Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro Homem de Melo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro Homem de Melo. Mostrar todas as mensagens

domingo, 21 de julho de 2024

Um fado já antigo


Com poema de Pedro Homem de Melo (1904-1984) e música de Frei Hermano da da Câmara (1934) são muitas as versões posteriores deste fado (Amália, José Cid, António Zambujo...) que tem ainda um arranjo musical e interpretação de Sérgio Godinho. Sendo que, na minha opinião, esta versão me parece das melhores.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Ritmos


Julgo que qualquer pessoa é capaz, ao vê-los evoluir, de distinguir a diferença entre um mau dançador e um bom bailarino. Leveza, elegância, entre outros aspectos, os separam. Mas também o ritmo.
Muitos de nós terão assistido a desgarradas. E admirado a capacidade e rapidez de resposta apropriada que os cantadores evidenciam, com maior ou menor imaginação. São os repentistas.
Na arte da poesia, também os há. O encadeamento dos versos e a justa medida saem-lhes naturalmente e com enorme facilidade. Estou-me a lembrar de António Botto ou de Pedro Homem de Melo. Os seus versos abrem-se escandidos e certos, na perfeição. Outro tanto não acontece, quase nunca, com os poemas de Jorge de Sena. Ou, se quisermos ir mais atrás, com a "frauta ruda" de Sá de Miranda. De forma não aprofundada, eu diria que há um ritmo natural e um ritmo trabalhado.
Como se, num caso, o bater do coração conduzisse à medida certa, e, na outra circunstância, houvesse uma original arritmia que só pela razão pudesse vir a ser corrigida, depois, nos versos.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ao findar do dia, e para quem não saiba

Falei, no poste anterior, de Nuno Salvação Barreto (1929-1996), que chefiou muitos anos o Grupo de Forcados Amadores de Lisboa. Talvez nem toda a gente saiba que a sua companheira, nos anos 6o, era a fadista Teresa Tarouca (1941), hoje, um tanto ou quanto esquecida. Vi-os, muitas vezes, na desproporção enorme dos seus corpos (ela, pequenina, ele, corpulento), sair de uma casa, à noite, nas Avenidas Novas, por esses anos. O nome completo de baptismo da fadista é Teresa de Jesus Pinto Coelho Telles da Silva.