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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Vamos a eles!


Aqui se apresentam, para ensaio geral e ainda na sua forma íntegra, os Mexidos (cuja receita foi frequentada, até agora, por 191 visitantes), os Bolinhos de Jerimu, a Sericaia e o germânico Christstollen.
O bacalhau já coze na panela, mai-la penca, as batatas, as cenouras...
A ver se chegamos para eles.
Boa Consoada a Todos!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Marcadores (6)


Se a escolha de azulejos, bonitos como eles são, foi boa, a opção pela temática do bacalhau, para o segundo marcador foi, no mínimo, insólita. Mas resulta pela surpresa...
Foi um bom Amigo que mos ofereceu, recentemente, e a quem, aqui, agradeço.

terça-feira, 29 de março de 2011

Iconografia moderna e laica (12) : antes da A. S. A. E.


Para lá de, ao olhar para esta magnífica fotografia antropológica de Paula Oudman, pensar com grande bonomia na intemerata cruzada dos cavaleiros da A. S. A. E. ( por falar nisso, que será feito daquele Rei Artur de bigodes que fumava cigarrilhas no Casino do Estoril? Morreu, estará doente?), não posso deixar de pensar, também, na diferença de preços do nosso fiel amigo - o bacalhau. O que o Euro nos fez! Nunca mais foi o bacalhau a pataco... E, agora, até vem nórdico e loiro, da Noruega: lavadinho e asséptico. Há que temperá-lo com muito alho...
Com fraternos agradecimentos ao António.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Mercearias Finas 23 : Bacalhau e Bacalhôa



Estamos no mês em que o bacalhau é rei. A norte, sobretudo, onde a Consoada não prescinde dele, cozido. Na minha infância e adolescência o preferido era o inglês, hoje o norueguês tomou conta do mercado. Nesses tempos recuados, era acompanhado por vinho verde tinto que, quando era de Basto (e era-o muitas vezes) era acidíssimo, e não recomendo. A opção, na minha opinião, deverá fazer-se por um vinho branco encorpado ou um tinto de média pujança. O tinto da Bacalhôa creio que será forte demais a acompanhar um cozido de bacalhau. E é pena, que os nomes casavam bem. Mas o tinto da Quinta da Bacalhôa, com os seus 90% de Cabernet Sauvignon e 10% de Merlot, parece-me fora de causa.
Estas castas terão sido plantadas, possivelmente, no tempo em que a proprietária foi uma norte-americana, Orlena Scoville, que comprou a Quinta em 1936. Nos anos 90 foi vendida ao comendador Berardo. Inicialmente, o terreno pertencia à Corôa Portuguesa, no tempo de D. João I. Em 1528, foi adquirida por Brás de Albuquerque que lhe construiu casa e jardins, e lhe deu feição renascentista, que se manteve até hoje. Chegou a ser pertença de D. Carlos que a comprou em 1903. Mas, ainda em finais do séc. XVI, a Quinta da Bacalhôa foi herança de D. Maria Mendonça de Albuquerque, que casou com D. Jerónimo Manuel. O marido tinha a alcunha de "Bacalhau" e a esposa, naturalmente, seria "Bacalhôa". Daí, provavelmente, o nome da Quinta.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Curiosidades 23 : os peixes


Da História Natural dos Peixes (1883), de David Corazzi Editor, passo a citar:
"...Nenhum dos nossos animais domésticos se reproduz tão abundantemente. D'entre os mamíferos a maior parte só produzem um filho por ano; e nenhum ultrapassa o número de cem. Não existe ave alguma que ponha mais de 150 ovos por ano. Se considerarmos a reprodução dos peixes, encontramos por exemplo que o lúcio põe 40.000 ovos, o arenque 60.000 e o bacalhau 900.000 por ano. (...) Refere o sr. Luciano Cordeiro em uma interessante memória, que os pescadores portugueses foram os primeiros que organizaram a pesca do bacalhau em 1500 ou 1501. Uma colónia formada por gente de Viana, de Aveiro, e da Ilha Terceira, cujos habitantes eram mui dados à pesca, foi estabelecer-se na Terra-Nova para este fim, - e esta pescaria assumiu depressa tão grandes proporções que o rei de Portugal, em 1506, ordenou por um decreto, que nos portos do Minho se cobrasse o dízimo sobre os produtos da pesca do bacalhau. (...) O porto de Aveiro tinha, em 1550, cento e cinquenta navios destinados à pesca do bacalhau. E não só de Aveiro partiam flotilhas para este fim; o Porto e Viana davam igualmente o seu importante contingente para essas pescarias. Ainda em 1598 (quando já Portugal principiava a entrar em decadência) iam anualmente para a Terra-Nova à pesca de bacalhau uns cinquenta navios. ..."