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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Adagiário CCLXXI : Novembro (8)


1. Novembro à porta, gado na horta.
2. Se em Novembro ouvires o trovão, o ano será bom.
3. Em Novembro põe tudo a secar, que pode o Sol não voltar.
4. Do S. Martinho (11) ao Natal, o médico e o boticário enchem o bornal.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Adagiário CCLXII : Novembro (7)


1. Pelos Santos (1), semeia trigo e colhe cardos.
2. Novembro pelos Santos, neve nos campos.
3. Se o Inverno não erra o caminho, tê-lo-ei pelo S. Martinho (11).
4. No dia de S. Martinho, vai à adega, abatoca e prova do teu vinho.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Como lagarto ao Sol


Poderia começar a semana a falar da Justiça à portuguesa, ou dos seus promíscuos e sinuosos caminhos, por onde alguma dela se meteu; das artes perdidas de que Manuel Mendes (1906-1969), tão bem e sugestivamente, fala no seu Os Ofícios (oleiros, rendeiras, santeiros...); da falsa erudição e de quem a alardeia, da vaidade e da superficialidade; poderia falar dum Espadeiro saboroso, minhoto e vimaranense, que tenho no frigorífico a refrescar e que, provavelmente, vai acompanhar uma alheira de Mirandela, hoje, ao almoço.
Poderia, mas talvez não o faça. Preferindo, como aqueles lagartos e sardaniscas, depois de dias e dias de chuva, ficar por entre as pedras, e assomar com preguiça e langor, para gozar esta luz amena e o azul puríssimo destes pequenos dias de Novembro, que S. Martinho, caridosamente, trouxe consigo.
E assim ficar calado e morno, ao Sol.

sábado, 7 de novembro de 2015

Entre Casas : por Ceca e Meca


Por entre a Casa dos Pombais, onde já dormi, há uns anos, e que vejo do hotel onde pernoito, agora, e a Casa do Arco, na Rua de Santa Maria, onde brinquei em criança, vai quase completa a minha geografia da memória e juventude passada. Uma e outra casa se mudaram de ofício e arte, no presente, mantendo, no entanto, a arquitectura exterior e os seus brasões antigos. Mas o dos Viamonte da Silveira está de luto, que o vejo envolvido em panos negros. Muito perto da Casa do Arco, almoçámos umas ricas Tripas Nortenhas, acompanhadas, por um Casa de Sezim, branco (Arinto e Loureiro), Grande Escolha 2014, juvenil e quase borbulhante. Toucinho do Céu, para rematar, neste início de Novembro, que S. Martinho, pontual e temporão, abençoou com tempo tépido e azul suave.  


domingo, 1 de novembro de 2015

Adagiário CCXXXIV : Novembro (6)


1. De Todos os Santos ao Natal, bom é chover e melhor nevar.
2. Pelo S. Martinho (11), semeia o teu cebolinho.
3. Se queres pasmar o teu vizinho, sacha e esterca pelo S. Martinho.
4. No dia de Santo André (30), vai à esquina e traz o porco pelo pé.

domingo, 30 de novembro de 2014

Lembrete 25


A desatenção é um crime, nestes dias frios, mas luminosos e sem chuva. Porque, se não virmos o que se vai passando na Natureza, é decerto "por andarmos no mundo por ver andar os outros..." - como dizia alguém que eu muito estimei.
Olhe-se a poente, ao fim da tarde. Que os ocasos, a Oeste, estão um esplendor nos seus múltiplos laranjas - nem Turner!...
Os alemães, na sua poética filosófica, dizem que é o reflexo do fogão dos anjinhos, que começaram a fazer os bolos e bolachas, para o Natal...

sábado, 1 de novembro de 2014

Adagiário CXCIII : Novembro (5)


1. Novembro à porta, geada na horta.
2. Por Santo Urbão (3), gavião na mão.
3. Por S. Martinho (11), nem favas nem vinho.
4. Por Santo André (30), o sete estrelo posto é.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Adagiário CLXII


Pelo S. Martinho, prova teu vinho; ao cabo do ano, já te não faz dano.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Adagiário CLXI : Novembro (4)


1. De Santos (1) ao Natal, perde a padeira o cabedal.
2. No dia de S. Martinho (11), fura o teu pipinho.
3. Por S. Clemente (22), alça a mão da semente.
4. Por Santo André (30), todo o dia noite é.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Diário presente do conjuntivo


Os influxos benéficos da minha viagem intempestiva, de Novembro, já quase se desvaneceram, no tecto baixo da desesperança lusitana. Voltaram as harpias e pitonisas da desgraça, nos telejornais, os títulos cadavéricos dos periódicos macabros (que o sangue sempre se vendeu bem), regressou o manequim de Belém com os seus esgares e tiques estandardizados para dizer nada. Voltou o coelho manso de voz estudada, enquanto o mago contabilista e sádico gaspar vai perorando sibilino - por onde andarão as FP-25?
Os amigos emagrecem, vão-se deprimindo à "apagada e vil tristeza" camoneana. Outros ainda esbracejam, num afogamento psicológico que não tem fim à vista. Parece que vamos todos feridos de morte. Mas é evidente que a 21 não vai acabar o mundo...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Novembro, 22

Por entre o canto rouco das gralhas, corvos e pegas que, por aqui, as pombas pouco aparecem, as folhas de Outono atapetam as ruas húmidas e frias. Castanhos matizados, verdes desbotados, brancos sujos e amarelos predominantes. Mas há um pequeno Sol tímido que iluminará as cerimónias, daqui a pouco. E, depois, em Antuérpia, devem aparecer as gaivotas, que o Reno, por agora, nem sequer trouxe às margens.

sábado, 17 de novembro de 2012

Partir


Há um lado íntimo que já me vem de fora e, talvez por isso, alguma coisa me conforta no partir.
Desta vez, não serei eu a fechar a gaveta e a porta, ficando com uma chave, inútil, entre as mãos. Sem saber a quem a dar, porque é apenas minha. E de mais ninguém.
É possível, no entanto, que seja eu a fechar a mala que levarei comigo. Levarei Simenon e Camilo, para ler - está decidido. Para um vacilar momentâneo, que venha ter comigo, que a velhice é, apenas, um antecipar de despedidas. E ninguém deveria sonhar eternidades fictícias ou fúteis paraísos.
Mas, não o posso evitar, porque as viagens me instalam, agora que passou o gosto da aventura, um desconforto, não só físico, também mental.
Adoço-me à ideia dos amigos que me esperam, e não vou sozinho. Lembro-me dos brancos do Mosela, acidulados, frescos, cordiais. E, também - porque lá irei -, das ruelas estranhas de Antuérpia que nunca percorri em Novembro. E, se não partir feliz, irei decerto conformado, atento e completo. De bem comigo e com os outros. Mesmo que não possa, nunca, perdoar à Morte.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Adagiário CIV : Novembro (3)


1. Pelos Santos (1), neve nos campos.
2. Em Novembro, chuva, frio e sol, e deixa o resto.
3. Por S. Martinho (11), todo o mosto é vinho.
4. De Santa Catarina (25) ao Natal, mês igual.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Novembro ao fim da tarde


Ainda cheguei a tempo de ver os estorninhos mas, neste Novembro, os bandos são mais pequenos sobre o rio. Ainda vim a tempo de ver os últimos raios de sol que pareciam queimar os telhados de Lisboa.
O fim do dia, todo ele ardeu num róseo esplendor de melancolia.

sábado, 12 de novembro de 2011

O Limoeiro em Novembro de 2011


A dúzia de limões da safra (a segunda melhor, em quantidade) deste ano de 2011 está pujante, e recomenda-se. As finas hastes, que os suportam, vergam-se suavemente ao peso dos citrinos. Mercê de um Outubro luminoso e benigno que os fez crescer, de forma mais acelerada do que o habitual. Os 12 limões afeiçoaram-se ao sol e desenvolveram muito bem. Estão agora preparados para a chuva e vento do Inverno. E dá gosto vê-los na varanda a Sul.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Adagiário LXXIII : Novembro (2)


1. No dia de S. Martinho (11), lume, castanhas e vinho.
2. De Todos os Santos ao Advento, nem muita chuva nem muito vento.
3. Cava fundo em Novembro, para plantares em Janeiro.
4. Por Santo André (30), o sete estrêlo posto é.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Adagiário XX : Novembro


1. De Santos (1) ao Natal, Inverno natural.
2. Pelo S. Martinho (11), semeia fava e linho.
3. A cada bacorinho, vem S. Martinho.
4. Pelo S. Martinho bebe o vinho, deixa água para o moínho.