Mostrar mensagens com a etiqueta Bernardo Futscher Pereira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bernardo Futscher Pereira. Mostrar todas as mensagens

sábado, 2 de agosto de 2025

Retratos (35)



" Muitos anos depois, em 1965, quando o grande político inglês estava a morrer, o ditador português queixou-se a Franco Nogueira de que Churchill «não podia com ele» - tinha-lhe uma verdadeira «aversão». Não admira. Entre as duas personalidades não podia existir maior contraste. Churchill era emotivo, truculento, impulsivo e generoso; Salazar, frio, reservado, avaro e controlado. Churchill podia ser bruto, mas era também capaz de revelar grande compaixão, inclusivamente para com os sofrimentos do inimigo. Salazar era comedido e sibilino e não se deixava facilmente comover. O chefe do Governo português era um asceta que levava uma vida monástica; Churchill, um sibarita e um gregário. " (pg. 454)

Bernardo Futscher Pereira, in A Diplomacia de Salazar (1932-1949).

domingo, 25 de maio de 2025

Do que fui lendo por aí... 69



Nem sempre a pequenez de um país o remete, fatalmente, para a sua insignificância diplomática ou para uma neutralidade política obrigatória. É isso que me vem dizendo a leitura (vou na página 107 das 592 totais) deste interessante livro, capa em imagem acima, que me foi emprestado por H. N., em boa hora.
Em abono dessa ideia inicial eu poderia também lembrar Cuba dos tempos de Fidel ou até mesmo a Coreia do Norte e o seu algo ridículo Kim Jong-un, presentemente.