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terça-feira, 10 de setembro de 2024

Mudam-se os tempos...

 

Dantes, eram as bibliotecas itinerantes da Gulbenkian, por cá, agora, por falta de vocações católicas são as igrejas móveis, a que os alemães chamam das Gottesmobil. Esta, em imagem, anda pela Floresta Negra a dizer missas, e com padres nómadas...

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Influências e origens

 

Não sendo eu especialista na matéria, limitar-me-ei a transmitir por palavras minhas algumas ideias interessantes que a arabista inglesa Diana Darke (1956) expandiu na sua obra Stealing from the Saracens. Refere a  autora que "the origins of Gothic are islamic". Em apoio da sua tese estabelece, depois, algumas analogias entre a igreja síria de Qalb Lozeh, de rito bizantino e começada a construir no século V, e a catedral de Notre-Dame iniciada em 1163, cujas duplas torres e rosácea central vieram da experiência arquitectónica e visual dos Cruzados, nas suas andanças por terras do Oriente, em particular daquela igreja, hoje considerada pela Unesco como património cultural da humanidade.



sexta-feira, 30 de março de 2018

Memória (120)


Era dia, na infância, de visitar ao fim da tarde - creio - as sete igrejas canónicas a que obrigava a tradição. Sob o signo do roxo, que cobria as imagens, lá se rezavam algumas preces. O itinerário cobria uma espécie de círculo religioso vimaranense. Visitando-se, talvez por esta ordem, igrejas e capelas de: N. S. da Guia, do Campo da Feira, Oliveira, Misericórdia, S. Dâmaso, S. Francisco, S. Pedro. A partir de meados dos anos 50, e quando a pequena capela da Guia estava fechada, havia a opção da novel e moderna igreja dos Redentoristas, ao fundo da rua Francisco Agra.
E eu, menino, perguntava-me como seria, nas terras pequenas onde não houvesse 7 igrejas. E imaginava que os crentes, na Sexta-feira da Paixão, por certo, teriam de entrar, sair e voltar a entrar, repetidamente. E por sete vezes, para cumprir a obrigação devota da tradição cristã.