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quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Desabafo (85)

 
Lembro-me bem de quando, na região outrabandista, não havia gaivotas senão ao fim do dia, lá no alto, pequenos grupos se deslocavam de leste para oeste, em direcção ao mar. As pombas também não eram excessivas, por essa altura. Estas espécies entretanto tiveram um crescimento enorme e, hoje, no seu crocitar rouco e antipático, acompanhado de vôos agressivos, vi cerca de 40 gaivotas sobre os contentores de lixo, em busca de detritos alimentares.
Recordo-me também de como, aqui há anos, se fez uma campanha racional e saudável, nas Berlengas, para limitar o número dessas aves, e para que não desequilibrassem o sistema ambiental nessas ilhas.
Entretanto, o PAN surgiu dos bosques...

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Interlúdio 75



Dedicado ao PANzinho e ao seu silva de estimação, vitimado por tantas deserções, excepto de bichinhos - este Brel que eu desconhecia.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Inventário e modelo


O prédio albergava, divididos pelas 32 fracções dos 8 andares, onze cães e nove gatos. Os pequenos felinos eram tutelados, maioritariamente, por viúvas inconsoláveis; os canídeos, por famílias com criancinhas muito sensíveis. Havia também canários pelo prédio, que não incomodavam ninguém. E peixes, em vários aquários, que não tugiam nem mugiam, por isso nem se dava por eles. O Silva do PAN considerou-o um prédio modelo, e propôs ao PR que lhe fosse concedida uma venera simbólica e benefícios fiscais aos utentes moradores.
Quando souberam disto, os pobrezinhos que brincavam na Comporta, resolveram fazer uma marcha silenciosa de protesto até S. Bento e Belém.
Compreensível, aliás!

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Comic Relief (147)


Politicamente incorrecto como manda o bom senso, desmanchando a regra e afrontando "o coro dos pequenos ministros de Lisboa" (Jaime Gama dixit, e muito bem), as tias inquisitoriais e o partido unipessoal e pudibundo do nosso Parlamento português.

sábado, 22 de dezembro de 2018

Apontamento 119: Olá amiguinhos !





Aproveito o final deste ano para agradecer a todas as Sandrinhas Brancas que têm contribuído para esclarecer o verdadeiro sentido da palavra AMOR, antigamente apenas limitado ao amor de mãe ou de Deus.

E temos encontrado muitos amiguinhos que nos apoiam a sobreviver na rua, quando uns malvados nos põem fora de casa. Hoje, o repasto era opíparo e em grande quantidade.



Até dava para trocarmos uns dedos de conversa com os ratos da cidade durante a noite.

É pena que existam citadinos que nos querem ver longe dos seus prédios, insistem no seu sossego durante a noite e se batem por espaços civilizados e limpos, em defesa de uma higiene urbana. Mas eles nem merecem sequer respostas. De facto, esta gente não compreende o verdadeiro sentido de amor e não entende o que são cidades abertas e de inclusão.

Post de HMJ

sábado, 25 de agosto de 2018

Frase(s) da semana


Eu creio que era Jean-Paul Sartre (1905-1980) que dizia, é certo que por outras palavras, que, quando dedicamos excessiva atenção aos animais, o fazemos em detrimento e prejuízo dos homens. Ou, como diz o povo, sábia e simplesmente: Pão, pão, queijo, queijo.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Descartáveis


Sabe-se que o amor não é eterno, sobretudo na vida real. E os impulsos ou paixões fulgurantes, ainda menos. O que amamos na infância ou na juventude raramente nos desperta o mesmo sentimento, na idade adulta. É natural e humano, que assim seja. Mas há algumas coisas, neste capítulo, que tenho dificuldade em aceitar e, muito menos, compreender.
É sabido, embora sibilino pelo menos para o PAN que é um partido particular e ruralmente correcto, que, pelo início das férias, algumas boas almas simples, por entre lágrimas insofridas, costumam libertar para a rua um ou outro animal de estimação, para poderem usufruir, mais tranquilamente, os seus tempos livres... É assim que, aqui, na zona outrabandista, vagueiam em liberdade e matilha 4 canídeos, um dos quais ainda ostenta  uma afectiva coleira de amor passado. Quanto a gatos, esses donos caritativos já abandonaram dois às delícias da liberdade. Quando os vejo, lembro-me sempre de Nicolau Tolentino e do seu exemplar soneto Deitando um cavalo à margem

No que a livros diz respeito, nunca pensei, porém, que na sua imobilidade discreta pudesse estorvar ou incomodar o espaço dos seus proprietários. Hoje, fiquei na dúvida. Talvez estorvem o espaço de alguma gentinha pragmática com ligeiras intenções do sempre em festa - e devem incomodar. Porque encontrei, matinalmente, junto aos contentores do lixo outrabandista, uma pequena e desorganizada biblioteca juvenil. Composta por 5 ou seis livros escolares, ainda impecáveis, e cerca de uma dezena  de álbuns de BD, abandonados.
Deixo, em imagem, dois testemunhos. E devo confessar que fiquei siderado. Foi o meu momento zen, do dia, talvez da semana de início da sempre beatífica e libertadora silly season!...

sábado, 21 de abril de 2018

Comic Relief (140)

O  pensamento realista abaixo transcrito não me chegou do PAN. Mas foi-me enviado pelo meu amigo C. S., a quem agradeço.
Segue:

Aquele que, ao longo do dia, é activo como uma abelha,
forte como um touro,
trabalha que nem um cavalo
e que, ao fim da tarde, se sente cansado que nem um cão,
deveria consultar um veterinário porque é bem possível que seja burro...