Por arrasto


A nossa época tem uma certa avidez por heróis, talvez por que lhe faltem bons exemplos, no presente.
Surpreendeu-me a extrema celeridade (apenas um ano após a morte) com que Simone Veil (1927-2017) acedeu ao Panthéon, através dos bons ofícios do sr. Macron que, nessa impaciência institucional, me fez lembrar o sr. Sarkozy. E não deixei de achar curiosíssimo que Simone Veil fosse acompanhada, para essa academia de memória eterna, pelo seu marido Antoine Veil (1926-2013) que, entre outras coisas, foi um alto funcionário da indústria francesa de armamento. Numa república que se proclama laica, achei comovente esse toque de atenção e ternura familiares...
Por cá, movem-se os interesses no sentido de levar, para o Panteão Nacional, os restos mortais de Mário Soares (1924-2017). A concretizar-se o facto, será que vai ser acompanhado, seguindo o exemplo francês, por Maria Barroso (1925-2015)?
Em paralelo (invejoso?), algumas personalidades do PSD começaram a movimentar-se no sentido de homenagear, da mesma forma, Francisco Sá Carneiro (1934-1980). E estarão a pensar fazê-lo acompanhar da sra. Ebba Merete Seidenfaden (1940-1980), ou não?
É que, assim, o nosso Panteão Nacional, qualquer dia, não chega para albergar tantos ramos familiares. Será necessário ampliá-lo, por uma questão de delicadeza, respeito e ternura votiva. 

terça-feira, 26 de julho de 2016

Comic Relief (128)


Não estar à altura.
Já Sarkozy usava uns sapatos de saltos altíssimos, para estar à altura de Carla Bruni.
Agora, a François Hollande, arranjaram-lhe um palanque...
Estes pequenos gauleses deviam era pôr os olhos no grande Corso!


grato reconhecimento a C. S..

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Pequena história (41)


É um factor dissonante, talvez de um ponto de vista um pouco preconceituoso, mas a desproporção de alturas em casais, que vemos, causa sempre alguma perplexidade, sobretudo quando a mulher é mais alta. O caso recente de Sarkozy e Carla Bruni, por exemplo. Mas, por cá e em tempos mais antigos, era também visível a diferença de alturas entre o rei D. Carlos e a rainha D. Amélia, mulher excepcionalmente alta, para a época.
Um equilíbrio notável, em proporção, era o que existia entre  Pedro de Freitas Branco (1896-1963) e a sua esposa, a pianista de origem francesa Marie-Antoinette Lévêsque (1903-1986): eram ambos muito altos. O maestro português media 2 metros, e a mulher atingia 1m99. Por graça, quem os via, na rua, costumava dizer: "Lá vão as duas antenas da Emissora Nacional!..."


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Uma capa


Não sendo uma revista para rir, a capa do último "Le Nouvel Observateur" é muito bem apanhada. Limita-se a ilustrar uma frase de Nicolas Sarkozy, que dizia nos últimos dias da campanha eleitoral que "sentia uma vaga de fundo". Essa onda, afinal, foi pequena e não o levou senão à 2ª posição, nos resultados da primeira volta...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A melhor da semana (para mim)


A composição é de "Le Nouvel Observateur", e magistral como retrato de família. Dispensa comentários, embora possa notar-se a ausência de Serge Gainsbourg, que seria a ovelha negra do clã, para remate.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Os diúnviros e o triunvirato


Assisto, com crescente perplexidade, ao servilismo acarneirado dos políticos europeus perante a ditadura consumada com que o diunvirato Merkozy tiraniza a Comunidade. Sem a mínima reacção, senão muito tímidas e vagas declarações de intenções, os outros políticos da Europa vergam a cerviz e dizem sempre que sim àquilo que a dupla Merkel-Sarkozy lhes impõe.
Mais. Todos aceitam o triunvirato da ditadura das agências de ratos (standard & poor's, moody's, fitch) que, ainda ontem, proclamaram a insatisfação pelo resultado da última cimeira europeia, e ameaçaram cortar mais o rating dos países. 
Mas o que é isto? Que escravatura consentida é esta? E não se faz nada? Ao menos que os países europeus cortassem as avenças exorbitantes que pagam a esses boys, para viverem à grande e se enfrascarem de buzz, injectando-se de drogas - como refere Paul Krugman. Bem fez uma instituição bancária portuguesa que rescindiu o contrato com uma destas agências parasitas. Mas estes políticos europeus não têm coragem, nem hombridade e, como na "Metamorfose" de Kafka, também se vão transformando em musaranhos.
Ou, como diz o povo: "Quem não se sente, não é filho de boa gente."