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domingo, 26 de julho de 2026

Constatação

 

Quando os nomes das vítimas são muitos, deixam de o ser e passam a ser números.

segunda-feira, 26 de junho de 2023

Osmose 131


Nomear é conhecer, de algum modo. Daí a obsessão por um nome esquecido que nos fugiu da memória, e que, de noite e na escuridão, perseguimos incansavelmente pela insónia dentro.
Os números são mais para situar geografias e estados. Contento-me, satisfeito e tranquilo, com aqueles que esta manhã o corpo acusou: 126, 68, 76 sem arritmia. Saúde-se a boa proporção.

domingo, 20 de novembro de 2022

Números e categorias



Das antigas cidades portuguesas, que eram 36, na minha adolescência, a mais pequena era Pinhel aonde nunca fui e que contava 2.100 habitantes. Nessa altura, Guimarães tinha 19.000 habitantes e Lisboa quase um milhão (as rendas altas, de algum modo, provocaram o êxodo gradual da capital para a periferia e subúrbios...).
Hoje, há muitíssimo mais cidades no território nacional e desconheço quais são as razões ou obrigações que justificam nomear uma vila ou aldeia para a categoria superior. Estranhei, por isso, que ao ver um vídeo curioso sobre Manteigas (próxima da serra da Estrela), com 2.909 habitantes, no censo de 2021, a localidade não tenha sido promovida ainda de vila a cidade...
Porque certamente Pinhel não foi despromovida e duvido que tenha aumentado muito a sua população...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Lembrete 87



Menos atempadamente do que o costume, aqui damos conta da saída do número 15 da revista Electra, referente ao Inverno 2021/22. A temática principal são os números, desta vez.

sábado, 26 de dezembro de 2020

Divagações 166


Numa das suas últimas entrevistas, reproduzida no JL especial editado aquando da sua desaparição do mundo dos vivos, Eduardo Lourenço (1923-2020), a propósito da morte, falava de números. Lembrei-me que, durante a guerra colonial (1961-1974), nos jornais portugueses e em local pouco destacado, quase diariamente, aparecia o número das baixas humanas, nos vários teatros de guerra. Em média era o número 3. Curiosamente, como agora com a pandemia, é um algarismo anónimo, embora muito maior, e descriminado por diversas alíneas, que aparece, quotidiano... 

O terrorista é agora o Covid-19, inimigo oculto e anónimo também, mas que parece ter uma personalidade própria, agressiva e letal. E que não conseguimos perceber se luta para ele próprio conseguir sobreviver ou se apenas pretende ceifar e ceifar, indiscriminadamente, apenas para destruir, cada vez mais, em números indiferentes e arrasadores, os seres humanos. Numa contabilidade impiedosa e cega. Mesmo que o nosso não fosse um tempo em que a economia predomina e submerge tudo, também assim a palavra cada vez perde mais espaço. Cedendo o lugar aos números. 

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Paradoxo, ou a insensibilidade dos grandes números


Os números excessivos empurram-nos, quase sempre, para a abstracção e para uma certa insensibilidade. Será o caso deste título, em imagem que encima o poste, e que aparece na página 9, do jornal Público de hoje.
Se, no entanto, a notícia for, por exemplo, Sexagenário sovado por ladrão nocturno, o número singular, ainda que anónimo, acaba por não nos deixar inteiramente indiferentes. O que não deixa de ser um estranho paradoxo.
Quanto ao título, em imagem, muito haveria que dizer, mas não vem ao caso fazê-lo, agora...

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Números vistos por dentro, em jeito de balanço


A fortuna, sobrevivência, assiduidade de visitas e favoritismo dos postes depende de muitos factores. Um dos mais importantes, creio, é a iconografia usada. A preponderância da imagem, em detrimento do texto e sua leitura, explica talvez a preferência, por vezes, de muitas visitas pelo insólito e inesperado. E a sua pressa... Abundam, na net, os blogues bissextos, congelados, acabados para sempre; mas há também os que mudam de nome (?). Fidelidade e persistência são virtudes raras. Dão trabalho e cansaço.
O Arpose, que recentemente ultrapassou quatro anos e meio de vida, tem um histórico de 6.413 (incluindo este) postes publicados e 16.566 comentários, dos quais cerca de metade pertencem aos colaboradores, que habitualmente re-comentam. Com cerca de 600.000 visitas às páginas (incluindo as espúrias, dos computadores mecânicos, que procuram inçar o Blogue de publicidade parva, mas que vão directos para o spam), os visitantes verdadeiros, por nacionalidade têm o seguinte Top5:
1. Portugal (como seria natural): com 302.359 visitas.
2. Brasil: 146.066.
3. Estados Unidos (muitas das quais do Google): com 67.285 visitantes.
4. Rússia: 28.175.
5. Alemanha: 18.189.
Quanto a postes, o seu favoritismo pode resultar de múltiplos factores que podem ir da imagem apelativa ao texto curioso e que desperte interesse. Mas também a reprodução da iconografia em lugar cimeiro de um motor de busca, a inclusão num qualquer feicebuque ranhoso (e vem logo imensos carneirinhos...) e, porque não, por razões insondáveis da procura da mainstream dos cibernautas. Seja como for, aqui vão os postes mais visitados do Arpose:
1. Mercearias Finas 28: Castas de uvas portuguesas (29/3/2011) com 1.493 visitantes.
2. Do "Bestiário" de Leonardo da Vinci (28/10/10): 1.297 visitas.
3. Ainda Julio Camba: em louvor do linguado (24/6/10), com 1.063 visitantes.
4. Pinacoteca Pessoal 6: Vincent van Gogh (27/2/11) - 913.
5. Bibliofilia 53: Eau de Cologne (29/10/11), com 846 visitas.

E é tudo, por hoje.