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segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Do que fui lendo por aí... 47



Para ser verdadeiramente rigoroso, eu deveria ter escrito no título do poste: Do que fui relendo por aí...
Estas monografias que têm, por trás, um trabalho insano de investigação, lêem-se com imenso agrado, por amor à terra e, provavelmente, terá sido pelo mesmo sentimento acendrado que foram feitas. Inicialmente publicadas no Boletim dos Trabalhos Históricos e, depois, em separatas individuais, vieram a ser editadas em 2 grandes e belos volumes, por Maria Adelaide Pereira de Moraes (1930), com o patrocínio da Câmara de Guimarães, em 2001. Por lá se vão desfiando as gestas dos Margarides, dos Costeados, das gentes da Casa de Sezim (que Fonseca e Costa usou para cenário de um dos seus filmes), dos Amarais da Casa da Aveleira...
São estes dois volumes que eu estou a reler, para matar saudades da terra, como diria Gaspar Frutuoso.



sábado, 21 de abril de 2012

Precavidos, mas parcimoniosos

Do livro "Velhas Casas de Guimarães" (2001), de Maria Adelaide Pereira de Moraes, e do testamento (1718?) do Senhor da Casa da Freiria, João Machado, e sua mulher, Maria Dias, passo a citar:
"Juntos «estando valentes com saude e todo nosso Juizo perfeito temendo a morte que a todos he geral» fazem seu testamento. Cortejo de recomendações aos céus e aos filhos. «Todos os santos e santas do Reyno do Ceu que intersedam por nós no Tribunal Divino - 30.000 mil reis de missas gerais que mandara dizer nosso filho João onde milhor lhe pareser e mais varatas lhe disserem»."