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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Pinacoteca Pessoal 200

 

Pintor, gravador mas, principalmente, aguarelista, o inglês Edward Duncan (1803-1882), no seu gosto pelos temas marítimos terá tido, provavelmente, alguma proximidade e decerto influências de William Turner (1775-1851), seu contemporâneo nas artes.




A boa qualidade dos seus trabalhos fizeram que colhesse a atenção régia e até o patrocínio da rainha Victoria (1819-1901).



domingo, 17 de março de 2019

Pinacoteca Pessoal 148


Descendente, pelo lado paterno, de uma família russa, John Robert Cozens (1752-1797) nasceu e faleceu em Londres. Foi com o pai, que também era pintor, que aprendeu os rudimentos iniciais da sua profissão. E foi como paisagista que se distinguiu, temática que constitui quase exclusivamente a sua obra.

Alguns historiadores de Arte consideram que terá influenciado Turner e Constable, sendo que este último pintor inglês o admirava, considerando-o o maior paisagista de sempre. Cozens deslocou-se, pelo menos, duas vezes ao continente europeu, tendo pintado alguns quadros com motivos paisagísticos da Suíça e de Itália.

A quietude melancólica e o lirismo suave dos seus quadros, não fariam prever o desequilíbrio nervoso que o atingiu nos três últimos anos da sua vida.
J. R. Cozens está representado em vários museus britânicos e no Rijksmuseum de Amesterdão.


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Um museu à medida de Koblenz


Sem a riqueza do acervo do Museu Ludwig, de Colónia, o Mittellrhein-Museum de Koblenz integra, desde 2013, no centro da cidade e em edifício arejado e condigno, esteticamente bonito, vários focos museológicos, até essa data dispersos pela urbe renana. Variados segmentos, que compreendem a arqueologia, arte sacra, com um interessante grupo estatuário de madonas sorridentes, bem como um acervo pequeno, mas significativo de pintura antiga, de que eu destacaria um pequeno quadro representando Santa Ana, a Virgem e o Menino, de autor desconhecido, do início do século XVI;



muito próximo, se pode apreciar, do flamengo Lucas van Valckenborch (1535-1597), uma Torre de Babel (1585), finamente executada, apesar de nos lembrar outras obras da nesma época, sobre o mesmo tema, de outros pintores, embora talvez menos conseguidas.



O retrato está abundantemente representado, por obras de pintores regionais, menos conhecidos, alguns dos quais muito sugestivos na sua expressividade humana. O Mittellrhein-Museum tem também um acervo interessante de pintura moderna e contemporanea que integra, entre outras, pinturas de Munch e Nolde.
E quero por aqui arquivar, por gosto pessoal, uma pequena paisagem fluvial de Turner, de 1842, que muito me agradou e surpreendeu.



Ora, foi assim que gastamos, culturalmente, a nossa Quinta-feira, matinal, com prazer e proveito, em Koblenz, sem Sol, mas também sem que a chuva nos incomodasse.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Algumas notas soltas para um fim de tarde


Ameníssimo fim de tarde, apenas quebrado pela soada macia das teclas vibrando (Chick Corea) e pelas velozes andorinhas que quebram ao longe no horizonte, de negro, o róseo beira-rio a tender para o acinzentado que antecede a noite.
Quantos anos foram precisos, quantas mortes, desde Chicago, para que o 1º de Maio se celebrasse, alegre e livremente, neste nosso mundo de desigualdades. E, entretanto, pelas notícias, terão morrido 3 pessoas, no mar da Nazaré e da Caparica, hoje...
Para este fim de tarde prefiro, no entanto, e pelas cores, lembrar-me, só intimamente, de algumas aguarelas de Turner, e dispensar, de todo, qualquer imagem neste poste. Que só iriam distrair-me de olhar as águas e as primeiras luzes que se começam a acender no Seixal, num conúbio afectuoso com a primeira noite de Maio.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Divagações 116


É o anoitecer que colhe, o mais das vezes, a preferência do viandante. Seja sobre o Adriático ou sobre o Tejo, essa nostálgica despedida do olhar, que a memória quer trazer por sobre as águas.
Depois, o enquadramento dará algumas pistas sobre quem esteve por trás: o movimento fixado, as coisas, a ordem ou a desarrumação, a quietude que se pretendia para a noite a começar.
Ao amanhecer, não se peça uma opção definida e clara. Em todo o caso, podemos sempre convocar Turner...

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Memória (112)


Por um acaso aparente, o nome de Mário Cesariny de Vasconcelos, nos últimos dois dias, cruzou-se várias vezes comigo. Inicialmente, e num Blogue amigo, em comentário, citei dele um pequeno poema. Depois, à noite, zapeando na TV, apanhei o falecido realizador Fernando Lopes, num programa antigo, a chamar-lhe Mago. Finalmente ontem, num jornal, vinha a notícia de que a Câmara de Lisboa lhe iria disponibilizar um jazigo individual, no Cemitério dos Prazeres. Lembro que ele tinha sido sepultado, anteriormente, no Talhão dos Artistas.
Há reconhecimentos que chegam tarde à nossa vida. Dei por Turner na meia idade, quando, por exemplo, comecei a gostar da obra de Soutine, na adolescência. Quanto a poetas, e surrealistas, sempre privilegiei mais, e desde cedo, Alexandre O'Neill, que tinha uma irreverência mais viva e criativa. Depois, não levei muito a bem que Cesariny tivesse trocado a poesia pela pintura (necessidades?) que, aliás, nunca me despertou grande interesse. Mas aqueles dedos trémulos, segurando o eterno cigarro, em dois leilões de livros, em que lhe fiquei ao pé, comoveram-me...
E, estando tão esquecido, há que lembrar que era um bom poeta.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Divagações 100


É raro que algum nascer da manhã, que vejo da janela sobre o rio, não encontre na minha memória alguma aguarela ou tela de Turner. Hoje, tranquilo nas suas cores mais ou menos definidas, o começo do dia foi assim:


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Florindo


Entraram a abrir, logo no início do mês. Dos dezasseis brotos, três já se deram à luz de Agosto, arredando o verde que os cobria. E desnudando-se, numa pequena imensidade de branco límpido raiado de finos laivos de amarelo, mais um ou outro breve ponto rubro.
Prosaicamente, e se não fossem os rutilados pontos, faziam-me lembrar farófias com molho leve de gema de ovo. Para chegar à poesia da sua extrema beleza, teria de convocar William Turner, obrigatoriamente...

sábado, 1 de agosto de 2015

Fragilidade


A fragilidade sempre despertou uma especial atenção humana. Que, por vezes, se aproxima da compaixão, quando não vai de par com sentimentos vários, onde a ternura chega a espreitar, pelo menos, quando não se instala, de todo.
Para lá do encanto natural, beleza e fascínio que Veneza provoca, o seu rendilhado delicado ameaçado pelas águas e pelo turismo desenfreado dos anos mais recentes, tem acrescentado sentimentos sobre o seu nome emblemático, e de culto.
Se os daguerreotipos italianos, que o crítico de arte John Ruskin (1819-1900) fixou, se vão desvanecendo com o tempo, essas frágeis imagens, na época, foram-lhe extremamente úteis para contextualizar os estudos que escreveu sobre as aguarelas de Turner (1775-1851).
Aguarelas que, hoje, apenas sob uma luz precária e coada, podem ser vistas e admiradas. Caso contrário, a sua exposição sob uma luz forte e agressiva, fará desaparecer as suas cores frágeis, para sempre.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Pintura : alguns apeadeiros do percurso e do gosto


Dei tarde por Turner, talvez só em 1973, quando fui à Tate, pela primeira vez. A princípio, e como era (e é) natural em extrema juventude, o meu deslumbre foi com Botticelli. Mas, quase em simultâneo, Fra Angelico e Van Gogh. Leonardo e Dürer eram amores antigos. De Botticelli, e na sequência coerente e temporal, passei para os Pré-rafaelitas, que hoje não aprecio excessivamente. Domesticamente, Nuno Gonçalves, Pousão e Pomar. Pedro Chorão, por afectuosa amizade, e não só, que ele é quase da minha colheita...
De Dali passei a Picasso, onde parei até hoje, e que prefiro ao primeiro. Em contraponto, Soutine, pelo pesadume dramático, e Dufy, pela aérea elegância, como antídoto eficaz. Dos mais recentes, Magritte, Matisse, Chirico e Turner, com crescente fidelidade. Bem como David Hockney.

Nota: o quadro, em imagem, pintado por William Parrott (1813-1869) no ano de 1846, é um dos poucos retratos conhecidos de William Turner, na maturidade. Intitula-se "Turner on varnishing day", e pertence ao acervo do Museu de Sheffield.

domingo, 30 de novembro de 2014

Lembrete 25


A desatenção é um crime, nestes dias frios, mas luminosos e sem chuva. Porque, se não virmos o que se vai passando na Natureza, é decerto "por andarmos no mundo por ver andar os outros..." - como dizia alguém que eu muito estimei.
Olhe-se a poente, ao fim da tarde. Que os ocasos, a Oeste, estão um esplendor nos seus múltiplos laranjas - nem Turner!...
Os alemães, na sua poética filosófica, dizem que é o reflexo do fogão dos anjinhos, que começaram a fazer os bolos e bolachas, para o Natal...

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Turner final



Até 25 de Janeiro, do próximo ano, estará patente na Tate uma exposição intitulada Late Turner, composta por cerca de 200 obras da última fase do grande pintor inglês. Nestes quadros, é notória a premonição do impressionismo que, décadas mais tarde, faria a sua aparição em França.
Os densos tons escuros, bem como as vaporosas manhãs luminosas não excluem, porém, pequenos sinais e minúsculos detalhes realistas que só uma atenção concentrada permite vislumbrar. Como, por exemplo, a pequena lebre ou coelho bravo do famoso quadro "Rain, Steam and Speed - The Great Western Railway", de 1844, ou o ínfimo molusco (lapa?) que aparece próximo da figura de Napoleão, na tela "War - The Exile and the rock limpet", de 1842.
As fantasmáticas atmosferas da pintura de William Turner (1775-1851) ancoram-se ou resultam, quase sempre e no entanto, de uma grande preocupação pelo real e pelo seu tempo. O primeiro dos quadros referidos acima, provavelmente, terá sido provocado pelas impressões retidas, pelo Pintor, sobre o comboio e o grave acidente ferroviário, ocorrido 3 anos antes (1841), na véspera do Natal, próximo da ponte de Maidenhead, em que as carruagens abertas descarrilaram, provocando 9 mortos e 16 passageiros irremediavelmente desfigurados.
Sinal evidente da revolução industrial inglesa, esta tela ("Rain, Steam and Speed...") será das primeiras, na pintura europeia, a retratar o recente transporte ferroviário.

P. S.: aconselho vivamente a audição e visão, no Youtube, do vídeo "Turner, Rain, Steam and Speed - The Great Western Railway, 1844", com diálogo esclarecedor, pormenorizado (4m. e 26s.), sobre esta obra de William Turner.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Pinacoteca Pessoal 81 : Sigmar Polke


Considerado um dos pintores mais significativos do post-guerra alemão, Sigmar Polke (1941-2010) tem, presentemente, no MOMA, uma exposição retrospectiva da sua obra, que seguirá para a Tate, no Outono.
Influenciado pela Pop americana (Andy Warhol, Lichtenstein...) soube reconstituir uma identidade própria, onde a provocação andava paredes meias com um libertário anarquismo de expressão, servido por um profissionalismo e cultura exemplares. Na década de 70, passou a dedicar-se à Fotografia, regressando, na década seguinte, à Pintura, parecendo, com isso, querer sublinhar a sua inteira autonomia, bem expressa pela sua frase provocatória: Wir wollen frei sein wie die Väter waren (Queremos ser livres como os nossos Pais foram) - numa alusão cruel e irónica à geração alemã que viveu e acompanhou o nazismo. 
O quadro Frau Herbst und ihre zwei Tötcher (A senhora Outono e as suas duas filhas), da segunda e terceira imagem do poste (conjunto e pormenor), pintado por Sigmar Polke no ano de 1991, em que a Mãe corta papel com uma tesoura e as filhas lançam os pedaços como se fosse neve artificial, parece, no entanto, querer expressar uma reconciliação entre tradição e modernidade, a que um cenário, confundível de esboços-paisagens à Turner, cauciona uma estética fragmentária, mas muito singular.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Trafalgar e Turner


Passa, hoje, mais um aniversário sobre a Batalha naval de Trafalgar, ocorrida a 21 de Outubro de 1805, e que sublinha a supremacia da marinha britânica, na Europa. Comandada por Horatio Nelson (1758-1805), que morreu na batalha, a armada inglesa venceu as frotas napoleónica e espanhola, ambas sob o comando do francês Villeneuve.
O sucesso desencadeou, na Inglaterra, uma onda de optimismo patriótico, a que William Turner (1775-1851) não ficou indiferente. Sobre o tema da Batalha de Trafalgar pintou, pelo menos, três telas, onde a contaminação das cores, mais tarde intensificada nas marinhas, não é ainda notória.
Em imagem, duas das obras de Turner: o aceso da batalha e o regresso do navio-almirante "Victory", após a batalha naval.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Amanhecendo


Amanhece à Turner, com pequenas diferenças de tonalidades, por entre o laranja e os azúis: claro e cinzento. Há pequenas linhas brancas que também podem ser de algum avião esquecido, que passou. Mas vão-se desfazendo em espuma aérea. E as águas do Tejo vão lisas e calmas, num prateado pálido com leve neblina.
No telhado em frente, uma pomba fulva veio inspeccionar e ver nascer o Sol. No vão triangular, por entre as casas, um veleiro magnífico, de 5 mastros nus, entra soberano pelo rio, deslizando elegante pelas águas.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Motivos


Anos a fio, desejei ter por casa uma marinha, para que, sempre que me apetecesse, pudesse lembrar o mar, através da sua representação pictórica. Não um mar à Turner, excessivamente experimental e vanguardista - queria um mar clássico e convencional, apenas.
Acabei por me contentar com uma pequena tabuínha, de autor desconhecido, que comprei, improvavelmente, num alfarrabista, onde três ou quatro rochedos ocres são lambidos pela espuma branca das ondas e o areal é uma fímbria magra e estreita de hesitante limite.
Nem todos os artistas são atraídos pelas águas, mas António Carneiro (1872-1930), por exemplo, tem uma pequena tela do mar nortenho português, maravilhosa (Arpose: "Primavera", 21/3/2010), em tons róseos de manhã fria, verde azul e escuro, e branco da espuma das ondas - era uma marinha assim que eu gostaria de ter.
Pelo contrário, João Hogan (1914-1988) pintou, obsessiva e intensamente, Monsanto na sua aridez de camadas sobrepostas de terras e rochas, quase sempre sem pessoas, como se pretendesse sublinhar os tempos e, quem sabe, talvez a solidão. Como dizia Eugénio de Andrade: "Não se escolhe, é-se escolhido."

domingo, 23 de setembro de 2012

Divagações 30

Emissário do Outono, o visitante nocturno trouxe-nos a notícia que já chovia em Lisboa. Clássica, e como no hábito antigo, começara de Norte para Sul. O tipógrafo renano, na sua sabedoria de rios e campos, costumava dizer que a chuva demora sempre, um bom bocado, para atravessar um rio. No seu caso, falava do Reno.
Porque a chuva outrabandista tardou quase uma hora, para vencer o Tejo. Já o emissário outonal tinha partido, deixando a memória do Cardeal-Rei, nas páginas a imprimir, sobre a mesa. Já tinhamos, nós, fechado a luz, quando ela se fez ouvir, fragorosamente, sobre as ruas e as terras ressequidas.

sábado, 15 de setembro de 2012

Um Turner menor?




O fragmento, o inacabado e a incompletude têm, para os admiradores modernos da Arte, um estranho fascínio. A inacabada "Batalha de Anghiari", de Leonardo da Vinci, ou a "Venus de Milo", fazem algum sentido, neste particular.
Recentemente, numa sala da Clore Gallery (dedicada à obra de W. Turner) da Tate Britain, abriu uma  mostra do Pintor inglês, seleccionada pela artista americana Vija Celmins, preenchida por estudos e esquissos dos inúmeros (cerca de 300) sketchbooks de William Turner.
Uma cheia do Tamisa, em Janeiro de 1928, que atingiu a Tate, danificou gravemente muitos dos livros de apontamentos de Turner. No entanto, a curadora incluíu alguns esquissos afectados pela água, na exposição, e até escolheu uma ou duas folhas em que Turner quase nada traçou. E a polémica estalou. Em abono da liberdade da Arte, alguns críticos apoiaram Vija Celmins, lembrando uma exposição de Yves Klein, onde só havia molduras e o famoso 4' 33'' de John Cage, de 1957, em que o pianista silenciosamente se senta ao piano, sem tocar uma só nota musical, durante esses 4 minutos e 33 segundos. Viria à colação, eu referir aqui, também, um filme português de João César Monteiro...
A polémica sobre esta mostra de Turner acentua-se, porque fazem comparações com uma outra, mais clássica e menos ousada, de 2009, que teve como curador David Hockney.


Em tempo e já 8 anos depois (2020):
ó seus parvos!, vêm aos magotes a este poste, para quê? Não sejam palermas nem carneirinhos amestrados por pastores marcanos!
Perdei antes tempo com coisas mais úteis.

You are really nerds and stupid bastards, just like Trump!

Sois mesmo uns grandes palermas e patetas, ao vir aqui....
Alguma vez ouvistes falar de Turner? Sabeis, por acaso, quem ele era, ó parvalhões?

How stupid you are, coming here!...

Yankees!,don´t be so submissive and stupid - think a little! Why do you come here, as a sheep?

Ó marcanos e sul-americanos!, vocês são mesmo uns bardamerdas do carago!  Vindes todos ao mesmo...

Ainda gostava de saber como é que vocês, sertanejos lorpas e marcanos indigentes, vêm aqui atraídos por um "ácaro" mongolóide que vos espevitou as meninges... Sois mesmo atrasados mensais!

Aqui, e depois de tantos anos do poste, já só vem os autistas (rain men), os mongolóides e os crónicos palermas, que abundam pela net.

Ó parvalhões, por que é que ainda vindes cá!? (Não tendes mais nada que fazer, na vida?!)

Ora vejam lá: esta semana já cá vieram visitar este poste 57 palermas!... E continuam: a maior parte são marcanos rurais dos USA, mas também há arreitados de outros sítios..:-))))

Eternamente, os parvos obcecados continuarão a cá vir, burros e piticegos de cabeça e miolos - que andam pela net sem saber que mais fazer. Pimps!

Andais à cata do síndrome de Turner? Não sejais parvos nem tão imbecis, ide antes a uma biblioteca credível, porque na net só encontrareis merda barata, ó hipocondríacos mentecaptos!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Pinacoteca Pessoal 34 : Philip W. Steer



Vai o mês de Agosto sob o signo das águas, aqui no Blogue, em postes, muito embora, astrologicamente, seja do domínio de Leão, que pertence ao elemento Fogo, como prescrevem os manuais.
Por isso, mais uma vez, é convocado o mar, agora com veleiros, num magnífico quadro de Philip W. Steer (1860-1942), até porque eu gosto muito de marinhas - quando bem executadas. E aprecio bastante este pintor inglês. Já, em 21/8/11, aqui me servi duma bonita aguarela de Steer para ilustrar e sublinhar um texto de férias e da beira-mar.
O Pintor é considerado como um dos representantes do Impressionismo inglês, muito embora uma maior nitidez de traço e cor o afaste da Escola Francesa, do mesmo nome, onde predomina mais a imprecisão sugestiva do desenho. Steer não esquece, totalmente, as influências próximas e nacionais de Turner e de Gainsborough.
Representado na Tate, o pintor inglês foi rejeitado como aluno na Academia inglesa, em tempos de juventude e esteve em Paris, cerca de 2 anos. Mais tarde, já prestigiado, veio a dar aulas na Slade School of Fine Art - a justiça e o bom senso ingleses, às vezes, acabam por prevalecer... Os Uffizi conservam no seu acervo um auto-retrato de Philip W. Steer.

Nota: o retrato que encima este poste foi tirado por George Charles Beresford, em 1922.

domingo, 27 de maio de 2012

Quase noite


Há um fogo ao longe, na margem do rio, que parece Turner. O friozinho do começa da noite não distrai o melro invisível que, mesmo assim canta, como que se afogueado. E as andorinhas volteiam num bailado inacabado, mas perfeito. O azul vai desmaiando de cor, entregando-se pouco ao pouco ao escuro do sossego, enquanto eu ouço Codax numa voz fresca, inesperada. Olhando o rio, mesmo que sem as ondas do mar de Vigo.