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sexta-feira, 2 de junho de 2017

A caridadezinha, fraterna e regional


Com a sua habitual isenção económica, The Wall Street Journal noticiou que a Goldman Sachs tinha comprado 2,8 mil milhões de dólares de dívida pública, ao Banco Central da Venezuela, por cerca de 865 milhões de euros. A oposição ao Presidente Maduro explodiu de indignação, ao saber do facto. Eu próprio fiquei varado. Mas, ao mesmo tempo, pensei, tentando ver o lado positivo dessa dádiva misericordiosa, que assim talvez esta compra, a preços de saldo, evitasse o regresso de tantos milhares de madeirenses à sua Ilha, como já foi acontecendo, pela insegurança de quase guerra civil que se vive na Venezuela. Mas continuei surpreendido: porquê, mesmo que indirectamente, ajudar os pobres emigrantes madeirenses?
E foi o clic. Só então me lembrei que a Goldman Sachs conta, nos seus altos quadros, com o nosso boy Durão Barroso. E deve ter sido a sua mão patriótica, fraterna e regionalista, a forçar o negócio. Podia ele lá esquecer ou abandonar os seus infelizes e desprotegidos compatriotas?

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Dos jornais


Caridade, ou uma nova sucursal do Banco Alimentar contra a Fome?

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Dos jornais de hoje, a caridade


Depois da quase declaração de insolvência financeira (comovente, aliás), por parte do nosso pobre PR, frente às câmaras de Tv, no Porto, algumas almas caridosas resolveram ajudá-lo. Assim, os jornais anunciam para hoje, às 18 hrs., uma concentração junto ao Palácio de Belém, sob o lema: "Traz uma moeda pró Cavaco". A ideia é "atirar uma moeda na direcção do palácio" para ajudar ao pagamento de despesas pessoais do PR, e reforçar o seu magro orçamento de pensionista.
Não há nada, realmente, mais emocionante do que ver o dinamismo social da caridade dos portugueses, em acção. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Desabafo ou exercício aristocrático de orgulho, imperdoável

Não devemos nunca tabelar por cima.
Por amor ao próximo, por caridade cristã devemos prolongar a paciência até ao limite do insuportável. Não devemos tomar como divisa ou lema as certeiras palavras de Juan Ramón Jimenez : " A la inmensa minoría" ou, mais tarde - "A la minoría, siempre".
O deslumbramento parvo, o seguidismo ovino, o gosto pelo quitche, a soberba ignorância sobre o elementar são moeda corrente e fazem parte do paupérrimo quotidiano.
Os (As) salivosos(as) compradores(as) da "Caras", "Nova Gente" e quejandas "róseas" asseguram os empregos dos redactores-jornalistas(?) destas chineleiras publicações. Dão-lhes o pão nosso de cada dia para sobreviverem e criarem os filhos pequeninos, sem rendimento de inserção social - já não é pouco...
Há, por isso, que ter compreensão, paciência e caridade.